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Dengue se combate com Dengue!

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Brasil produzirá mosquito transgênico para combate à dengue.
Fonte:http://www.blog.saude.gov.br/brasil-produzira-mosquito-transgenico-para-combate-a-dengue/

Exemplos de situações ideais de criadouros de Aedes aegypt
O Brasil dará início à produção em larga escala de mosquito transgênico que será utilizado para o combate à dengue. No último sábado, dia 7, o ministro da Saúde Alexandre Padilha, participou na Bahia da inauguração da fábrica com maior capacidade de produção mundial do mosquito da dengue estéril. A unidade funcionará em Juazeiro, na sede da empresa pública Moscamed, especializada na produção de insetos transgênicos para controle biológico de pragas.


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Telessaúde Sergipe: Tecnologia encurtando distâncias para promover saúde.

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Hoje, dia 14 de novembro de 2013, foi um dia significativo para o Sistema Único de Saúde (SUS) de Sergipe. Depois de quase dois anos de atividades preparatórias a Secretaria de Estado da Saúde (SES), através da Fundação Estadual de Saúde (FUNESA) implantou o primeiro Ponto de Telessaúde do Programa Telessaúde Brasil Redes em Sergipe. O município contemplado foi Canindé do São Francisco que fica no extremo noroeste do Estado e distante aproximadamente 213 km da capital Aracaju. A solenidade foi simples porém bastante simbólica para a FUNESA, uma vez que este é o primeiro dos muitos pontos que serão instalados no Estado, totalizando mais de 200 (duzentos) pontos de telessaúde.

Sergipe - mapa geopolítico
Em função da distância a equipe da FUNESA formada por Valdelíria (coordenadora do núcleo), Giovanna (teleconsultora médica do núcleo), Celina (teleconsultora enfermeira do núcleo), Rafael (técnico em informática do núcleo), Francisco Santana (coordenador de pós-graduação) e Rennan (técnico da área de logística) iniciou o deslocamento ao referido município às 6h e 30mim chegando às 9h e 30 min, ocasião em que foi recebida pelo Sr. Enock, secretário municipal de saúde e todos se dirigiram para a Unidade Básica de Saúde Antônio Apolônio Costa para realizar a assinatura do Termo de Compromisso, entrega e instalação dos equipamentos (computador completo, câmara fotográfica, webcam, impressora, mesa de computador, cadeira e conexão de internet em Banda Larga). Às 11 horas foi concluída a instalação dos equipamentos e realizado com êxito o teste de conexão em áudio e vídeo com o Núcleo Técnico Científico.


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A cobaia e o livre arbítrio.

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Genericamente, os dicionários definem razão como sendo o conjunto das faculdades anímicas que permitem distinguir o homem dos outros animais. Aprofundando um pouco mais a conceituação, seria a capacidade de compreender as relações entre as coisas e de distinguir o verdadeiro do falso, o certo do errado, o bem do mal. Razão é raciocínio, pensamento, opinião, julgamento, juízo. E a espécie humana se enche de vaidade por ser a detentora desse digamos "atributo exclusivo", uma vez que abomina o fato de a ciência atribuir-lhe cada vez menos importância relativa, quando comparada ao conjunto de seres vivos necessários para o adequado funcionamento da máquina biológica que rege a natureza.

Nesse contexto de auto intitulação de - a espécie mais importante - está embutida uma nefasta compreensão de que tudo na natureza só existe para a satisfação humana e, consequentemente, tudo é passível de destruição. O homem pode destruir florestas, matar rios, extinguir espécies, maltratar outros animais. O ser superior pode fazer tudo porque ele foi criado à imagem e semelhança de Deus. Ninguém disse isso a ele, mas é isso que o homem acha! Quem não se lembra de reportagens veiculadas em rede nacional em que animais foram espancados até a morte pelos "seus donos" ou amarrados a pára-choque de carro e arrastados pelas ruas?!


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Ensaio sobre a curiosidade humana

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Desde as primeiras iniciativas, quando o ser humano tentou explicar o mundo em que vivia a partir de suas próprias capacidades de análise e percepção, a natureza sempre se apresentou como ponto de partida de toda e qualquer reflexão. Assim, em maior ou menor grau, o “ser curioso” próprio da condição humana é movido pelo interesse permanente de investigar o mundo que o cerca, seja por dilantelismo ou por necessidade.

Foram os gregos os pioneiros na tentativa de superar explicações míticas sobre a origem do cosmos, bem como para protestar contra o determinismo atribuído à condição humana diante da “incontestável vontade” dos deuses.


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No SUS tem práticas integrativas.

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O Ministério da Saúde, em 03 de maio de 2006, publicou a portaria Nº 971 que aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS, contemplando as áreas de Homeopatia, Plantas Medicinais e Fitoterapia, Medicina Tradicional Chinesa/Acupuntura, Medicina Antroposófica e Termalismo Social – Crenoterapia, promovendo a institucionalização destas no Sistema Único de Saúde (SUS).

