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Sangue... Ninguém precisa, até precisar.

O esforço que a humanidade empreende pelo desenvolvimento de um produto comparável ao sangue humano é histórico e os motivos justifica...

Saúde não tem preço, mas tem custos; e o custo é alto!

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Antes de discorrer sobre o tema proposto, parece oportuno problematizar em busca do entendimento acerca do que seriam "preço" e "custo". Embora pareçam, não são a mesma coisa! Senão vejamos: Quem está atento aos fatos sabe que, ultimamente, o Brasil vem lindando com incidências elevadas de vários tipos de cânceres e estudos epidemiológicos apontam que se trata de um problema de saúde pública com o qual o país precisa se organizar para lidar. Em Sergipe parece já ser consenso que um hospital específico para lidar com câncer é necessário. Mas o governo estadual alega que a obra é muito cara e não tem recursos financeiros para tamanho investimento. A questão da construção da obra física parece estar equacionada porque os parlamentares federais sergipanos se comprometeram em repassar recursos de emendas de bancada e de emendas individuais para a consecução do propósito. Mas, mesmo com dinheiro em caixa para iniciar a construção, o governo estadual reluta em iniciar a obra alegando não dispor de recursos financeiros para custeio (equipamentos, materiais, medicamentos, insumos, recursos humanos, manutenção preventiva, manutenção corretiva). Resumindo; preço corresponde ao valor pago pela aquisição de um produto ou serviço. Custo, por sua vez, é o recurso necessário para a produção e manutenção de um produto ou serviço. 

Assim, a percepção que temos sobre a nossa condição de saúde não é estática e varia, ao longo da história, sobretudo em função do desenvolvimento científico e tecnológico. Porém, mesmo nos períodos mais obscuros da sociedade humana os indivíduos se preocupavam com a sua higidez física pois precisavam enfrentar as adversidades ambientais e, literalmente, precisavam lutar pela sobrevivência. 

No curso da história humana, recorrer a Deuses e conhecer as propriedades curativas de plantas e de produtos de origem animal tornou-se estratégico para garantir longevidade e competitividade; até porque os fracos e doentes eram rapidamente eliminados. 

Assim, independente do período histórico ao qual nos remetamos, sempre teremos que investir muito para gozar de saúde e nunca estaremos satisfeitos com os resultados do investimento porque sempre teremos demandas a realizar. Esta é a pressão que sofre todos os  sistemas de saúde do mundo, sejam públicos ou privados. 

Nos sistemas privados o preço e o custo são, de alguma forma, assumidos pelo indivíduo associado ao Plano Privado de Saúde. Nesse caso, existe uma determinada organização comercial que lida com a saúde como um produto a ser comercializado e, para tal, precisa auferir lucro financeiro para que o negócio seja viável com a qualidade estimada pela organização. Por isso é tão importante para essas organizações comerciais: 1) definir o tamanho da sua clientela; 2) excluir doenças preexistentes; 3) estabelecer cota parte em relação a procedimentos definidos como de elevado custo; 4) reajustar periodicamente os valores de contribuição. 

Quando falamos de preço e custo em relação ao Sistema Único de Saúde / SUS a primeira variável incontrolável é o tamanho da clientela, ou seja, todos os indivíduos que acabam de nascer já são usuários do sistema! Somado a isso o SUS não trabalha na lógica de cota parte e, para o SUS, não existe exclusão de doenças para fins de cobertura assistencial! Por fim, o SUS é financiado por toda a sociedade e a demanda é sempre maior que a oferta. 

Provavelmente o SUS, ou qualquer outro sistema de saúde, jamais conseguirá satisfazer todas as expectativas dos seus usuários na incessante busca pelo ideal de saúde. Isso porque o conceito ampliado de saúde, proposto pela Organização Mundial de Saúde / OMS, preconiza que saúde é bem-estar físico, mental e social. Assim, o ideal de saúde está na cabeça de cada um! Entretanto, num dado momento, mesmo que o sistema de saúde tenha uma boa gestão e esteja livre da corrupção, usuários serão frustrados nos seus anseios legítimos simplesmente porque o sistema tem limites no seu financiamento de investimento e custeio.


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