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    Nossa ética

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    O autor assume integralmente a responsabilidade pelos conteúdos publicados nesta página.

  • Convicção

    Convicção

    Um homem da ciência não deve ter desejos nem afeições, somente um mero coração de pedra (Charles Darwin).

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    Não questione a natureza...! Apenas respeite e contemple.

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    Simplicidade

    Na natureza o exuberante pode ser extremamente simples.

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    Determinismo

    O determinismo genético é implacável e dele não se pode escapar!? Para o bem ou para o mal; interferências psíquicas, sociais e culturais podem evitar ou retardar a expressão do gene.

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    Tuas forças naturais, as que estão dentro de ti, serão as que curarão as suas doenças (Hipócrates).

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Postagem em Destaque.

Saúde não tem preço, mas tem custos; e o custo é alto!

Antes de discorrer sobre o tema proposto, parece oportuno problematizar em busca do entendimento acerca do que seriam "preço" e...

Mostrando postagens com marcador ameaça. Mostrar todas as postagens
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Um "Freio de Arrumação" se faz necessário.

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A figura acima é uma fotografia da galáxia Via Láctea, tirada pelo telescópio Hubble. Como já sabemos, a via láctea é apenas uma das milhares de galáxias existentes no universo. Ainda não se sabe, exatamente, quantas dessas formações existem e, considerando-se que o universo é infinito, nunca saberemos.

O planeta terra está em algum lugar nesta galáxia, no meio de estrelas, cometas, outros planetas e demais corpos celestes. Nem tente visualizar a terra nesta foto porque não será possível. Outras galáxias já identificadas e batizadas, como a galáxia de Andrômeda (figura abaixo), possuem composição estrutural semelhante à nossa galáxia via láctea. Ou seja; possuem planetas, estrelas, cometas etc; o que nos sugere deduzir que se trata de uma organização estrutural elementar do universo.

A partir do exposto algumas questões, inevitavelmente, povoam o nosso imaginário: 1) existe alguma forma de vida humana ou não humana fora da terra? 2) se não existe vida fora da terra, existem condições de habitabilidade para a espécie humana em outro lugar do universo que não seja terra?

No momento em que se inicia um ciclo - ano 2022 - novo no calendário dos humanos e que as pessoas, geralmente, se permitem alguns minutos de reflexão, parece conveniente entendermos onde estamos no universo para percebermos a enormidade da nossa pequenez e fragilidade. Claro que os projetos pessoais e até individuais são importantes! Mas esses projetos de nada valerão, caso a terra venha a se tornar um lugar inviável para sustentar a frágil vida humana.

A terra está se tornando SIM um lugar inviável para abrigar a vida humana! Tanto do ponto de vista meramente biológico como social. A dimensão biológica diz respeito ao comprometimento no fornecimento de água potável, biodisponibilidade de oxigênio e desequilíbrio de gases que promovem "efeito estufa" (CO2, CH4, CFC). A dimensão social refere-se à fome, miséria e toda a sorte de perseguição política e religiosa. Se serve de consolo, sabemos que o ser humano é capaz de dar um "Freio de Arrumação" e reorientar os rumos. Na verdade; somente o "Animal Humano" é capaz realizar essa tarefa, que já está atrasada.

A terra no Sistema Solar.
É uma péssima ideia esperar que o outro mude de atitude e comportamento primeiro.


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Os micróbios são uma ameaça real à presença da espécie humana na terra?

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Ao longo da, relativamente, curta história do homem na terra é recorrente a indagação acerca da prevalência da espécie humana no planeta sempre que situações que parecem incontroláveis ocupam de maneira importante o cotidiano da "Super Espécie". Interessante registrar que essas indagações nem sempre evidenciam preocupação! Algumas soam como manifestações de alívio, com um eventual desfecho que resultasse na eliminação da homem da face da terra.

