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    Nossa ética

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    Um homem da ciência não deve ter desejos nem afeições, somente um mero coração de pedra (Charles Darwin).

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Postagem em Destaque.

Saúde não tem preço, mas tem custos; e o custo é alto!

Antes de discorrer sobre o tema proposto, parece oportuno problematizar em busca do entendimento acerca do que seriam "preço" e...

Mostrando postagens com marcador água. Mostrar todas as postagens
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Um "Freio de Arrumação" se faz necessário.

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A figura acima é uma fotografia da galáxia Via Láctea, tirada pelo telescópio Hubble. Como já sabemos, a via láctea é apenas uma das milhares de galáxias existentes no universo. Ainda não se sabe, exatamente, quantas dessas formações existem e, considerando-se que o universo é infinito, nunca saberemos.

O planeta terra está em algum lugar nesta galáxia, no meio de estrelas, cometas, outros planetas e demais corpos celestes. Nem tente visualizar a terra nesta foto porque não será possível. Outras galáxias já identificadas e batizadas, como a galáxia de Andrômeda (figura abaixo), possuem composição estrutural semelhante à nossa galáxia via láctea. Ou seja; possuem planetas, estrelas, cometas etc; o que nos sugere deduzir que se trata de uma organização estrutural elementar do universo.

A partir do exposto algumas questões, inevitavelmente, povoam o nosso imaginário: 1) existe alguma forma de vida humana ou não humana fora da terra? 2) se não existe vida fora da terra, existem condições de habitabilidade para a espécie humana em outro lugar do universo que não seja terra?

No momento em que se inicia um ciclo - ano 2022 - novo no calendário dos humanos e que as pessoas, geralmente, se permitem alguns minutos de reflexão, parece conveniente entendermos onde estamos no universo para percebermos a enormidade da nossa pequenez e fragilidade. Claro que os projetos pessoais e até individuais são importantes! Mas esses projetos de nada valerão, caso a terra venha a se tornar um lugar inviável para sustentar a frágil vida humana.

A terra está se tornando SIM um lugar inviável para abrigar a vida humana! Tanto do ponto de vista meramente biológico como social. A dimensão biológica diz respeito ao comprometimento no fornecimento de água potável, biodisponibilidade de oxigênio e desequilíbrio de gases que promovem "efeito estufa" (CO2, CH4, CFC). A dimensão social refere-se à fome, miséria e toda a sorte de perseguição política e religiosa. Se serve de consolo, sabemos que o ser humano é capaz de dar um "Freio de Arrumação" e reorientar os rumos. Na verdade; somente o "Animal Humano" é capaz realizar essa tarefa, que já está atrasada.

A terra no Sistema Solar.
É uma péssima ideia esperar que o outro mude de atitude e comportamento primeiro.


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A dependência humana de água é vital e sem floresta não haverá água.

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A CONTRIBUIÇÃO DOS VEGETAIS NA GERAÇÃO E MANUTENÇÃO DA VIDA HUMANA NA TERRA É DECISIVA. A PARTICIPAÇÃO DOS ANIMAIS HUMANOS NA DESTRUIÇÃO DA VIDA VEGETAL, TAMBÉM É DECISIVA.

É fato que os biólogos sempre foram criticados e até perseguidos por setores da sociedade sob a acusação de "Impedirem o Progresso" com as suas implicações românticas relacionadas ao meio ambiente.

Para quem não tem formação na área das Ciências Biológicas, digo que esta é uma das formações mais holísticas da academia. Para resumir, durante a graduação, o acadêmico transita pelos Reinos: Monera (algas + bactérias), Protista (protozoários), Fungi (fungos), Plantae ou Vegetalia (vegetais) e Metazoa ou Animalia (animais).

A despeito de qual área o biólogo venha escolher para se aprofundar no seu itinerário formativo / profissional, o encantamento pelo Reino Vegetal é praticamente uma unanimidade. Ou seja, para o biólogo não restam dúvidas que a vida na terra é INVIÁVEL sem as condições ambientais que sustentem, satisfatoriamente, o Reino Plantae.