Essa iniciativa foi resultado da crescente demanda da população brasileira, por meio das Conferências Nacionais de Saúde, das recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) aos Estados-membros e da necessidade de normatização das experiências existentes no SUS. A PNPIC foi aprovada na 11ª Conferência Nacional de Saúde.


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Dia do Biólogo!

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No dia 03 de setembro é comemorado o DIA do BIÓLOGO. Na ocasião, retransmito o poster publicado hoje pela empresa Biosystems em homenagem aos profissionais.


Tentei localizar o responsável pelo texto abaixo para atribuir-lhe os devidos créditos mas não consegui e estou referindo como anônimo:
"Los biólogos son las personas dedicadas al estudio de la biología, la disciplina científica que abarca un amplio espectro de campos de estudio que, a menudo, se tratan como disciplinas independientes. Todas ellas juntas, estudian la vida en un amplio rango de escalas. Los biólogos estudian a los seres vivos y, más específicamente, su origen, su evolución y sus propiedades: génesis, nutrición, morfogénesis, reproducción y patogenia. Se ocupa tanto de la descripción de las características y los comportamientos de los organismos individuales como de las especies en su conjunto".
Essa é minha homenagem... Parabéns biólogos e biólogas do Brasil!

De lepra a hanseníase: a representação social da doença na perspectiva de trabalhadores do campo da saúde.

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Apresento a seguir os slides referentes ao trabalho de conclusão de um curso de pós-graduação lato sensu que realizei recentemente. Os achados do estudo não refutaram a literatura em relação ao tema estigma, mas trouxeram elementos bastante interessantes, sobretudo considerando o território e o universos amostral. Espero que a publicização dessa pesquisa contribua para a erradicação do estigma que é o maior dano que acomete os portadores da doença, uma vez que a cura já é possível há mais de meio século!




Mudemos o Congresso Nacional... enquanto há tempo!

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Olá prezados leitores e leitoras.
O Laboratório Terra S.A está abrindo espaço na sua linha editorial para dizer que concorda com as manifestações de civismo e cidadania que se alastraram pelo país nos últimos dias. Não foi difícil decidir por disponibilizar o espaço público desse blog para engrossar a corrente de mobilização nacional em defesa da nação brasileira. Afinal, o movimento que começou como uma "marolinha" e restrito aos grandes centros contagiou, ganhou proporção de onda e se propaga por todo o país. A lista de reivindicações é longa porque deixamos que os problemas se acumulassem. Mas o que importa é que agora a sociedade acordou! O gigante chamado BRASIL acordou e decidiu dizer BASTA.
Da extensa pauta levada ás ruas, escolhi a que exige mudanças no Congresso Nacional Brasileiro: A Lei de Reforma do Congresso é uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) de iniciativa popular que traz em linhas gerais as seguintes mudanças:
  1. O congressista receberá salários somente durante o mandato. Não haverá ‘aposentadoria por tempo de atuação parlamentar’. Contará o prazo de mandato exercido para agregar ao seu tempo de serviço junto ao INSS referente à sua profissão civil.
  2. O Congresso (congressistas e funcionários) contribui para o INSS. Toda a contribuição (passada, presente e futura) para o atual Fundo de Aposentadoria do Congresso passará para o regime do INSS imediatamente. Os senhores Congressistas participarão dos benefícios dentro do regime do INSS exatamente como todos outros brasileiros. O fundo de aposentadoria não poderá ser utilizado para qualquer outra finalidade.
  3. Os senhores congressistas e assessores devem pagar seus planos de aposentadoria, assim como todos os brasileiros.
  4. Aos Congressistas fica vetado aumentar seus próprios salários e gratificações fora dos padrões do crescimento de salários da população em geral, no mesmo período.
  5. O Congresso Nacional e seus agregados perdem seus atuais seguros de saúde pagos pelos contribuintes e passam a participar do mesmo sistema de saúde do povo brasileiro.
  6. O Congresso Nacional deve igualmente cumprir todas as leis que impõe ao povo brasileiro, sem qualquer imunidade que não aquela referente à total liberdade de expressão quando na tribuna do Congresso.
  7. Exercer um mandato no Congresso é uma honra, um privilégio e uma responsabilidade, não um uma carreira. Parlamentares não devem servir em mais de duas legislaturas consecutivas.
  8. É vetada a atividade de lobista ou de ‘consultor’ quando o objeto tiver qualquer laço com a causa pública. 
Se você concorda com a proposta da PEC resumida acima mantenha a circulação da informação! Caso contrário, utilize-se do livre arbítrio, ignore-a e durma sossegado. 


Cientista precisa saber escrever.

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O Brasil deixa de publicar muitos trabalhos científicos de alta qualidade em revistas de grande impacto simplesmente por não redigir adequadamente. Esta foi a afirmação de Carl Webster, do Centro de Pesquisa em Aquicultura da Universidade do Estado do Kentucky, Estados Unidos, no 5º Congresso da Sociedade Brasileira de Aquicultura e Biologia Aquática (Aquaciência 2012), realizado em Palmas (TO) de 1º a 5 de julho.

