• clique e saiba mais!

    Nossa ética

    Nossa ética

    O autor assume integralmente a responsabilidade pelos conteúdos publicados nesta página.

  • Convicção

    Convicção

    Um homem da ciência não deve ter desejos nem afeições, somente um mero coração de pedra (Charles Darwin).

  • Exatidão

    Exatidão

    Não questione a natureza...! Apenas respeite e contemple.

  • Simplicidade

    Simplicidade

    Na natureza o exuberante pode ser extremamente simples.

  • Determinismo

    Determinismo

    O determinismo genético é implacável e dele não se pode escapar!? Para o bem ou para o mal; interferências psíquicas, sociais e culturais podem evitar ou retardar a expressão do gene.

  • Certeza

    Certeza

    Tuas forças naturais, as que estão dentro de ti, serão as que curarão as suas doenças (Hipócrates).

English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified
Translate into your language / Traduza para o seu idioma.

Não ouço, não vejo e não falo sobre política.

0 comentários


Há quem diga que sobre política, futebol e religião não se deve falar porque nunca se chegará a um entendimento. Quando se trata de futebol até compreendo esse posicionamento, uma vez que envolve paixão, ou seja, é algo passional e, portanto, extrapola a racionalidade. Quando diz respeito à religião também parece compreensível pela dimensão subjetiva do tema e cuja âncora chama-se fé. Mas, e política?! Por que será que tantas pessoas assumem, deliberadamente, que detestam política? Chegam até a afirmar que são apolíticos! Ou seja, são estranhos à política. Pergunta-se; existe um indivíduo humano apolítico?!

Segundo o filósofo Grego Aristóteles (384 a.C – 322 a.C), o homem é por natureza um animal político. Ele argumenta que a sociedade humana não é algo artificial, mas fruto da própria natureza desse animal e resultado das suas necessidades. Conclui que são essas necessidades humanas que os levam a agir de certas maneiras sob certas condições.

Nas suas reflexões Aristóteles afirma, inclusive, que “o homem é um animal político mais ainda que as abelhas ou que qualquer outro animal gregário.” Isso porque o homem é o único animal que possui linguagem. Os demais animais até são capazes de expressar, prazer e dor e assim revelar quando algo agrada ou desagrada. Porém, o homem foi equipado com algo mais avançado que os grunhidos animais: a linguagem. Dessa forma, os seres humanos têm capacidade de falar, capacidade essa que pode ser usada para comunicar suas ideias sobre o que é certo e errado, assim como o justo e o injusto.

Ante ao exposto nos perguntamos: o que querem verbalizar os animais humanos que alegam odiar a política e que querem distância da política? Com certeza esses humanos não estão se referindo à política na dimensão imaginada por Aristóteles pois a política na visão Aristotélica é executada constantemente nos atos e atitudes mais simples do nosso cotidiano. Afinal, tomamos decisões politicas em família, na igreja, no trabalho, na escola, nas relações com os amigos, etc. Às vezes o nosso posicionamento é tão sutil que sequer classificamos como decisão política.

Entendemos que as pessoas que rechaçam a política o fazem se referindo a uma faceta da ação política que passamos a denominar “Política Partidária”. Mas essa repulsa / repugnância à politica relacionada aos partidos políticos e aos poderes instituídos não parece ser gratuita. Ela tem raiz no nosso passado histórico. No próprio processo de colonização.

Há quem afirme que o cenário político-partidário no Brasil já foi bem pior! Afinal, estamos vivendo sob um regime democrático há mais de trinta anos! Mas o cenário atual, por melhor que seja, está longe do ideal quando se compara com outras democracias existentes no mundo. Provavelmente em função de sermos uma nação relativamente jovem – com pouco mais de 500 anos – teremos muito a aprender até mudarmos nossas atitudes e comportamentos políticos cotidianos. É essa mudança no perfil de cada indivíduo que produzirá reflexos na até então odiada e rechaçada “Política Partidária”. Por enquanto o que temos nas instâncias de poder politico do país representa o espelho do que somos enquanto sociedade, justificando o ditado popular “O povo tem o governo que merece!”


Leia-me

O modelo de colonização do Brasil diz muito do que somos.