Debruçando-me, imparcialmente, sobre a questão em apreço sou de opinião que se nos períodos de completa escuridão do conhecimento científico humano os micróbios não conseguiram eliminá-lo, admito que a oportunidade ou possibilidade foi perdida!

Em sendo solicitado estabelecer um marco temporal para o início do domínio do homem sobre os microrganismos eu me reportaria ao século XX, sobretudo a partir da segunda metade do referido século quando, com a descoberta da penicilina, a humanidade insere-se, efetivamente, na era dos antimicrobianos.

Concordo que as epidemias / pandemias que acometeram a humanidade até a primeira metade do século XX colocaram sim em dúvidas a permanência da humanidade. Um exemplo ilustrativo é a Peste Negra (Sec. XIV) que dizimou aproximadamente 1/3 da população da Europa. A Gripe Espanhola (Séc. XX) também foi extremamente agressiva e produziu milhões de mortes em todo o mundo.

Enterro coletivo em vala comum: Manaus, Brasil
Embora, no caso da atual pandemia (Novo Coronavírus), as imagens de enterros coletivos em valas comuns, em várias partes do mundo, sejam deprimentes e chocantes, a capacidade de resposta da ciência contemporânea se mostrou extremamente efetiva a ponto de, em tempos recordes, termos o isolamento do agente etiológico, que recebeu o nome de SARS-CoV-2, e a divulgação das primeiras vacinas com excelentes parâmetros de segurança e eficiência.

Também, em tempo recorde, a ciência acumulou informações eficientes / eficazes para prevenir o contagio e propagação da enfermidade (higienização das mãos, uso de máscaras, distanciamento social). No entanto, os governos e a sociedade precisavam ou precisam se apropriar e aplicar as orientações da ciência mas, em vários lugares do mundo não foi o que se viu e não é o que se está vendo. Fato é que, embora a pandemia do Novo Coronavírus ainda esteja bastante ativa no mundo, é possível afirmar que grande parte do fracasso no combate a essa enfermidade deve ser creditada a aspectos políticos e religiosos que ainda permeiam todo o curso da atual Peste. Misturam religião com interesses meramente político-partidários e o povo é estimulado a negligenciar as orientações de base científica.

Outras pandemias virão e a resposta da ciência será cada vez mais efetiva. Infelizmente vidas serão ceifadas, mas nenhuma pandemia colocará em risco a prevalência da espécie humana na terra. Salvo algum evento externo à biosfera, somente o próprio homem é capaz de viabilizar a sua própria extinção.



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Autopreservação: a tônica da natureza.

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Ser normal e saudável não depende exatamente da sorte! Sorte é acaso e, na biologia, o precedente, embora não seja determinante, influencia - muito ou pouco - o descendente! Hipócrates (460 a.C - 370 a.C) já enunciava isso através da frase "Tuas forças naturais, as que estão dentro de ti, serão as que curarão as suas doenças."



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Incidentes de Biossegurança - Caso Nº 04.

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Mitch estava trabalhando sozinho no sábado a fim de terminar uma análise que seria entregue na segunda-feira. Durante toda a manhã, ele havia trabalhado como um louco porque às 14 horas levaria seu filho para jogar futebol. Quando o relógio marcava 13 horas ele havia acabado de retirar uma garrafa de oxitricloreto de fósforo (POT) da câmara de fumigação e, ao recolocar todos os produtos químicos que havia tirado para pegar a garrafa de POT, esta bateu na parte lateral da câmara, caiu no chão e quebrou. A área ao redor rapidamente ficou impregnada por uma por uma fumaça nociva e ardida que o fez tossir. Imediatamente, Mitch abriu totalmente as portas e ligou todas as câmaras de fumigação do laboratório. Assim que a fumaça começou a sair, ele colocou um aviso grande, limpou o líquido derramado e os cacos de vidro e jogou tudo no lixo do seu escritório juntamente com suas luvas. Finalmente, ele desligou todo o seu equipamento e foi embora levando seu jaleco para ser lavado em casa. Na segunda-feira de manhã ele chegou um pouco mais cedo, fez os cálculos finais e apresentou, pontualmente, o resultado ao seu chefe.