Webster, que ministrou um curso sobre redação de artigos científicos durante o evento, é o editor responsável pela World Aquaculture Magazine, revista da Sociedade Mundial de Aquicultura (WAS, na sigla em inglês) e afirmou que saber dividir uma pesquisa em partes que possam interessar a diferentes periódicos científicos e relacioná-las entre elas é um dos atributos mais valorizados pelos revisores.

O primeiro passo, segundo Webster, é selecionar o assunto a ser tratado de acordo com a publicação. “Dizer que a amônia apresenta toxicidade para o pirarucu, por exemplo, não é novidade alguma, mas se você fizer um artigo sobre a fisiologia ou histologia relacionada ao assunto, o interesse será grande”, disse.

O organizador do curso, José Eurico Possebon Cyrino, professor associado do Departamento de Zootecnia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), concorda: Em vez de focar os artigos em espécies exclusivas do Brasil, Cyrino recomenda selecionar detalhes da pesquisa que sejam comuns a outros peixes, o que pode fazer toda a diferença durante uma seleção para publicação.

Cyrino, que coordena atualmente três projetos apoiados pela FAPESP na modalidade Auxilio à Pesquisa – Regular, após ter concluído diversos outros, é o responsável pela publicação dos anais do Aquaciência e aponta para uma deficiência na formação do pesquisador em todo o país, a redação científica. “É preciso mostrar aos graduandos e pós-graduandos a importância de se escrever bem um artigo científico, sob o risco de o trabalho não ter a repercussão que merece”, alertou Cyrino ao ministrar o curso que dividiu com Webster.

Webster, por sua vez, ressaltou a alta qualidade da pesquisa brasileira em aquicultura, apesar das dificuldades na escrita. “O Brasil faz um ótimo trabalho de investigação na área, e poderia publicar muito mais”, afirmou.

A despeito das dificuldades dos brasileiros, a qualidade de um trabalho pode suplantar as barreiras linguísticas, de acordo com ele. “Não descarto um artigo potencialmente bom por estar mal escrito, todavia um paper bem escrito faz muita diferença na hora da escolha”, disse.

Webster aconselha aos que dominam pouco o inglês a sempre submeter o artigo a um colega fluente antes de enviá-lo a uma revista. Adaptar o artigo a cada publicação é outra dica. Por esse motivo, não é aconselhável enviar para uma revista um artigo originalmente escrito para outra. Cada uma possui peculiaridades e objetivos que precisam ser observados. E pelo mesmo motivo, o cientista aconselha a leitura atenta das normas de cada publicação. “Muitos trabalhos são rejeitados por não observar regras básicas estabelecidas pelos editores”, apontou.

Segundo Webster, na hora de escolher a publicação é importante verificar o fator de impacto, que é o indicador de citações que o veículo teve durante o período de dois anos. Desse modo, publicar em revistas de reputação ruim pode afetar negativamente o trabalho. No entanto, o fator de impacto não é tudo, pois é necessário ver se o trabalho é adaptado àquela revista. “Um fator de impacto alto provoca em vários países uma avalanche de trabalhos submetidos à revista e muitos deles não têm muito a ver com a proposta da publicação”.

Webster alertou para a necessidade de sempre restringir cada artigo a um único tema central. “Uma pesquisa pode apresentar inúmeros experimentos, contanto que tenha um único foco”, aconselhou. Por outro lado, quanto aos parâmetros é preferível que sejam abundantes e componham um banco de dados que apoiem a pesquisa. Cyrino, por sua vez, propôs aos participantes a aquisição de bons dicionários em inglês, de preferência ilustrados, o que facilita encontrar partes anatômicas dos animais, por exemplo, e apresentou uma extensa lista de livros de apoio voltados à escrita científica.

Entre as suas dicas finais, o professor Cyrino (USP) desaconselhou o uso de tradutores automáticos encontrados na internet e chamou a atenção para um equívoco comum em submissões internacionais, a titulação de doutorado: “Se você não fez doutorado nos Estados Unidos ou no Reino Unido, não escreva a sigla PhD em sua titulação, mas doutor em ciência”. Segundo Cyrino, o título PhD pressupõe fluência na redação científica na língua inglesa e, caso o autor não apresente essa habilidade no texto, ele frustrará bastante o avaliador.

Referências:
O texto acima é uma adaptação da matéria publicada pela Agência FAPESP (http://agencia.fapesp.br/15832) no dia 30 de julho de 2012, sob a responsabilidade de Fábio Reynol, assessor de comunicação da Embrapa Pesca e Aquicultura do Estado de Tocantins.



