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    Nossa ética

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Saúde não tem preço, mas tem custos; e o custo é alto!

Antes de discorrer sobre o tema proposto, parece oportuno problematizar em busca do entendimento acerca do que seriam "preço" e...

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Um "Freio de Arrumação" se faz necessário.

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A figura acima é uma fotografia da galáxia Via Láctea, tirada pelo telescópio Hubble. Como já sabemos, a via láctea é apenas uma das milhares de galáxias existentes no universo. Ainda não se sabe, exatamente, quantas dessas formações existem e, considerando-se que o universo é infinito, nunca saberemos.

O planeta terra está em algum lugar nesta galáxia, no meio de estrelas, cometas, outros planetas e demais corpos celestes. Nem tente visualizar a terra nesta foto porque não será possível. Outras galáxias já identificadas e batizadas, como a galáxia de Andrômeda (figura abaixo), possuem composição estrutural semelhante à nossa galáxia via láctea. Ou seja; possuem planetas, estrelas, cometas etc; o que nos sugere deduzir que se trata de uma organização estrutural elementar do universo.

A partir do exposto algumas questões, inevitavelmente, povoam o nosso imaginário: 1) existe alguma forma de vida humana ou não humana fora da terra? 2) se não existe vida fora da terra, existem condições de habitabilidade para a espécie humana em outro lugar do universo que não seja terra?

No momento em que se inicia um ciclo - ano 2022 - novo no calendário dos humanos e que as pessoas, geralmente, se permitem alguns minutos de reflexão, parece conveniente entendermos onde estamos no universo para percebermos a enormidade da nossa pequenez e fragilidade. Claro que os projetos pessoais e até individuais são importantes! Mas esses projetos de nada valerão, caso a terra venha a se tornar um lugar inviável para sustentar a frágil vida humana.

A terra está se tornando SIM um lugar inviável para abrigar a vida humana! Tanto do ponto de vista meramente biológico como social. A dimensão biológica diz respeito ao comprometimento no fornecimento de água potável, biodisponibilidade de oxigênio e desequilíbrio de gases que promovem "efeito estufa" (CO2, CH4, CFC). A dimensão social refere-se à fome, miséria e toda a sorte de perseguição política e religiosa. Se serve de consolo, sabemos que o ser humano é capaz de dar um "Freio de Arrumação" e reorientar os rumos. Na verdade; somente o "Animal Humano" é capaz realizar essa tarefa, que já está atrasada.

A terra no Sistema Solar.
É uma péssima ideia esperar que o outro mude de atitude e comportamento primeiro.


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Controle biológico deve ser a regra e não a exceção!

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#controlebiologicoetudo
Eis os temidos "Marimbondos Vermelhos"!.
Se fôssemos capazes de entender a sua linguagem compreenderíamos que não querem nada conosco! Diriam, eles; Não mexam comigo e não incomodaremos!

Eu encontrei esse ninho, ontem (15.06.2019), numa árvore dentro de um terreno que possuo no interior do Estado. E é claro que não vou eliminá-lo! Afinal, são ótimos predadores de aranhas, formigas, e outros artrópodes. Sou de opinião que o controle biológico deve ser a regra e não a exceção.

Mas a dieta também inclui néctar e pólen, o que nos permite concluir que são polinizadores e, consequentemente, viabilizam a fecundação de flores, a produção de frutos e a diversificação vegetal.

#controlebiologicoetudo
Esses indivíduos também são conhecidos, popularmente, como Marimbondos Cavalo dado ao seu enorme tamanho (10 a 15 mm) e poder da peçonha que, em casos extremos, pode causar a morte da vitima.

Uma vez que sou biólogo e pra não correr o risco de alguém comentar que não coloquei a identificação científica do espécime, aí vai.
Reino: Animalia.
Filo: Arthropoda.
Classe: Insecta.
Ordem: Hymenoptera
Familia: Pompilidae.
Gênero / Espécie: Pepsis fabricius


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Referência:
https://uniprag.com.br/pragas-urbanas/abelhas-vespas-e-marimbondos/





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Manguezais: a grande maternidade da natureza.

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Vista de Aracaju com resquício de manguezal que margeia a Av. Beira Mar.
Quando algo está desorganizado, bagunçado, caótico, etc, é comum ouvirmos a expressão "Isso aqui tá um mangue!". E esta atribuição pejorativa, deve ter contribuído, em parte, para que historicamente a sociedade atribuísse pouco valor a essa formação vegetal natural que estende ao longo da costa brasileira, numa linha de transição entre a terra e o mar. 

Do ponto de vista biológico, o manguezal é um dos mais ricos ecossistemas terrestres, ou seja, possui elementos não vivos (água, gases atmosféricos, sais minerais, radiação solar) e seres vivos (plantas, animais e microorganismos) que interagem formando um sistema estável e sustentável, imprescindível para a vida marinha. 

A definição de mangue pode ser dada a partir de uma paisagem vista como um mar de lama, onde floresce um tipo de vegetação arbórea que forma imensos bosques ou espalha-se em pequenas faixas às margens dos oceanos, estuários, lagoas e marés, habitados por milhares de espécies de peixes, moluscos, crustáceos e animais microscópicos e, segundo dados oficiais, o Brasil possui cerca de 25.000 km de florestas de manguezais, que vão do Cabo Orange, no extremo norte do Amapá, até o rio Araranguá no litoral de Santa Catarina (figura abaixo).