Questões:
1 - Quais os riscos?
2 - Porque o incidente / acidente aconteceu?
3 - Como poderia ser evitado?

Dois problemas sérios de segurança podem ser identificados no relato. Um deles é o fato de Mitch estar trabalhando sozinho no laboratório, não sendo possível concluir se o chefe do laboratório tinha conhecimento da transgressão a esta regra de segurança. Laboratórios são ambientes de risco e pelo menos duas pessoas precisam estar presentes quando atividades estão sendo desenvolvidas. Para potencializar o risco de acidente, o técnico estava extremamente apressado e corria contra o relógio para não se atrasar em um compromisso.

Outro comportamento que aumentou consideravelmente os riscos da atividade foi o fato de o técnico não ter se preparado adequadamente para realizar os ensaios. Parece que o mesmo estava acessando os reagentes e demais materiais de maneira aleatória, quando identificava a necessidade. O fato de precisar desarrumar a câmara de fumigação para ter acesso à garrafa de Oxitricloreto de Fósfoto (POT) foi determinante para o acidente que resultou na quebra da referida garrafa e a consequente impregnação do ambiente.

Oxitricloreto de Fósfoto (POT) é um líquido incolor de densidade ≅1,7 e cheiro irritante que em contato com o ar úmido libera vapores e se decompõe pela água. Foram essas características químicas do produto que provocaram tosse e, provavelmente, irritação de mucosa ocular no técnico Mitch se o mesmo não estava adequadamente paramentado com máscara contra gases e óculos de proteção. Ele também correu risco de sofre lesão perfuro-cortante com fragmentos de vidro resultantes da quebra da garrafa.

Ter aberto as portas, acionado as câmaras de fumigação, realizado a limpeza do local com colocação de aviso de alerta foram providências adequadas. Porém, o material resultante da limpeza não deveria ser colocado no recipiente de lixo do escritório. O pessoal do serviço de limpeza não espera que o lixo do escritório contenha material perfuro-cortante e sim material de escritório que é basicamente papel. O lixo do escritório, também, não deve conter material infectante.

Por fim, há controvérsias sobre levar o jaleco para ser lavado em casa. O ideal é que o serviço forneça jaleco descartável e na gramatura correta para oferecer a proteção adequada. .

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Para mais informações, acessar http://www.cdc.gov/herpesbvirus/



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Cinco questões de saúde pública que preocupam o mundo.

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Essa postagem é uma adaptação de matéria publicada pela Agência France-Presse (AFP) no dia 19 de junho de 2014 e que, de alguma forma, nos alerta da nossa vulnerabilidade em relação à potencialidade epidêmica de doenças como Ebola e Gripe Aviária, a despeito de toda a evolução da tecnologia no campo da saúde. Embora não haja risco de um contágio generalizado, o surgimento de mais e mais novos casos preocupa autoridades sanitárias em relação a ameaça para países, continentes e o mundo inteiro, uma vez que as distâncias estão cada vez mais reduzidas em função da globalização.
  
 Surto de bactéria assusta europeus.
Poucas coisas são capazes de provocar pânico coletivo com tanta eficiência quanto um surto de doença infecciosa grave, principalmente se o grau de contágio for alto. Na última década, o mundo experimentou doses variadas de preocupação com doenças como a gripe suína e a aviária, e o pânico diante de uma possível epidemia.

Atualmente uma das maiores dores de cabeça da Organização Mundial de Saúde (OMS) tem sido um surto da bactéria Escherichia coli (E.coli).


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Dengue se combate com Dengue!