Pioneiras da Ciência no Brasil / Bertha Lutz

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Bertha Maria Júlia Lutz nasceu em São Paulo, no dia 2 de agosto de 1894, filha do cientista e pioneiro da Medicina Tropical Adolfo Lutz e da enfermeira inglesa Amy Fowler. Ainda adolescente, foi completar a sua educação na Europa, onde tomou contato com a explosiva campanha sufragista inglesa. Em 1918, na cidade de Paris licenciou-se em Sciences na universidade da Sorbonne e retornou para o Brasil. Desde seu regresso em 1918, aos 24 anos, Bertha tornou-se uma defensora incansável dos direitos da mulher na Brasil. Suas idéias começaram a ser divulgadas para a sociedade brasileira com a publicação de um artigo em resposta a um colunista de um jornal carioca, segundo o qual os progressos femininos nos Estados Unidos da América e na Inglaterra não exerciam grande influência na vida das mulheres brasileiras. Em sua indignada resposta, publicada na Revista da Semana, em dezembro de 1918, Bertha conclamava as mulheres brasileiras a fundarem uma associação para lutar por seus direitos.

Em 1919, prestou concurso público para bióloga do Museu Nacional, passando a ser a segunda brasileira a ingressar no serviço público. Nessa instituição trabalhou por quarenta e seis anos e nela construiu uma reputação internacional como cientista. Ainda neste ano Bertha representou o Brasil, junto com a paulista Olga de Paiva Meirano Conselho Feminino Internacional, órgão da Organização Internacional do Trabalho (OIT), onde foram aprovados os princípios de salário igual para ambos os sexos e a inclusão da mulher no serviço de proteção aos trabalhadores. No Brasil, juntamente com outras mulheres, criou, em 1919, a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher, embrião da poderosa Federação Brasileira pelo Progresso Feminino – FBPF, com Bertha na presidência esta organização liderou a campanha sufragista no país. Ao longo de seus anos de intensa militância Bertha tentou conciliar a atividade política com seu interesse profissional e aproveitava sempre as viagens para realizar estudos referentes à sua especialidade no exterior.

Nos anos 1920, as mais importantes batalhas da luta pelo direito ao voto foram travadas no Congresso Nacional. Em 12 de novembro daquele ano, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou, por cinco votos contra dois, um projeto de lei que estendia o direito de voto às mulheres. Bertha e suas colaboradoras compareceram ao ato de votação e se posicionaram frente a frente com os senadores durante a sessão. Levaram consigo um abaixo assinado com cerca de 2 mil assinaturas de mulheres, colhidas em todo o país. O documento foi amplamente divulgado na imprensa, como forma de pressionar os congressistas a aprovar a matéria. Apesar dos esforços das feministas, o projeto em curso no Senado não foi transformado em lei.

Bertha decidiu cursar Direito na Faculdade do Rio de Janeiro e graduou-se advogada em 1933. Em 1930, um projeto que estendia às mulheres o direito de voto chegou a ser aprovado em segunda discussão naquela casa, mas o movimento político de outubro de 1930 suspendeu as atividades parlamentares. No ano seguinte, quando as forças políticas democráticas pressionavam pela realização de eleições, Getúlio Vargas, chefe do Governo Provisório nomeou Bertha para integrar uma comissão de juristas encarregada de elaborar o Código Eleitoral. Por pouco o direito de voto às mulheres não foi incorporado ao texto legal, uma vez que os membros da comissão se dividiram entre duas posições com respeito ao sufrágio feminino: de um lado aqueles que defendiam que a matéria deveria ser examinada pela Assembléia Constituinte – ou seja, as mulheres não poderiam eleger representantes para a Constituinte – e de outro, a posição defendida por Bertha, os que pleiteavam a imediata inclusão da matéria no bojo do novo Código. Finalmente, em fevereiro de 1932, Getúlio Vargas assinou o decreto do novo Código Eleitoral, onde estava previsto o direito de voto às mulheres. Dando continuidade à ação política empreendida pela FBPF, empenhada em garantir e ampliar as conquistas obtidas, as participantes da entidade se articularam para ter voz na elaboração da nova Constituição, tendo conseguido cerca de cinco mil assinaturas solicitando a nomeação de Bertha para a comissão de juristas encarregada de redigir o ante-projeto da Constituição.

A 14 de outubro de 1934 promoveram-se eleições gerais: estiveram em disputa os cargos de governador, passando por vagas para as Assembléias Constituintes estaduais e para a Câmara Federal. Bertha candidatou-se à Câmara Federal, mas não conseguiu ser eleita, alcançando a primeira suplência. A 28 de julho de 1936, Bertha Lutz assumiu o mandato de deputada federal, na vaga deixada pelo deputado titular, Cândido Pessoa, que falecera.

Como legisladora, Bertha apresentou o projeto de lei do Estatuto da Mulher, que reformava a legislação brasileira quanto ao papel do trabalho feminino. Conseguiu ser escolhida para presidir a Comissão Especial do Estatuto da Mulher, o que facilitou o trâmite do projeto que chegou a passar em primeira discussão na Câmara em outubro de 1937. Propôs, também, a criação doDepartamento do Trabalho Feminino, maternidade, Infância e Lar, como forma de oferecer de assistência pública eficiente à mãe, à criança.