Felizmente, desde os últimos cinquenta anos, a fileira de ambientalistas só tem se avolumado. Ela é bastante heterogênea e inclui políticos, artistas, religiosos, crianças, profissionais das diversas áreas e, evidentemente, pessoas com formação nas ciências naturais. Para ser mais preciso, o século XXI se apropriou, definitivamente, da agenda ambiental. Mas não devemos ser ingênuos de acreditar que essa mudança de atitude foi por puro romantismo. A motivação foram os sinais emanados, cada vez mais contundentes, de que as condições mínimas para a viabilidade da espécie humana na terra estão sendo esgotadas e a busca de condições para abrigar a vida humana fora da terra tem se mostrado infrutífera.

Se ainda restam dúvidas de que o Reino Vegetal é o sustentáculo da vida humana na terra, a figura acima resume, com bastante propriedade, as três atividades realizadas pelos vegetais, ao longo de 24 horas, e os produtos resultantes dessas atividades: CO2, O2 e H2O.


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Dos ares, das águas e dos lugares; depende a saúde.

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Hipócrates examinando um doente.
Por volta de 460 anos antes de Cristo, Hipócrates já discutia o papel do ambiente no processo saúde-doença. Isso pode ser constatado em sua obra “Dos ares, das águas e dos lugares” onde ele estabeleceu uma relação intrínseca entre a saúde humana e o ambiente, conforme retratado no trecho que segue: 

[...] Quem deseja estudar corretamente a ciência da medicina deverá proceder da seguinte maneira. Primeiro, deverá considerar quais efeitos pode produzir cada estação do ano, visto que as estações não são todas iguais, mas diferem amplamente tanto em si mesmas como nas mudanças. O ponto seguinte se refere aos ventos quentes e aos frios, principalmente aqueles universais, mas também aqueles peculiares de cada região. Deverá também considerar as propriedades das águas, pois tal como elas diferem em sabor e peso, também suas propriedades se diferenciam. Portanto, ao chegar a um povoado que lhe é desconhecido, o médico deverá examinar sua posição em relação aos ventos e ao sol, pois uma face norte, sul, oriente e ocidente, tem cada uma um determinado efeito. Deverá considerar tudo isso com o maior cuidado assim como também saber de onde os nativos buscam a água, se usam águas pantanosas, suaves, ou então se são duras e vêm de lugares altos e rochosos, ou são salobras e ásperas. Também o solo, se é plano e seco, ou com bosques e com águas abundantes [...] (HIPÓCRATES apud CAIRUS., 2005).


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E você...! Já cuidou da água hoje?

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No dia 22 de março de 1992, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o Dia Mundial da Água, sinalizando para a necessidade de colocar em pauta questões essenciais que envolvem os recursos hídricos. Assim, se na sua agenda não tem espaço para inserir alguma estratégia individual que resulte em uso racional da água, sugiro que repense suas atitudes e inclua a água na sua lista de prioridades. Nossa dependência em relação a este recurso natural é, simplesmente, extrema!

O vídeo abaixo, produzido pela Agência Nacional da Água (ANA), é uma pequena homenagem do Laboratório Terra S.A. ao Dia Mundial da Água que se comemora no dia 22 de março.






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Sem água somos todos miseráveis. Sim, somos!

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Laboratório Terra S.A. entende que é necessário ecoar todas as iniciativas e movimentos que incentivem a tomada de decisão no sentido do uso racional da água. O Instituto Akatu de responsabilidade social está veiculando o vídeo abaixo, que traz de maneira clara a mensagem da necessidade de uma atitude responsável em relação ao uso da água potável. Achamos que vale a pena replicar.

Sem água somos todos miseráveis? Sim, somos!
A morte é a única alternativa à ausência de água. A extinção da espécie humana é praticamente imediata. O fim de outras espécies, sobretudo micróbios, será a longo prazo.


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As mãos que trabalham para o bem precisam estar higienizadas. Mãos limpas para realizar a nobre tarefa de cuidar.

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As mãos são os instrumentos que materializam o trabalho mental humano. Descuidar da higiene desses espetaculares instrumentos que integram o corpo humano e que foram talhados pela evolução pode colocar a perder todo o esforço e dedicação na construção de uma obra. A observação em relação à higiene das mãos se reveste de importância quando nos referimos aos trabalhadores da área da saúde. Por isso, não custa lembrar. 




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Está tudo errado no Sertão!