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Brasil produzirá mosquito transgênico para combate à dengue.
Fonte:http://www.blog.saude.gov.br/brasil-produzira-mosquito-transgenico-para-combate-a-dengue/

Exemplos de situações ideais de criadouros de Aedes aegypt
O Brasil dará início à produção em larga escala de mosquito transgênico que será utilizado para o combate à dengue. No último sábado, dia 7, o ministro da Saúde Alexandre Padilha, participou na Bahia da inauguração da fábrica com maior capacidade de produção mundial do mosquito da dengue estéril. A unidade funcionará em Juazeiro, na sede da empresa pública Moscamed, especializada na produção de insetos transgênicos para controle biológico de pragas.


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Ensaio sobre a curiosidade humana

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Desde as primeiras iniciativas, quando o ser humano tentou explicar o mundo em que vivia a partir de suas próprias capacidades de análise e percepção, a natureza sempre se apresentou como ponto de partida de toda e qualquer reflexão. Assim, em maior ou menor grau, o “ser curioso” próprio da condição humana é movido pelo interesse permanente de investigar o mundo que o cerca, seja por dilantelismo ou por necessidade.

Foram os gregos os pioneiros na tentativa de superar explicações míticas sobre a origem do cosmos, bem como para protestar contra o determinismo atribuído à condição humana diante da “incontestável vontade” dos deuses.


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Onde não houver um inimigo, urge criar um!

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Será que já existiu alguém que não tivesse um inimigo? Será que existe alguém que não tenha um inimigo!? Eu acho que não mas, se esse alguém for você, sugiro que repense imediatamente, considerando a possibilidade de adotar um inimigo. Não me refiro a inimigo mortal, mas ao inimigo vital. O inimigo que te deixa aceso, que faz você se sentir vivo e lutar pela vida. Esse inimigo não é necessariamente alguém. Ele pode ser abstrato mas, concreto para você.

São inúmeras as canções que enaltecem o valor da amizade, mas existe um provérbio popular que diz "onde não houver um inimigo, urge criar um". Ou seja, os nossos inimigos também são importantes para cada um de nós e precisamos atribuir-lhes o devido valor. A relação amigo versus inimigo é algo tão sério que a natureza usa essa lógica para o seu funcionamento e regulação. E os exemplos estão bem próximos de nós: o gato é inimigo natural do rato; o cão é inimigo natural do gato, etc. Mas alguém pode dizer que tem em casa um cão e um gato que são amicíssimos. Outra pessoa também dirá que providenciou um gato para eliminar ratos de sua casa e, no entanto, ambos convivem pacificamente. Eu diria que isso não é natural e foi incorporado ao comportamento desses animais que atingiram elevado grau de domesticação. Na selva a coisa é diferente, e se o animal não der o devido valor ao inimigo natural poderá ser eliminado gratuitamente.

Mas alguém pode estar questionando que eu estou estimulando a guerra, a desavença, a violência, enfim, em um mundo já violento e naturalmente hostil. Para essas pessoas, asseguro que não se trata disso. A ilustração que fiz utilizando animais irracionais e a selva foi apenas simbólica. O inimigo que nós, seres humanos e racionais, devemos declarar é também simbólico e serve como catalisador que nos motivará a alcançá-lo e derrotá-lo.

Assim, se você se acha uma pessoa acomodada e que isso te incomoda, então o comodismo é o seu inimigo. Você não deve menosprezar esse inimigo pois ele tem um poder sutil de destruição e destruirá você. Dispense a devida atenção a esse inimigo e elabore as suas melhores estratégias de guerra para destruí-lo.
Se no trabalho você se acha competente, responsável, dedicado e não vem tendo a devida valorização dos colegas e do chefe e isso te incomoda, então a falta de valorização no ambiente de trabalho é seu inimigo. Esse inimigo parece mais robusto que o anterior, pois envolve a sua interação com outras pessoas e em diversos níveis. Nesse caso, a sua estratégia deverá contemplar a derrota do inimigo em etapas que começará com adversários mais próximos até atingir o alvo principal. Não imagino, porém, que você se utilizará de armas nocivas, tipo puxar tapete, desmoralizar, caluniar, fofocar... para derrotar esse inimigo. Afinal, você deverá lembrar dessa vitória com júbilo e não com remorsos.

