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A crescente conscientização da importância de identificar e interpretar os padrões de distribuição espacial dos eventos relacionados com a saúde da população tem desenvolvido, nos estudos de Geografia da Saúde, metodologias de análises através da tecnologia de geoprocessamento. Assim, o presente estudo teve como objetivo verificar como decorre e ressaltar a importância da utilização dessa tecnologia nos trabalhos desenvolvidos pela Vigilância Epidemiológica no Estado de Sergipe, enfatizando a sua importância para a gestão de saúde. Com a utilização das técnicas de geoprocessamento as informações obtidas são representadas de forma espacializada com mais agilidade e precisão. Tais informações, uma vez organizadas, permitem ao gestor de saúde o monitoramento e investigação das doenças epidemiológicas e o controle das áreas endêmicas, possibilitando assim a agilidade na tomada de decisões para futuras intervenções. Nesse contexto, o geoprocessamento torna-se um importante instrumento no planejamento de ações para o serviço de saúde.
2. Metodologia.
A pesquisa bibliográfica foi realizada junto aos órgãos públicos do Estado de Sergipe: Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde de Sergipe (SES), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Secretária de Planejamento e Gestão do Estado de Sergipe (SEPLAG) e Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) e materiais disponíveis em bibliotecas de Universidades e acervos virtuais de instituições e sites. As visitas a campo tiveram a finalidade de colher material como relatórios, fotografias e arquivos digitais de mapas que correspondessem à parte histórica da utilização do geoprocessamento na área da saúde em Sergipe. Desse modo, foi possível confeccionar mapas temáticos que representassem ações de vigilância epidemiológica com dados obtidos através do SINAN NET.
3. Resultados e Discussão.
A Secretaria de Estado da Saúde propôs a regionalização do estado de Sergipe, representada pelo mapa da Saúde (Fig. 2), respeitando as diretrizes organizacionais do SUS, na perspectiva de garantir de maneira equânime a assistência à saúde da população distribuída em todo seu território. Esse mapa tem como finalidade orientar a gestão no sentido de definir a localização dos serviços de saúde em cada região (Fig.1).
As visitas realizadas aos órgãos públicos do Estado, revelaram que a área da saúde não utiliza técnicas de geoprocessamento na sua forma mais complexa. Existem demandas solicitadas da SES a GIGEC-SEPLAG, assim como pela Secretaria de Saúde municipal de Aracaju a SEPLAN-PMA. O estado e a prefeitura municipal de Aracaju fornecem dados, que são trabalhados pelos órgãos demandados e conforme estes, são elaboradas as cartas temáticas com objetivos pontuais (Fig.1). Os mapas solicitados não levam, muitas vezes, em consideração indicadores relevantes como fatores socioeconômicos, culturais e de saúde e informações sobre aspectos fisiográficos e de investigação epidemiológica e sanitária das comunidades, que quando associados, contribuem por revelar desigualdades sociais e ambientais que refletem na situação de saúde da população. Atualmente o trabalho na vigilância epidemiológica no estado de Sergipe é baseado em materiais cartográficos (Fig. 3 e 4) arcaicos e desatualizados e não atendem às necessidades reais de controle e monitoramento das ações de vigilância e saúde.
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| Figura 05: Mapa de representação história da sífilis congênita no período 2008-2010. Figura 06: Mapa de representação história da sífilis em gestantes no período 2008-2010. |
4. Considerações finais.
Os materiais e dados adquiridos através da Secretaria Estadual de Saúde, como relatórios e cartas, possibilitaram a essa pesquisa a elaboração dos mapas temáticos da Sífilis, esse exemplo demonstra que é possível a implantação de um SIG para a elaboração espacializada das informações alimentadas nos bancos de dados dos demais sistemas da saúde, viabilizando a elaboração de cartas temáticas, consultas cadastrais e outros. Entretanto para o prosseguimento desse trabalho é necessário capacitar os profissionais e/ou contratar pessoas especializadas nessa área de conhecimento.
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