0 comentários


Inicio essa exposição fazendo alusão a dois provérbios da sabedoria popular. O primeiro, em tom de inferência, diz “Diga com quem andas e te direis quem é!” e o segundo admite que “Quem se junta a porcos, farelo comerá!”. Alguém, inadvertidamente, poderá argumentar qual a relação dos citados provérbios com a temática proposta? E esse questionamento será elucidado ao longo dessa exposição. 

Conforme consta dos relatos históricos, o que hoje se denomina República Federativa do Brasil foi outrora um território supostamente descoberto pelos Portugueses na data de 21 de abril de 1500; o que equivale dizer que já se passaram 519 anos desde o ato / momento reconhecido como simbólico de apoderamento do referido território. Vale dizer, também, que ser colonizado não foi algo inédito e específico do Brasil. Aliás, esse foi o formato pelo qual Estados importantes da geopolítica mundial se constituíram, tendo como exemplo emblemático os Estados Unidos da América (EUA). Então, se o Brasil e os Estados Unidos da América já foram colônias e hoje são nações independentes, porque são tão diferentes? A resposta para essa pergunta pode estar na maneira como esses dois territórios foram tratados enquanto colônias. 

Relata a história que a maneira como Portugal tratou o Brasil enquanto colônia impregnou na sociedade em formação a ideia de que as coisas podiam ser feitas de qualquer jeito; ao que chamamos hoje do “jeitinho brasileiro”. Também incutiram na nossa personalidade, enquanto sociedade em formação, que era importante levar vantagem em tudo o que pudesse na lógica da “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Ou seja, o modelo colonizador português foi pautado na exploração e depredação não só de recursos naturais mas também de valores morais elementares para se constituir uma sociedade saudável. Até mesmo a igreja católica contribuiu negativamente na implementação do atual DNA da sociedade brasileira quando apoiou a escravidão e quando fez contrabando de ouro nos chamados “santos do pau oco”. 

Há relatos que, de maneira regular, os delinquentes (ladrões, assassinos, estupradores) condenados pela justiça portuguesa eram sentenciados a cumprir a pena na colônia portuguesa – ou seja, no Brasil – e foram essas pessoas que partilharam seu material genético com escravos e nativos (indígenas). De modo que nós somos o produto desses cruzamentos. 

Quanto ao território que hoje constitui os Estados Unidos da América, sabemos que foi colonizado pela coroa Britânica numa lógica completamente antagônica ao que ocorreu no Brasil. Os ingleses decidiram implementar o desenvolvimento da região, mediante povoamento, utilizando grupos familiares de refugiados religiosos onde o ideal de fixação estava associado ao desejo de prosperidade e desenvolvimento social, na perspectiva de reproduzir no território americano a forma de vida que possuíam na Europa. Existia o ideal / diretriz de acumulação de bens vinculado à valorização do trabalho, poupança e capitalização. Do investimento na colônia os lucros gerados pela produção ficavam na própria colônia e apenas tributos eram direcionados à metrópole. A produção colonial atendia à satisfação das necessidades internas e se organizava em pequenas propriedades, com a utilização do trabalho livre e familiar. Enfim, foi implementada na colônia uma consciência da autonomia e desenvolvimento precoce do ideal de emancipação.

Não quero com isso dizer que os nossos problemas de caráter ético e moral são intransponíveis e que o nosso futuro está condenado pelo nosso passado. Isso não pode nos produzir desalento, pois os organismos vivos passam constantemente por mutações genéticas e novas combinações sempre são possíveis, para o bem e para o mal. Aliás já é perceptível, nas novas gerações, posturas e atitudes bem diferentes em relação ao nosso passado recente. Em verdade, a mudança de atitude e comportamento que imaginamos para a nossa classe política não será impulsionada pela geração adulta atual; pois os políticos atuais nos representam, literalmente! 

O problema é que o tempo requerido para mudanças perceptíveis no padrão de uma sociedade humana não corresponde ao tempo biológico de cada indivíduos. Como o nosso tempo de vida é relativamente curto, somos induzidos a pensar que estamos condenados a sermos essa sociedade medíocre e hipócrita onde seus "cidadãos" reproduzem com fidelidade as mesmas praticas coloniais da "farinha pouca, meu pirão primeiro".

---------


Leia-me

Saúde não tem preço, mas tem custos; e o custo é alto!