Se você acha que está acima ou abaixo do peso e isso te incomoda, então você tem um inimigo para dispensar atenção. Defina um prazo para resolver esse problema, trace a estratégia, escolha as melhores armas e mãos à obra.

E aí...lembrou quais são os seus inimigos? Reconhecê-los é o primeiro passo para valorizá-los. Depois é só traçar a estratégia de enfrentamento, pois as armas você já possui.


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Excesso de limpeza pode resultar em doenças infecciosas.

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Este conteúdo foi publicado no segmento de ciências do portal "Folha.com" em 23/03/2012. Trata-se de assunto relativamente consensuado perante a sabedoria popular e a profissionais da área da saúde, mas que agora se reveste de maior credibilidade por ter sido submetido a um protocolo científico. Sendo assim, mamães e papais, prestem atenção: além de leite e carinho, proporcionem alguns "bons micróbios" para seus bebês, pois é uma ótima opção para a saúde futura dos rebentos. É o que mostraram cientistas nos EUA e na Alemanha. É o que já diz, há tempos, a chamada hipótese da higiene, segundo a qual um pouco de falta de asseio...


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Para os incapazes, resta a Seleção Natural.

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Caricatura de um híbrido Darwin-macaco
Uma gata ou uma cadela ou mesmo uma ratazana dá à luz uma ninhada. Enquanto os filhotes vão nascendo a mãe inicia um ritual instintivo de lambedura e movimentação dos seus rebentos. Aos olhos de um leigo, trata-se apenas de uma atitude de afago e satisfação próprios das mães quando do nascimento dos seus filhos. Na verdade, nesse momento está operando a clássica Lei Biológica da Seleção Natural, proposta por Charles Darwin em 1859, através da obra "A origem das Espécies", obra esta, jamais refutada! Estou fazendo esse preâmbulo para contextualizar que, teoricamente, na natureza não existe lugar para os organismos incompetentes. Falo incompetente no sentido mais amplo possível da palavra e falo teoricamente porque tudo é relativo, pedindo licença para plagiar Albert Einstein. Quem não se lembra da história infantil "O patinho feio"?onde, em resumo, o patinho feio foi tão discriminado por estar fora dos padrões que decidiu afastar-se de todos e viver isolado.

Se observarmos com atenção os animais "ditos" inferiores ou irracionais em busca de deficiências, provavelmente não as encontraremos. Então, será que eles são perfeitos? Será que não ocorrem erros biológicos durante a embriogênese? Será que a natureza foi tão benevolente com esses seres vivos e todos os indivíduos nascem no limite da perfeição? Será que só existe defeitos e deficiências na espécie humana?
O que distingue o predador da presa é a oportunidade

Claro que não! A mutação genética ocorre em toda a escala biológica, seja animal, vegetal, microbiana e até viral. Aliás, o que seria das espécies se não fossem as mutações!? Provavelmente já estariam todas extintas ou fadadas à extinção, a menos que as condições ambientais se mantivessem inalteradas ao longos do bilhões de anos de evolução da terra.

Voltando à história do patinho feio, sabemos que ele se isolou de todos e foi viver na floresta. Se o final dessa história seguisse a lógica biologicista ele deveria ser devorado por um predador dentro da cadeia alimentar, eliminando-se dessa forma um indivíduo incompetente - nesse caso, a incompetência ilustrada é a feiúra que o tornava fora dos padrões aceitáveis pela população de patos.
Criança portadora de sindrome de down