A decretação do Estado Novo abortou a carreira de Bertha como parlamentar e arrefeceu a capacidade de mobilização da FBPF. Bertha foi gradualmente se afastando da direção cotidiana da FBPF, até deixar definitivamente o cargo de presidenta da entidade em 1942. Manteve-se ao longo da segunda metade do século fiel à luta das mulheres pela cidadania. Em 1944 representou o Brasil na Conferência Internacional do Trabalho, realizada na Filadélfia (USA), como membro da Comissão de Assuntos Femininos. Em 1945, foi delegada plenipotenciária do Brasil junto a Conferência de São Francisco. Em 1951 foi premiada como título de “Mulher das Américas” e, em 1952, foi a representante do Brasil na Comissão de Estatutos da Mulher das Nações Unidas, comissão criada por iniciativa sua. Em 1953 foi eleita delegada do Brasil junto à Comissão Interamericana de Mulheres da União Panamericana de Repúblicas. Quando repercutindo as lutas do movimento feminista internacional a ONU (Nações Unidas) estabeleceu o ano de 1975 como o “Ano Internacional da Mulher”; Bertha já doente foi convidada pelo governo brasileiro, numa justa homenagem, a integrar a delegação brasileira no primeiro Congresso Internacional da Mulher, promovido pelas Nações Unidas (ONU), realizado na capital do México. Este foi o seu último ato em prol da melhoria da condição feminina. Bertha nunca casou. Provavelmente, a ativista política e cientista abdicou do casamento e de constituir família devido às dificuldades de conciliar todos esses papéis.

Como cientista, Bertha atuou por quatro décadas como docente e pesquisadora do Museu Nacional, no Rio de Janeiro e nessa atividade foi reconhecida internacionalmente por sua valiosa contribuição na pesquisa zoológica, especificamente de espécies anfíbias brasileiras. Descobriu entre outras a Liolaremus Lutzae (lagartixa de praia), várias Hylas, entre outras H.Squalirostris, e Perpusilla. Um dos seus mais importantes trabalhos científicos foi “Estudos sobre a Biologia Floral da Mangífera Índica L”, tese para o Concurso de Botânica do Ministério da Agricultura. Publicou vários artigos sobre a coleção de Anfíbios Anuros do seu pai, Adolpho Lutz, bem como organizou o primeiro herbário dele, num projeto financiado pelo recém criado Conselho Nacional de Pesquisas (o atual CNPq). Foi uma apaixonada pela botânica, como pode ser comprovado pela leitura dos relatórios do Museu Nacional (Lopes et alli, 2004). Faleceu no Rio de Janeiro a 16 de setembro de 1976.

Escreveu, dentre outros: Índice dos Archivos do Museu Nacional, Archivos do Museu Nacional, [S.I], v.26, p.277-290, 1919;Estudos sobre a Biologia Floral da Mangífera Índica L, tese para o Concurso de Botânica do Ministério da Agricultura, Archivos do Museu Nacional, [S.I], v.26, p.125-158, 1926; Wilde Life in Brazil, em Natural History vol. XXXII, nº 6, 1932; A nacionalidade da mulher casada. Seção de estudos jurídicos da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Rio de Janeiro: Pongetti, 1933;Estatuto da Mulher, (projeto de lei) Câmara dos Deputados 1936/37.

Fontes: 
Arquivo da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF), Arquivo Nacional; Lopes, Maria Margaret et alli, Revista Gênero, NUTEG/UFF, v.5, n.1, 2 semestre de 2004. Rachel Soihet. Bertha Lutz e a ascensão social da mulher, 1919-1937, Dissertação de Mestrado História/UFF; Rodrigues, J.B.,Cascudo, A Mulher brasileira: direitos políticos e civis, 1962.Elaborado por Teresa Cristina de Novaes Marques (UnB).


Pioneiras da Ciência no Brasil

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No último dia 12 de março, durante evento de lançamento do Programa Mulheres: Viver sem violência, o governo federal assinou um acordo de cooperação técnica voltado para o desenvolvimento de ações que fortaleçam a participação feminina nas áreas ligadas à ciência e tecnologia, A cooperação prevê a elaboração de chamada pública para apoio a projetos de extensão universitária e a realização de feira direcionada a divulgação dos projetos femininos. Além da presidente Dilma Rousseff, a assinatura do acordo envolveu o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), o Ministério da Educação (MEC), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Petrobrás.

