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Saúde não tem preço, mas tem custos; e o custo é alto!
Antes de discorrer sobre o tema proposto, parece oportuno problematizar em busca do entendimento acerca do que seriam "preço" e...
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A ATUAL ESTRUTURA DE APOIO À PESQUISAS MUITAS VEZES LEVA A ESTUDOS IMPRODUTIVOS; MAS HÁ SOLUÇÃO!
No início deste ano, uma série de artigos divulgados em The Lancet relatou que 85% dos US$ 265 bilhões gastos anualmente em pesquisas médicas são desperdiçados. Isso não se deve a fraudes, embora seja verdade que retrações [de pesquisas] estejam em ascensão. O que ocorre é que com frequência excessiva não acontece absolutamente nada depois da publicação dos resultados iniciais de um estudo. Não há trabalhos de acompanhamento (follow-up) para replicar ou expandir uma descoberta, e ninguém aproveita os resultados para desenvolver novas tecnologias. O problema não é apenas o que acontece após a publicação — cientistas muitas vezes têm dificuldade de fazer as perguntas certas e traçar ou projetar seus estudos corretamente para respondê-las. Um número excessivo de estudos neurocientíficos testa objetos de estudo insuficientes para chegar a conclusões sólidas. Pesquisadores publicam artigos sobre centenas de tratamentos para doenças que funcionam em modelos animais, mas não em humanos. E empresas farmacêuticas são incapazes de reproduzir os alvos de drogas promissoras publicados pelas melhores instituições acadêmicas. Como seria de se esperar, o crescente reconhecimento de que algo deu errado no laboratório resultou em apelos para “mais pesquisas sobre pesquisas” (ou seja, meta-pesquisas), tentativas de encontrar protocolos que garantam que os estudos revisados por pares sejam, de fato, válidos.
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Desde as primeiras iniciativas, quando o ser humano tentou explicar o mundo em que vivia a partir de suas próprias capacidades de análise e percepção, a natureza sempre se apresentou como ponto de partida de toda e qualquer reflexão. Assim, em maior ou menor grau, o “ser curioso” próprio da condição humana é movido pelo interesse permanente de investigar o mundo que o cerca, seja por dilantelismo ou por necessidade.
Foram os gregos os pioneiros na tentativa de superar explicações míticas sobre a origem do cosmos, bem como para protestar contra o determinismo atribuído à condição humana diante da “incontestável vontade” dos deuses.
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Nascer e morrer; essa é a linha reta que resume qualquer existência. Alguns morrem antes de nascer. Alguns morrem logo ao nascer. Alguns vivem bastante antes de morrer. Alguns demoram a morrer mas não vivem, apenas sobrevivem! Alguns reproduzem no intervalo entre o nascimento e a morte. Alguns vivem bastante mas não conseguem reproduzir. Mas um fato é incontestável; todos que nasceram terão que morrer. Não vou entrar na discussão acerca do mérito da morte - céu, inferno, purgatório, reencarnação - pois sei que esse é um campo extremamente complexo e que não compete à mediocridade humana desvendá-lo em vida, por isso tanta especulação. O que quero tratar, exatamente, nessa postagem não é sobre a vida ou sobre a morte do ponto de vista psicológico ou espiritual ou religioso. Quero falar sobre a morte do ponto de vista econômico e financeiro. Afinal, as três etapas da existência humana - nascer, viver e morrer - tem um custo econômico e financeiro. Ou seja, a gente paga pra nascer, pra viver e pra morrer.Considerando que o nascimento é um evento mais ou menos programado, é possível organizar as contas, rever gastos e cortar supérfluos com o objetivo de financiar (patrocinar) a nova vida. Sendo assim, genericamente. temos tempo de nos preparar para receber a vida. A vida ou até mesmo a sobrevida também nos cobra altos investimentos, que variam com a condição de cada um, cujo teto é a luxúria e a base é a miséria, sabendo-se que até para viver na miséria tem um custo. E a morte... Alguém já parou pra pensar no custo financeiro da morte? Você pensa nisso? Claro que não vou perguntar se você sabe quando vai morrer! A morte é o evento mais incerto com o qual o homem precisa lidar e assim será, pois é para o bem da humanidade. Mesmo negligenciando os cuidados básicos à saúde não conseguiremos prever com precisão a morte. O máximo que se pode fazer para antecipar de alguma forma esse momento é através do suicídio.
E é em cima desse evento concreto, mas de ocorrência incerta, que se explora um nicho altamente lucrativo economicamente que é o segmento dos Planos Funerários. Esse segmento passou a se expandir no Brasil aproximadamente na década de 1970. Começou timidamente, pois precisava vencer um mito, uma superstição, de que comprar o caixão antecipava a morte. Hoje isso já está superado e é grande a quantidade de pessoas que possuem um Plano Funerário. Esses planos oscilam desde o básico até o avançado e oferecem de tudo para o cliente, inclusive a cerimônia fúnebre que foi previamente escolhida é definida pelo cliente ainda em vida. E o melhor; sem o desespero de ter que buscar suporte financeiro nesse momento de tamanha confusão emocional, onde as pessoas fica ainda mais vulneráveis à ação de aproveitadores, o que aliás, não falta!
Mas há um aspecto interessante desse comércio que eu gostaria de explorar, que é o seguinte. Acho que os leitores dessa postagem não tem dúvida que um Plano Funeral não passa de um consórcio. Porém há alguns detalhes que tornam esse negócio altamente lucrativo para o empresário: O primeiro é que o consorciado não tem o menor interesse pelo prêmio máximo que é a cerimônia fúnebre. O segundo é que o consorciado não tem o menor interesse de usufruir dos demais serviços do plano que são o empréstimo de cadeira de rodas, muletas, camas especiais e demais apetrechos indicados para quem está enfermo ou convalescente. Sendo assim, o cliente do Plano Funeral paga um consórcio e não tem o menor interesse pelos prêmios.
Mas há um aspecto interessante desse comércio que eu gostaria de explorar, que é o seguinte. Acho que os leitores dessa postagem não tem dúvida que um Plano Funeral não passa de um consórcio. Porém há alguns detalhes que tornam esse negócio altamente lucrativo para o empresário: O primeiro é que o consorciado não tem o menor interesse pelo prêmio máximo que é a cerimônia fúnebre. O segundo é que o consorciado não tem o menor interesse de usufruir dos demais serviços do plano que são o empréstimo de cadeira de rodas, muletas, camas especiais e demais apetrechos indicados para quem está enfermo ou convalescente. Sendo assim, o cliente do Plano Funeral paga um consórcio e não tem o menor interesse pelos prêmios.
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