Pois é; a sábia natureza se instrumentalizou de uma série de ferramentas que também são estratégias que garantem não só a manutenção da vida, mas a contínua melhoria dos padrões genéticos das espécies. As ferramentas a que me refiro são a reprodução sexuada, a reprodução assexuada, a mutação e a seleção natural. Nenhum ser vivo escapa da ação dessas potentes ferramentas naturais. Consegue-se no máximo retardar a ação, que é o que fazemos quando dispensamos cuidado e atenção aos seres humanos portadores de deficiência física ou mental incompatíveis com a luta pela sobrevivência.Entre os animais irracionais não há tempo nem condições de cuidar de um parente doente ou deficiente. A solução é matá-lo ou abandoná-lo à própria sorte, pois a natureza se encarregará de eliminá-lo do meio ambiente, segundo a lógica de que só os que estão melhor preparados para competir pela vida sobrevivem. Então não se assustem se virem uma cadela, uma gata ou qualquer animal irracional sacrificando alguma de suas crias logo após o nascimento. Elas podem ter identificado deficiências ainda imperceptíveis a olho nú que tornarão aquele filhote um pesado fardo e colocarão a todos em risco de serem predados dentro da cadeia trófica, daí o ato instintivo de executar o sacrifício do filhote.
Cadela com 10 filhotes recentes
Mas esse comportamento dito instintivo e irracional também se verifica entre tribos indígenas que ainda não sofreram o processo de aculturação. Nessas tribos os filhos que nascem doentes ou com deficiência física são sacrificados pela própria tribo, após decisão coletiva, pelo bem da própria tribo.Em relação ao homem civilizado, parece que a natureza previu que tentariam enganá-la e tomou uma providência radical: tornou infértil ou reduziu dramaticamente a capacidade fértil de indivíduos portadores de doenças inúmeras doenças genéticas como Sindrome de Turner, Síndrome do Tripo X, Sindrome de Dawn, Sindrome de Klinefelter. Embora a tecnologia possibilite a sobrevida desses indivíduos por longos anos não há risco de perpetuar o gen defeituoso e a seleção é feita com a morte natural desses indivíduos.

O fato é que, descartando-se a intervenção humana, a natureza não dá outra alternativa aos deficientes senão a opção de seguir a Lei da Seleção Natural. Isso pode parecer cruel, mas é para o bem da natureza.


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...mais uma vez, as SUPER BACTÉRIAS.

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Manipulação em Cabine de Segurança 
Acho que já vimos este filme... Se o leitor dessa postagem já era nascido na década de 1990 deve se lembrar da onda de Bioterrorismo que se espalhou pelo mundo, envolvendo envelopes apócrifos enviados através dos correios, contendo pó suspeito de contaminação por Bacillus anthracis. Nessa época eu trabalhava na Seção de Micobactérias do Instituto Parreiras Horta - IPH. O IPH é o Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) do Estado de Sergipe. Nesse instituto eu também era responsável pela gestão de Biossegurança.

Ataque às torres gêmeas (EUA)