Assinatura do Acordo / foto Marcelo Gondim
O acordo objetiva estabelecer condições de cooperação mútua para o desenvolvimento do Programa Meninas e Jovens Fazendo Ciência, que visa ampliar o número de jovens mulheres nas profissões e carreiras científicas e tecnológicas, e contribuir para a melhoria da qualidade do ensino de ciências nas escolas públicas. A partir do acordo:
  • A SPM  representada pela ministra Eleonora Menecucci será responsável por coordenar e monitorar as ações, participar da elaboração do texto da chamada pública e promover as atividades. 
  • Ao MCTI representado pelo ministro Marco Antonio Raupp caberá indicar os Institutos de Pesquisa que integrarão a chamada, que será consolidada pelo CNPq.
  • O MEC representado pelo ministro Aloizio Mercadante será responsável por indicar as escolas do ensino médio para escolha dos coordenadores ou pesquisadores que definirão suas equipes nos projetos de extensão universitária e indicar instituições federais que executarão a Feira de Projeto. 
  • Já a Petrobras representada pela presidente Graça Foster deve indicar mulheres e dirigentes de empresas para participar da Feira de Projetos e sugerir visitas destinadas as alunas que participarem dos projetos.
Em homenagem ao Acordo, o CNPq organizou e disponibilizou em seu portal uma excelente compilação reunindo as principais figuras femininas envolvidas com ciência e tecnologia. O elenco inclui agrônomas, biólogas, economistas, físicas, historiadoras, matemáticas, médicas, psicólogas, químicas,.... Confira


Os micróbios nossos de cada dia.

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A humanidade sempre enfrentou os micróbios e provavelmente assim será, sempre! Esta frase tem uma conotação extremamente sensacionalista e precisa de reparos: Na verdade não se trata de enfrentar e sim relacionar-se. Os seres vivos, resumindo sinteticamente em animais, vegetais e micróbios, se relacionam mutuamente na natureza, em diversos níveis de complexidade. Essas relações se definem, genericamente, como harmônicas e desarmônicas e em síntese representam a tentativa de evolução genética com fins reprodutivos para a perpetuação da respectiva espécie.

Assim se afirmarmos que micróbio é sinônimo de doença estaremos certos em parte e a parte certa é extremamente pequena, se considerarmos que aproximadamente 90% das espécies microbianas catalogadas e estudadas desenvolvem com a espécie humana uma relação que poderíamos denominar harmônica. Mas não dá pra negar que micróbio simboliza doença, o que equivale dizer que a doença é um evento tão antigo quanto a própria existência humana. Os micróbios, assim como os demais seres vivos, precisam de alimento e água e para obtê-los retira-os do meio ambiente ou de outro organismo que pode ser o organismo humano. O ser humano, por sua vez, também precisa comer, consumir água e respirar. Água, ar e comida são insumos básicos para o corpo humano! No entanto se esses insumos básicos não estiverem em condições adequadas para o consumo, estarão servindo de veículo para os mais diversos seres microscópicos (micróbios), com poderes lesivos variados sobre o organismo do homem. O que fazer, então, diante desse dilema: 
  • Deixar de comer?
  • Deixar de consumir água?
  • Deixar de respirar? 
Nenhum desses insumos pode ser retirado do nosso cotidiano, pois deles dependemos a nossa sobrevivência. No entanto o desenvolvimento científico e tecnológico possibilita a investigação e o controle da qualidade do ar, da água, de alimentos crus e processados e de diversos substratos.

Nas últimas décadas, em função do processo de modernização da vida urbana, muitas doenças respiratórias – alérgicas ou infecciosas – de caráter agudo ou crônico, vêm sendo associadas com o tempo de permanência do indivíduo em ambientes climatizados, cuja qualidade biológica do ar disponibilizado é inadequada. As pessoas que rotineiramente necessitam frequentar ou permanecer nesses ambientes, invariavelmente, apresentam a “Síndrome dos Edifícios Doentes” . Esta Síndrome se caracteriza pela manifestação de sinais e sintomas, geralmente associados ao sistema respiratório que embora, aparentemente, não apresenta gravidade, pode abrir um precedente para a instalação de infecções respiratórias sérias. Vale ressaltar que no meio externo esses patógenos (micróbios) também existem, só que em quantidade bastante diluída e tolerável pelo organismo humano; o que não acontece, entretanto, em ambientes fechados e climatizados artificialmente por aparelhos de ar condicionado ou por centrais de ar condicionado, sobretudo se o ar desses ambientes não for devidamente monitorado e certificado.

Outra porta de entrada importante de patógenos no nosso organismo é o aparelho digestivo. Água e alimentos crus e processados, aparentemente inócuos, podem veicular uma grande diversidade de micróbios cujo desfecho varia, desde um simples desconforto gastro-intestinal, até infeções severas.

Mas não dá para abrir mão do conforto da vida moderna, patrocinado pelo próprio desenvolvimento da sociedade. Nesse caso, a solução é monitorar e controlar:
  • Monitorar e controlar a qualidade microbiológica do ar de interiores em ambientes climatizados.
  • Monitorar e controlar a qualidade microbiológica de águas de rios, poços, caixas d’água, piscinas, bebedouros, etc.
  • Monitorar e controlar a qualidade microbiológica de alimentos crus e/ou processados.


Homenagens a esse grande faxineiro, o Urubu.