Os manguezais são um dos ecossistemas mais importantes e ricos do planeta, povoados por muitos animais e plantas exóticas. Abrigam e alimentam a fauna marinha composta por peixes grandes e pequenos, crustáceos, ostras, mariscos e caranguejos que se reproduzem em abundância e se alimentam das raízes nodosas das árvores e de suas folhas gordas, trituram os materiais orgânicos do solo e com suas carapaças e seus esqueletos calcários desempenham importante papel para a estruturação e consolidação do solo, contribuindo para o equilíbrio ecológico. Para a natureza, os mangues podem ser considerados uma espécie de maternidade do mar, da fauna e da flora, e para o homem uma importante fonte de alimento, garantindo a sobrevivência da grande população ribeirinha de pescadores.

Os primeiros registros da existência de manguezais na costa brasileira datam da época do descobrimento do Brasil, em 1500, quando Pero Vaz de Caminha escreveu ao rei de Portugal, D. Manuel, sobre a exuberante beleza geográfica e a abundante riqueza natural da nova terra conquistada, da gente que nela habitava, da fartura de alimentos que nela havia e da fauna e da flora que nela existiam. Aves como o pelicano, o guará, as garças brancas e azuis, e os colhereiros, também escolhem as florestas dos mangues para se abrigar e viver na época da reprodução.

Além da fundamental função de berçário da vida marinha, o mangue desempenha outras funções primordiais, quais sejam: evitar a destruição do litoral pela fúria do mar em tempo de maré alta; proteger as áreas ribeirinhas dos rios no período das chuvas; filtrar poluentes evitando que produtos tóxicos sejam despejados diretamente no mar e muitas outras formas de proteção ambiental.

Porém, nas últimas décadas, a intervenção humana tem causado prejuízos avassaladores ao meio ambiente. E como todo ecossistema brasileiro, o mangue também tornou-se vítima passiva da degradação ambiental decorrente da pesca e da caça predatórias, desmatamento, assoreamento, erosão, aterramento, lixo urbano, despejos industriais, derramamento de óleo entre outros. A degradação dos mangues vem causando grande desequilíbrio à fauna marinha de toda costa litorânea brasileira, comprovada pela escassez dos estoques naturais de camarões, peixes, lagostas, caranguejos, siris e muitos outros crustáceos e moluscos habitantes dos mangues e, sobretudo, pelo aumento de incidência de ataques de tubarões a banhistas.

Calçadão da Praia Formosa - Bairro 13 de Julho, Aracaju-SE
Aracaju, a exemplo de outras cidades litorâneas, possuía extensas áreas do seu território ocupadas por mangues e sofreu com a degradação dessa importante formação vegetal ao longo do tempo, sob o apelo da especulação imobiliária. Recentemente uma extensa área localizada às margens do rio Sergipe e outrora ocupada por mangue fui urbanizada pelo poder municipal (figura ao lado) e a população passou a usufruir de excelente área de lazer.

Estudos feitos por biólogos e ambientalistas mostram que a chegada dos colonizadores portugueses e a crescente urbanização e ocupação essencialmente predatória dos franceses, espanhóis, holandeses, foi um marco histórico não somente para o processo de colonização mas também para o início da degradação e destruição da biodiversidade do ecossistema brasileiro.

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Fonte: MACHADO, Regina Coeli Vieira. Mangues. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: 24 de julho. 2016.



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A questão ambiental e o diálogo (ou conflito) de gerações.

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Esta postagem é resultado de um e-mail que recebi e não foi a primeira vez! Trata-se de um texto com abordagem ecológica que circula pela rede virtual há muito tempo e que agora resolvi fazer algumas modificações e postá-lo neste site, porque considero que está dentro da nossa linha editorial.

Refere-se a um diálogo (fictício ou real) desenvolvido dentro de um supermercado, envolvendo um profissional operador de caixa e uma cliente idosa: 
  • Caixa: A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis com o ambiente.
  • Idosa: Desculpe, não havia essa onda verde no meu tempo.
  • Caixa: Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso ambiente.
  • Idosa: Você está certa. Nossa geração não se preocupou adequadamente com o ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, refrigerante e cerveja eram devolvidas à loja. A loja por sua vez mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas, esterilizadas e reutilizadas por inúmeras vezes.
  • Idosa: Realmente não nos preocupamos com o ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.
  • Idosa: Mas você está certa. Nós não nos preocupávamos com o ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não haviam fraldas descartáveis. A secagem das roupas era feita por nós mesmas, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam as nossas roupas. As crianças usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
  • Idosa: Realmente você tem razão minha filha... No meu tempo não havia preocupação com o meio ambiente. Naquela época tínhamos somente uma televeisão ou rádio em casa, e não uma televisão em cada compartimento da casa, com tela de tamanho enorme que depois será descartada sabe-se lá como!
  • Idosa: Na cozinha, tínhamos que fazer praticamente tudo com as nossas mãos porque não haviam máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. 
  • Idosa: Quando se precisava embrulhar algo frágil para envio pelo correio, usava-se jornal amassado para proteger o objeto e não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
  • Idosa: Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama do jardim, era utilizado um cortador de grama que exigia trabalho muscular. O exercício físico era extraordinário, semelhante a uma academia, com a vantagem de não precisar usar esteiras que também funcionam a eletricidade.
  • Idosa: Mas você realmente tem razão quando afirma que na minha época não havia preocupação com o ambiente, pois bebíamos água diretamente da fonte quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora superlotam os cursos de água e os oceanos.
  • Idosa: Canetas era recarregadas com tinta tantas vezes fossem necessárias ao invés de comprar outra como é feito atualmente. No aparelho de barbear apenas a lâmina era descartada ao invés de jogar fora todo o aparelho só porque a lâmina ficou sem corte.
A idosa segue a explanação dizendo que havia sim uma onda verde naquela época. Os adultos se deslocavam de  bonde ou ônibus e as crianças iam em suas bicicletas ou a pé para a escola. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

O fato é que a geração atual fala tanto em meio ambiente e em sustentabilidade, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época, conclui a idosa.

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