Por ser o laboratório oficial do estado, o IPH foi definido pelo Ministério da Saúde como responsável por receber todas as demandas relacionadas ao bioterrorismo e dar os devidos encaminhamentos. Lembro-me que ao todo foram doze ocorências envolvendo envelopes contendo pó. A maioria dos envelopes foi trazida para o IPH pelo pessoal do Corpo de Bombeiros, mas fui pessoalmente fazer o recolhimento do material no gabinete do Prefeito de Aracaju e no Aeroporto da cidade. Os envelopes continham amido de milho, que após análises revelavam-se inócuos, pois não existia material infeccioso. Parece que esse evento serviu para nos mostrar o quanto somos e estamos vulneráveis. A entrega dos envelopes a destinatários definidos mostrou-se uma estratégia simples e bastante eficiente, dada a capilaridade dos serviços dos correios em todo o mundo. Imaginem se misturado ao polvilho que era colocado nos envelopes existisse amostra de micróbio patogênico de grande poder de virulência. Digo isso porque em alguns lugares noticiou, realmente, a existência de Bacillus anthracis misturado ao polvilho. No entanto, sabemos que esse patógeno é de baixa virulência, dando a entender que a intenção era apenas comprovar a nossa fragilidade em termos proteção global. Tanto que, em seguida, outros eventos terroristas ocorreram no mundo, onde o mais emblemático talvez tenha sido o ataque aos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001, que culminou com a derrubada das duas torres do world trade center.
Simbolo de Biossegurança
O fato é que pesquisadores dentro de laboratórios espalhados pelo mundo  manipulam cepas microbianas altamente virulentas que, se caíssem nas mãos de terrorista, poderiam produzir epidemias e até pandemias que resultariam em mortes sem precedentes. Um exemplo de agente biológico altamente infectante é o vírus da varíola. Como sabemos, a doença já foi extinta no mundo, mas cepas virais estão guardadas em virotecas de laboratórios de segurança máxima (NB-IV) do mundo. Imaginemos a multiplicação desse vírus e a sua pulverização em uma área urbana com a utilização de um avião, por exemplo. Isso produziria uma catástrofe mundial, dada a alta infectividade e letalidade da infecção. A pergunta é: Será que esse material biológico está suficientemente seguro? Como vimos no caso do ataque às torres gêmeas, o altamente protegido espaço aéreo americano não conseguiu prever, deter e conter a tempo a invasão terrorista, e o resultado é do conhecimento de todos.
Eletromicrografia de micróbios
Hoje , 08 de outubro de 2010, a mídia divulga ocorrência de infecção por super bactéria que já resultou na morte de 18 pessoas em hospitais de Brasília. O detalhe é que, segundo as informações, essa bactéria é do gênero klebsiella, comum no sistema digestivo humano, mas sofreu alteração genética, tornando-se resistente aos antibióticos usuais (Jornal Hoje, Edição do dia 08/10/2010). Mas, o que são essas "Super Bactérias"? Como elas surgem? Como evitá-las? Para responder essas perguntas devo iniciar informando que o meio ambiente está repleto de germes (bactérias, fungos, protozoários) e vírus. Esses micro-organismos são, genericamente, classificados como saprófitas e patogênicos. Devo lembrar também que essas entidades biológicas não são apáticas, pelo contrário, interagem intensamente, estabelecendo relações simbióticas e parasitárias em diversos níveis.
Sepultura coletiva (vala comum)
Antes do descobrimento e desenvolvimento dos antibióticos e quimioterápicos, as pessoas contraiam infecções, adoeciam e apenas o seu sistema imunológico era utilizado para fazer frente à doença e, a depender da higidez do sistema imunológico e da virulência microbiana as pessoas se auto-curavam ou morriam ou se tornavam doentes crônicos. A cólera, a febre amarela, a gripe espanhola, a peste bubônica, a varíola, a tuberculose, a febre tifóide e o sarampo ceifavam muitas vidas. Abriam-se valas para os enterros coletivos tamanha era a quantidade de cadáveres.
Atualmente a seqüência de raciocínio é a mesma, exceto pela introdução de antibióticos e quimioterápicos cada vez mais eficazes. Isso explica a notável redução das mortes por doenças infecciosas. Mas, como falei antes, os micróbios não são agentes passivos. Na condição de seres vivos, eles se reproduzem ou se multiplicam (vírus) e para isso precisam em um dado momento do processo duplicar o seu material genético.  A fantástica engenharia de duplicação do genoma nos organismo é perfeita. Tão perfeita que permite a ocorrência aleatória de mutações. E são essas mutações que favorecem a modificação dos organismos, dando-lhes novas características adaptativas e, aleatoriamente, possibilita o surgimento de "super" micróbios. Super porque conseguem produzir secreções que neutralizam a ação de antibióticos e quimioterápicos. Super porque conseguem aniquilar seus concorrentes na busca de nutrientes. Super porque são mais competitivos.
Não podemos evitar as mutações genéticas. Conseqüentemente, não podemos impedir o surgimento de Super Bactérias. Seria como negar a evolução. Podemos sim, utilizar de forma racional os antibióticos e quimioterápicos, pois são eles que possibilitam a seleção dessas entidades biológicas, ao eliminar seus oponentes naturais.