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Existem tarefas humanas que são consideradas tão importantes em uma sociedade que enobrecem as pessoas que as executam. Existem tarefas básicas, simples e pouco nobres, mas que são essenciais para a vida em sociedade, a ponto de afirmarmos que se não houvesse alguém para executá-la teríamos que retornar à condição de nômades, ou seja, não existiria sociedade. Mas será que já paramos para refletir sobre o que a sociedade utiliza como critérios para classificar as tarefas humanas em nobres e menos nobres? O fator intelectual é, sem dúvida, um critério importante e extremamente valorizado nessa classificação. Assim, as pessoas que trabalham limpando e desobstruindo o sistema de esgotos de uma cidade, ou ainda os trabalhadores da limpeza urbana são vistos de forma depreciativa e até com menosprezo, pois são tarefas que exigem pouco esforço intelectual. Mas não acredito que seja apenas isso! Há algo de inconsciente - acho que empático! - que desperta no outro o sentimento do contrário. Uma atitude de repulsa e defesa. Algo assim: Se admito que é nobre uma tarefa de pouca exigência intelectual, admito a possibilidade de executá-la e, consequentemente, de familiares meus executarem.
A atitude depreciativa inconsciente funciona como um escudo, onde "O que não desejo para mim não quero para os meus entes queridos". Isso é tão sério que trabalhadores da limpeza urbana são vistos pelas pessoas como uma extensão do próprio lixo urbano. Sendo assim, se para mim o lixo não tem valor, então o que for extensão do lixo não será valorizado.
A questão é que "Alguém tem que fazer o trabalho sujo!". Há cidades com elevado grau de desenvolvimento onde não existem candidatos para executar as tarefas "pouco nobres". E essa é uma tendência mundial! Por enquanto os países ditos de terceiro mundo são os fornecedores dessa mão de obra essencial e barata. Mas, numa situação ideal - um tanto quanto hipotética - onde todos os países serão de primeiro mundo pois o nível intelectual será elevado, as tarefas que utilizei para ilustrar essa matéria seriam executadas por máquinas (robôs).
Desculpem, mas só agora é que atentei para o título da postagem. Acabei fugindo totalmente do assunto... Será? Claro que não! O urubu é um animal emblemático para essa matéria. Provavelmente, apenas os biólogos e pessoas inclinadas para as questões ambientais reconhecem o seu valor como grande faxineiro. Para não ser injusto com a natureza, também cito outros seres vivos de hábitos necrófagos (comedores de matéria em putrefação) que são a hiena, a mosca e micróbios saprófitas (não causam doença na espécie humana). Pare e pense um pouco: Imagine a quantidade de seres que morrem todos os dias. Se esses organismos sem vida ficassem na superfície da terra e não houvesse uma estratégia para triturá-los e decompô-los a vida na terra já teria sido inviabilizada. No entanto, semelhante aos trabalhadores que cuidam da limpeza das cidades, o urubu é desprestigiado e símbolo da "Mau Agouro".
Mas nem tudo está perdido. Fiquei sabendo de uma história - Não tenho como garantir a veracidade! - que me deixou impressionado pela iniciativa inusitada: Na década de 1970 um vereador no município de Aracaju, capital do Estado de Sergipe, propôs uma Moção de Homenagem ao Urubu, pelos relevantes serviços prestados à sociedade. As informações dão conta que a propositura não logrou êxito, pois sequer foi apreciada em plenário. Curioso é que o referido vereador era analfabeto. Ainda está vivo, eu o conheço, e é político atuante!



Internação Domiciliar: Que paradigma é esse?

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Imagine que você está enfermo e precisa de cuidados que só podem ser dispensados dentro da estrutura de um hospital. Imagine agora que você pode dispor desses mesmos cuidados fora do ambiente hospitalar, dentro do seu próprio domicílio e sob o aconchego da sua família. Imaginou? Pois é; até algum tempo atrás (10 anos?) isso não passava de um sonho, ou seja, se a doença tinha indicação de internação a única opção era o hospital.
Porém, a cada dia se constata que hospital é um dos piores locais para alguém recuperar a saúde. Aí podem argumentar... Você deve estar se referido aos hospitais públicos do SUS, superlotados, sem higiene e com atendimento precário, onde o indivíduo chega com uma doença e ganha outras.
Eu digo que não... Refiro-me a qualquer hospital. Desde o público mantido pelo pelo SUS até o hospital privado "Top de Linha", guardadas as devidas proporções! Para os micróbios, hospital é sempre hospital: Lugar onde existem organismos humanos fragilizados e utilização de medicamentos (antibióticos e quimioterápicos) que fortalecem linhagens microbianas, dando origem à entidades biológicas praticamente indestrutíveis que são os microrganismos multirresistentes.
Então, embora para alguns pareça paradoxal, à medida em que a atenção à saúde se qualifica, percebe-se que o indivíduo doente deve permanecer no hospital pelo tempo mínimo e estritamente necessário, apenas para estabilizar um quadro. Se não há risco de morte...