0 comentários


Antes de discorrer sobre o tema proposto, parece oportuno problematizar em busca do entendimento acerca do que seriam "preço" e "custo". Embora pareçam, não são a mesma coisa! Senão vejamos: Quem está atento aos fatos sabe que, ultimamente, o Brasil vem lindando com incidências elevadas de vários tipos de cânceres e estudos epidemiológicos apontam que se trata de um problema de saúde pública com o qual o país precisa se organizar para lidar. Em Sergipe parece já ser consenso que um hospital específico para lidar com câncer é necessário. Mas o governo estadual alega que a obra é muito cara e não tem recursos financeiros para tamanho investimento. A questão da construção da obra física parece estar equacionada porque os parlamentares federais sergipanos se comprometeram em repassar recursos de emendas de bancada e de emendas individuais para a consecução do propósito. Mas, mesmo com dinheiro em caixa para iniciar a construção, o governo estadual reluta em iniciar a obra alegando não dispor de recursos financeiros para custeio (equipamentos, materiais, medicamentos, insumos, recursos humanos, manutenção preventiva, manutenção corretiva). Resumindo; preço corresponde ao valor pago pela aquisição de um produto ou serviço. Custo, por sua vez, é o recurso necessário para a produção e manutenção de um produto ou serviço. 

Assim, a percepção que temos sobre a nossa condição de saúde não é estática e varia, ao longo da história, sobretudo em função do desenvolvimento científico e tecnológico. Porém, mesmo nos períodos mais obscuros da sociedade humana os indivíduos se preocupavam com a sua higidez física pois precisavam enfrentar as adversidades ambientais e, literalmente, precisavam lutar pela sobrevivência. 

No curso da história humana, recorrer a Deuses e conhecer as propriedades curativas de plantas e de produtos de origem animal tornou-se estratégico para garantir longevidade e competitividade; até porque os fracos e doentes eram rapidamente eliminados. 

Assim, independente do período histórico ao qual nos remetamos, sempre teremos que investir muito para gozar de saúde e nunca estaremos satisfeitos com os resultados do investimento porque sempre teremos demandas a realizar. Esta é a pressão que sofre todos os  sistemas de saúde do mundo, sejam públicos ou privados. 

Nos sistemas privados o preço e o custo são, de alguma forma, assumidos pelo indivíduo associado ao Plano Privado de Saúde. Nesse caso, existe uma determinada organização comercial que lida com a saúde como um produto a ser comercializado e, para tal, precisa auferir lucro financeiro para que o negócio seja viável com a qualidade estimada pela organização. Por isso é tão importante para essas organizações comerciais: 1) definir o tamanho da sua clientela; 2) excluir doenças preexistentes; 3) estabelecer cota parte em relação a procedimentos definidos como de elevado custo; 4) reajustar periodicamente os valores de contribuição. 

Quando falamos de preço e custo em relação ao Sistema Único de Saúde / SUS a primeira variável incontrolável é o tamanho da clientela, ou seja, todos os indivíduos que acabam de nascer já são usuários do sistema! Somado a isso o SUS não trabalha na lógica de cota parte e, para o SUS, não existe exclusão de doenças para fins de cobertura assistencial! Por fim, o SUS é financiado por toda a sociedade e a demanda é sempre maior que a oferta. 

Provavelmente o SUS, ou qualquer outro sistema de saúde, jamais conseguirá satisfazer todas as expectativas dos seus usuários na incessante busca pelo ideal de saúde. Isso porque o conceito ampliado de saúde, proposto pela Organização Mundial de Saúde / OMS, preconiza que saúde é bem-estar físico, mental e social. Assim, o ideal de saúde está na cabeça de cada um! Entretanto, num dado momento, mesmo que o sistema de saúde tenha uma boa gestão e esteja livre da corrupção, usuários serão frustrados nos seus anseios legítimos simplesmente porque o sistema tem limites no seu financiamento de investimento e custeio.


Leia-me
  • Câncer e sociedade humana. Qualquer coincidência é mera semelhança.

    O painel abaixo registra o país e o número de pessoas do referido país que visitaram o site pela primeira vez.
    Bem vindos / bienvenidos / Bienvenue / 欢迎 / Welcome / Willkommen / benvenuto / ...
    free counters
    Powered by YAZIO