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Historiadores argumentam que a designação "sertão" à região semi-árida do nordeste brasileiro surgiu entre os séculos XVI e XVII e é fruto da contração da palavra "Desertão", que era utilizada pelos Portugueses, durante a colonização do Brasil, para enfatizar a grande diferença climática - clima quente e seco - semelhante ao clima de deserto, observada à medida em que se afastavam do litoral. Assim, o que era inicialmente "Desertão" passou para " De Sertão", ficando "Sertão".
O movimento migratório dos nossos colonizadores para o interior do país teve motivações políticas e econômicas que não nos cabe observar nesse texto. O fato é que, atualmente, essa faixa do território brasileiro, também denominada de semi-árido, é uma região bastante povoada, de solo extremamente fértil, que padece da oferta de ...


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Neste laboratório natural chamado terra tudo está sob controle.

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É preocupação primária de qualquer pesquisador - sobretudo o pesquisador da linha experimental - o controle de qualquer variável que possa interferir nos resultados da sua pesquisa. Se o pesquisador não conhece os possíveis interferentes sobre os seus resultados e/ou não adota providências para diminuir ou anular os seus efeitos, poderá incorrer em erros de análise dos resultados e comprometer as conclusões.
A ciência, apoiada num método científico, toma várias precauções com o objetivo de evitar que apenas a nossa percepção e o nosso olho limitados decidam os rumos do experimento. Seguindo um método validado o pesquisador se mantém presente, mas isento e imparcial.
Se observarmos a natureza apenas com os nossos sentidos, ou seja, não precisa ser cientista, perceberemos que o meio ambiente está em constante transformação. E existe um elemento chave que determina as transformações na natureza. Esse elemento é o clima. O clima pode ser definido como um conjunto de condições da atmosfera que caracterizam determinada região. Assim sendo, a temperatura ambiente, a umidade do ar, o tipo e a concentração de gases na atmosfera, a pressão atmosférica são elementos que se associam na definição do clima de determinado lugar. Quando esses elementos variam o clima poder variar. Mas porque o clima interfere de forma tão decisiva na vida do planeta? A palavra chave que responde a essa pergunta de forma genérica é "Dependência". Como sabemos, foram os ajustes e a moderação dos fatores climáticos que viabilizaram, por exemplo, uma atmosfera adequada ao surgimento das primitivas formas de vida no planeta. A partir daí estabeleceu-se uma estreita ligação fisiológica dos seres vivos - desde os de composição biológica mais simples aos mais evoluídos - aos fatores climáticos. Mas é possível constatar que a sensibilidade e tolerância dos organismos  vivos às alterações climáticas é bastante variável e oscila até o nível de espécie.
A espécie humana é extremamente sensível e, portanto, dependente da suavidade do clima para a manutenção de adequado status fisiológico:
  • Temperaturas inferiores a 35°C e superiores a 39°C podem produzir danos irreparáveis ao organismo humano. Isso ocorre porque o nosso organismo se assemelha a uma grande usina bioquimica cujo funcionamento está pautado na ação de enzimas e a temperatura ideal  de ação das nossas enzimas oscila entre 36 e 37 gaus centigrados.