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SUS - Simplesmente universal!

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Qualquer cidadão brasileiro de mínima consciência política e social reconhece os avanços porque passou a saúde pública no Brasil, nos últimos vinte anos, com o advento SUS (Sistema Único de Saúde). Para ser preciso, são mais de vinte anos (1989 a 2011) de efetiva mudança de paradigma de uma política de saúde exclusivista e curativista que não nos causa a menor melancolia. Não me arrisco dizer, entretanto, que a política de saúde que vigorava até então era equivocada porque trata-se de um modelo; e um modelo é representativo da percepção hegemônica de um coletivo.
O fato é que o cidadão/cidadã que hoje está com pelo menos 35 anos de idade deve ter alguma lembrança de como era o atendimento à saúde, se voltarmos no tempo para os anos da década de 1980. Para começar, não era atendimento à saúde, e sim à doença! Toda a organização do serviço estava preparada - e muito mal preparada - para atender as pessoas com queixas clínicas, ou seja pessoas doentes. A perspectiva da ação preventiva era praticamente nula.
Mesmo assim, felizes eram os privilegiados que tinham direito a esse serviço público. Isso mesmo! O serviço não era para todos! O serviço era público, mas só podia acessá-lo quem tinha emprego formal, ou seja, quem tinha carteira de trabalho assinada, pois contribuíam compulsoriamente. As pessoas que viviam do mercado informal...


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Uso de telefone celular e risco de câncer: A polêmica continua.

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Quem nos últimos cinquenta anos não pronunciou a frase "Qualquer coisa me ligue!" que atire a primeira pedra... Para quem percebeu alguma semelhança do início desse texto com a célebre passagem bíblica retratada no livro de João 8.3-11, onde Jesus Cristo perdoou uma mulher pecadora porque a mesma era tão pecadora quantos os que a condenavam, digo que qualquer coincidência é mera semelhança.
Fazendo uma busca rápida na literatura especializada da área de telefonia, obtive a informação de que a comunicação móvel foi desenvolvida em meados de 1947 (século XX) nos EUA e que nas décadas de 70 e 80 do referido século já havia se expandido para o Japão e a Suécia que ativaram seus serviços com tecnologia própria. Ainda de acordo com as fontes que consultei, a partir da década de 1980 a telefonia celular se expandiu pelo mundo de tal forma que hoje no Brasil, em média, cada indivíduo possui dois aparelhos telefônicos. E a evolução nesse segmento não pára. A constante incorporação de novas tecnologias, o apelo da mídia e a redução de preço, tornou esse serviço extremamente capilarizado em todos os segmentos sociais. São aproximadamente 50 anos de uso efetivo e intenso desse serviço no mundo.


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Está tudo errado no Sertão!

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Historiadores argumentam que a designação "sertão" à região semi-árida do nordeste brasileiro surgiu entre os séculos XVI e XVII e é fruto da contração da palavra "Desertão", que era utilizada pelos Portugueses, durante a colonização do Brasil, para enfatizar a grande diferença climática - clima quente e seco - semelhante ao clima de deserto, observada à medida em que se afastavam do litoral. Assim, o que era inicialmente "Desertão" passou para " De Sertão", ficando "Sertão".
O movimento migratório dos nossos colonizadores para o interior do país teve motivações políticas e econômicas que não nos cabe observar nesse texto. O fato é que, atualmente, essa faixa do território brasileiro, também denominada de semi-árido, é uma região bastante povoada, de solo extremamente fértil, que padece da oferta de ...


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Regulamentar a prostituição é questão de Saúde Pública.

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A despeito da prática milenar, a prostituição é formalmente reprovada em quase todas as sociedades, sob o pretexto da “suposta degradação” que representa para as pessoas que a praticam. Quando falo em “suposta degradação” pretendo chamar a atenção para a relatividade das coisas, pois se essa prática social fosse realmente considerada degradante e pejorativa pelo conjunto predominante da sociedade não teria se perpetuado e se fortalecido ao longo de todas as fases da história da humanidade. Ou seja, pra variar, existe muita hipocrisia envolvida na discussão desse tema, assim como em outros temas como pena de morte, eutanásia, aborto e etc.


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Sua barriga está disponível para Aluguel?

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A partir do século XX, é impressionante a velocidade com que a ficção vira realidade no mundo. Tudo o que se pode imaginar é ou será realizável no futuro. Imagine qualquer coisa agora e o futuro se encarrega de dar vida à sua imaginação. 
E a sociedade evolui em todos os sentidos, quebrando barreiras e rompendo limites: No artigo intitulado "Enfim... Gestação humana in vitro!" é possível ler um texto que aborda a possibilidade de gestação em ambiente in vitro e, portanto, fora do útero. A façanha ainda  povoa o território da ficção científica, mas não é utopia. Acho que seria o ápice da revolução feminista. A mulher livre do desconforto e dos contratempos de uma gestação, podendo fazer a opção entre a gestão in vivo ou in vitro. (...)


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