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Estudo Sinaliza para a Crise da Água no Planeta

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Publicado na conceituada revista científica Nature, o estudo aponta que cerca de 80% da população mundial vive em áreas onde o abastecimento de água potável não é assegurado. Os pesquisadores organizaram um índice com as "ameaças para a água" e incluíram itens como escassez e poluição.
O fato é que, segundo o estudo, cerca de 3,4 bilhões de pessoas enfrentam as piores ameaças e os pesquisadores apontaram que o hábito ocidental de conservar água para suas populações em reservatórios funciona para as pessoas, mas não para a natureza. A recomendação é que países em desenvolvimento não sigam o mesmo caminho, mas sim invistam em estratégias de gerenciamento hídrico que mescle infraestrutura com opções "naturais", como bacias hidrográficas e pântanos.
A partir da combinação de dados de diferentes ameaças os autores alertam que o panorama só deve piorar nas próximas décadas, devido ao aumento populacional e às mudanças climáticas.

O resultado da pesquisa é um mapa que indica as ameaças ao fornecimento de água para a humanidade e para a biodiversidade.
- Olhamos para o fatos de forma fria, analisando o que acontece em relação ao abastecimento de água para as pessoas e o impacto no meio-ambiente da infraestrutura criada para garantir este fornecimento - disse o responsável pelo estudo Charles Vorosmarty, do City College de Nova York - O que mapeamos foi um padrão de ameaças em todo o planeta, apesar dos trilhões de dólares gastos em engenharias paliativas - completou, referindo-se a represas, canais e aquedutos usados para assegurar o abastecimento de cidades.
No mapa das ameaças ao abastecimento, boa parte da Europa e América do Norte aparecem em condições ruins.
Mas quando o impacto da infraestrura criada para distribuir e conservar a água é adicionado, as ameaças desaparecem destas regiões, com exceção da África, que parece estar rumando para a direção oposta.
- O problema é que sabemos que uma fatia enorme da população mundial não pode pagar por estes investimentos - disse Peter McIntyre, da Universidade de Wisconsin, que também participou da pesquisa.
- Na verdade, estes investimentos beneficiam menos de um bilhão de pessoas, o que significa que excluímos a grande maioria da população mundial - disse ele.
Mas mesmo em países ricos, esta não é a opção mais inteligente.
- Poderíamos continuar a construir mais represas ou explorar mais fundo o subterrâneo, mas mesmo se tivermos dinheiro para isso, não é uma saída eficiente em termos de custo - disse ele.
De acordo com esta e outras pesquisas, a forma como a água é tratada no ocidente teve um impacto significativo na natureza.
Atualmente, um conceito defendido por organizações de desenvolvimento é o gerenciamento integrado da água, no qual as necessidades de todos os usuários são levadas em consideração e as particularidades naturais são integradas às soluções criadas pelo homem.
Um exemplo citado é o abastecimento de água da cidade de Nova York, feito por fontes nas montanhas de Catskill. Estas águas historicamente não precisavam de filtragem até a década de 1990, quando a poluição agricultural mudou o cenário.
A solução adotada, um programa de conservação de terras, se provou mais barata do que a alternativa de construção de unidades de tratamento.
A atual análise pode vir a ser contestada por conter elementos relativamente subjetivos, como por exemplo a forma como as diferentes ameaças são pesadas e combinadas. Mas os pesquisadores a consideram uma base para futuros estudos e calculam que ela possa ser melhorada quando surgirem dados mais precisos, especialmente de regiões como a África.
Eles calculam que os países desenvolvidos e os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), não conseguirão investir em infraestrutura os US$ 800 bilhões que o estudo julga necessários até 2015. O panorama para países em desenvolvimento é mais sombrio.
- Este é um raio-x do mundo há cinco ou dez anos, porque fizemos o estudo com bases nestes dados - disse McIntyre.
Matéria publicada no site da BBC Brasil


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