  • A umidade relativa do ar, que em outras palavras significa a quantidade de água na atmosfera, é determinante para a realização de uma atividade humana vital que é a respiração. Valores  de  umidade do ar inferiores a 50% (os valores normais oscilam entre 50% e 80%) danificam as vias aéreas, dificultam a captura de oxigênio e consequentemente as trocas gasosas vitais.
  • Quando falamos em gases atmosféricos nos vem de imediato oxigênio, gás carbônico e vapor de água. Existem outros elementos gasosos compondo a nossa atmosfera (nitrogênio, argônio, neônio, hélio, hidrogênio,ozônio, metano, criptônio, xenônio). O tipo e a concentração de cada gás nem sempre foi a que temos atualmente e isso foi decisivo para o surgimentos da vida primitiva. Esses gases, além de proteger os organismos da exposição deletéria à radiação ultravioleta, contém elementos necessários para a realização de processos vitais como respiração e fotossíntese, além de fornecer água que é elementar nas reações bioquímicas intracelulares.
  • A pressão atmosférica pode ser definida como o peso que o ar exerce sobre a superfície da terra e, portanto, sobre nós. Níveis adequados de pressão atmosférica contribuem decisivamente para a dinâmica respiratória na espécie humana, pois facilita a entrada do ar nos pulmões. O nosso organismo, por sua vez, precisa resistir a essa pressão externa e o faz  exercendo uma pressão contrária, devido à presença de líquidos e gases nas células.
O que nos chama a atenção é que todos os seres vivos são de alguma forma dependentes dos fatores climáticos. Esses fatores funcionam como verdadeiras variáveis, cuja alteração mínima produz efeitos fisiológicos mensuráveis.
"Fechando os olhos até consigo imaginar Deus de jaleco e com uma prancheta na mão, alterando essas variáveis das inimagináveis maneiras possíveis e fazendo os devidos registros de pesquisador".
Evolução dos vertebrados
Chega então o momento que é inevitável não falar de seleção natural, que nada mais é do que o sucumbir de um indivíduo ou até mesmo de uma espécie porque não conseguiu fazer a auto-regulação e a nova sintonia com a variação paramétrica ambiental. A seleção patrocinada pela natureza não é show de mágica  ilusionista! Ao estabelecer as bases para o surgimento da vida na terra, Deus atrelou todas as possibilidades  de variação aos mesmos parâmetros. Com isso mesmo o ser humano - único organismo vivo que tem conciência da sua condição - deixa de ter vontade própria quando analisado sob a perspectiva da seleção natural. Ele passa a ser um objeto de pesquisa como qualquer outro e é levado a responder apenas fisiologicamente às condições dadas pelo experimento.
Alguém então poderia questionar: Qual o propósito da seleção natural ? como biólogo eu diria que o  propósito é a seleção dos melhores indivíduos sob o ponto de vista biológico. Isso é tanto concreto que indivíduos portadores de doenças genéticas tendem a ser inférteis. algo como "erradicar o erro pela raiz!".
Alguém continuaria questionando: Selecionar os melhores biologicamente para que? como biólogo, eu diria os melhores para se adaptar às variações dos parâmetros ambientais, o que inclui necessariamente a produção de descendentes igualmente equivalentes.
A lista de perguntas possíveis é relativamente grande: A Deus interessa seres humanos biologicamente fortes ou fortes na fé? O mecanismo da seleção natural atua sobre o caráter dos seres humanos? Existe alguma ordem regendo a dinâmica de modificação dos parâmetros ambientais? Não seria mais prático para Deus estabelecer as condições ambientais ideias e matê-las indefinidamente? Porque...? Porque....?
Desculpem os leitores se os deixei de cabeça quente (...). Em nenhum momento falei que tinha a resposta para todas as perguntas!


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Estudo Sinaliza para a Crise da Água no Planeta

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Publicado na conceituada revista científica Nature, o estudo aponta que cerca de 80% da população mundial vive em áreas onde o abastecimento de água potável não é assegurado. Os pesquisadores organizaram um índice com as "ameaças para a água" e incluíram itens como escassez e poluição.
O fato é que, segundo o estudo, cerca de 3,4 bilhões de pessoas enfrentam as piores ameaças e os pesquisadores apontaram que o hábito ocidental de conservar água para suas populações em reservatórios funciona para as pessoas, mas não para a natureza. A recomendação é que países em desenvolvimento não sigam o mesmo caminho, mas sim invistam em estratégias de gerenciamento hídrico que mescle infraestrutura com opções "naturais", como bacias hidrográficas e pântanos.
A partir da combinação de dados de diferentes ameaças os autores alertam que o panorama só deve piorar nas próximas décadas, devido ao aumento populacional e às mudanças climáticas.

O resultado da pesquisa é um mapa que indica as ameaças ao fornecimento de água para a humanidade e para a biodiversidade.
- Olhamos para o fatos de forma fria, analisando o que acontece em relação ao abastecimento de água para as pessoas e o impacto no meio-ambiente da infraestrutura criada para garantir este fornecimento - disse o responsável pelo estudo Charles Vorosmarty, do City College de Nova York - O que mapeamos foi um padrão de ameaças em todo o planeta, apesar dos trilhões de dólares gastos em engenharias paliativas - completou, referindo-se a represas, canais e aquedutos usados para assegurar o abastecimento de cidades.
No mapa das ameaças ao abastecimento, boa parte da Europa e América do Norte aparecem em condições ruins.
Mas quando o impacto da infraestrura criada para distribuir e conservar a água é adicionado, as ameaças desaparecem destas regiões, com exceção da África, que parece estar rumando para a direção oposta.
- O problema é que sabemos que uma fatia enorme da população mundial não pode pagar por estes investimentos - disse Peter McIntyre, da Universidade de Wisconsin, que também participou da pesquisa.
- Na verdade, estes investimentos beneficiam menos de um bilhão de pessoas, o que significa que excluímos a grande maioria da população mundial - disse ele.
Mas mesmo em países ricos, esta não é a opção mais inteligente.
- Poderíamos continuar a construir mais represas ou explorar mais fundo o subterrâneo, mas mesmo se tivermos dinheiro para isso, não é uma saída eficiente em termos de custo - disse ele.
De acordo com esta e outras pesquisas, a forma como a água é tratada no ocidente teve um impacto significativo na natureza.
Atualmente, um conceito defendido por organizações de desenvolvimento é o gerenciamento integrado da água, no qual as necessidades de todos os usuários são levadas em consideração e as particularidades naturais são integradas às soluções criadas pelo homem.
Um exemplo citado é o abastecimento de água da cidade de Nova York, feito por fontes nas montanhas de Catskill. Estas águas historicamente não precisavam de filtragem até a década de 1990, quando a poluição agricultural mudou o cenário.
A solução adotada, um programa de conservação de terras, se provou mais barata do que a alternativa de construção de unidades de tratamento.
A atual análise pode vir a ser contestada por conter elementos relativamente subjetivos, como por exemplo a forma como as diferentes ameaças são pesadas e combinadas. Mas os pesquisadores a consideram uma base para futuros estudos e calculam que ela possa ser melhorada quando surgirem dados mais precisos, especialmente de regiões como a África.
Eles calculam que os países desenvolvidos e os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), não conseguirão investir em infraestrutura os US$ 800 bilhões que o estudo julga necessários até 2015. O panorama para países em desenvolvimento é mais sombrio.
- Este é um raio-x do mundo há cinco ou dez anos, porque fizemos o estudo com bases nestes dados - disse McIntyre.
Matéria publicada no site da BBC Brasil


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E se a água acabar ... !?

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Quem diria...algo tão simples e ao mesmo tempo fundamental e, porque não dizer, vital! Até parece um capricho da natureza, o ser humano ter que submeter a sua  arrogância e a sua prepotência a um singelo copo de água.
É fato que não existe vida sem água. Sendo assim, nenhum ser vivo sobrevive na ausência desse líquido quimicamente tão simples. É fato, também, que alguns seres vivos toleram a restrição de água por longos períodos de tempo, como é o caso do rato do deserto e o camelo. Assim como há, também, seres que precisam viver literalmente dentro da água ou que possuem mais de 90% do seu peso corporal constituído de água. A espécie humana é uma das mais dependentes, sobretudo nos estágios iniciais de vida, onde a água chega a compor cerca de 80% do peso corporal.
Acho que não há o que se questionar nessa relação de dependência, quando se considera a esfera dos animais ditos irracionais. Afinal, eles não trazem o orgulho, a presunção e o excesso de vaidade em sua constituição biológica. Esses animais se comportam - até porque são - como uma extensão da natureza que os originou. Ou seja, esses organismos vivem em função da natureza.
Merece observação sim, essa relação de dependência da água, quando consideramos a espécie humana. Isso porque o homem não se considera uma extensão da natureza. Pelo contrário, acha que a natureza é uma dádiva que está aí apenas e tão somente para o seu deleite.
Mas será que, a essa altura, já nos damos conta que a água é um recurso finito? Será que temos a real consciência que não existe uma substância que a substitua? Que não existe modelo matemático que simule a vida sem a água!
Na minha opinião estamos sim construindo essa consciência, mas a relação entre consciência e inconsciência   quanto ao uso racional da água ainda está bastante desigual, de modo que prevalece o uso depredatório desse insumo estratégico. Se não conseguirmos rapidamente reverter a lógica prevalente do desperdício, da contaminação e destruição de mananciais talvez tenhamos que assistir em breve disputas ferozes entre nações e pessoas por uma porção desse liquido vital.
Se eu poder optar, não quero estar aqui para assistir isso!


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