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Vida de Cobaia

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Pessoas próximas a mim - tipo colegas de trabalho, que alguns equivocadamente chamam de amigos - costumam dizer que eu transmito uma imagem de alguém, frio, racional, calculista. Alguns ainda, na  tentativa de encontrar uma justificativa para o meu, digamos, "perfil psicológico" perguntam qual o meu signo zodiacal. E quando respondo que sou do signo de Libra, alegam ser este o motivo, pois tem a ver com a posição dos astros no momento do meu nascimento, relacionando ascendência e descendência astral, blá, blá, blá (...) etc.

Se perguntarem o que acho de tudo isso, direi que entre o céu e a terra tudo é possível. Que os seres vivos influenciam e são influenciados dentro do seu habitat. Ou você ainda não parou para pensar que está tudo interligado? Que a todo instante observamos e somos observados (as)? Mas por que as pessoas se observam? O que esperam encontrar no outro que já não tenham? Quando esse comportamento é analisado sob a perspectiva dos animais "irracionais" dizemos genericamente que o objetivo da observação é a repetição. E os fins são variados: ataque, defesa, coorte... luta pela sobrevivência. O predador observa e aprende sobre a sua presa com o intuito de tornar eficiente a abordagem. A presa, por sua vez, aprimora seus conhecimentos sobre os hábitos do predador e com isso aprimora a sua defesa.

O fato é que, aceitemos ou não, somos todos cobaias. Desde o momento da concepção, quando ainda em nível celular somos fixados no tecido uterino (nidação) e somos submetidos a toda a sorte de pressões bioquímicas e biofísicas. Essa condição se mantém dentro da família quando somos testados pelos pais e demais agregados familiares. E a fase de testes não pára, apenas muda de lugar, pois continua na vida escolar, na vida social, no trabalho.

Da mesma forma, os animais ditos "irracionais" também são testados em seus respectivos ambientes. No entanto, existe uma diferença básica em relação a nós seres "racionais". É que as vezes eles precisam ser testados para definir quem é o mais forte, e o mais fraco é condenado à morte; O mais fraco não tem direito de reproduzir porque é recusado pela fêmea; o mais fraco fica com as sobras do prato principal. No mundo dos seres irracionais, ao mais forte tudo e ao mais fraco a morte. Fica então a pergunta: Será que quando, hipocritamente, condenamos o aborto e ao mesmo tempo aceitamos que pessoas sobrevivam em condições miseráveis não estamos sendo racionalmente irracionais?

Permitir que um ser vivo - neste caso ser humano - seja submetido à condições de vida totalmente desfavoráveis é análogo a submeter cobaias (mamífero roedor da família dos Cavídeos, muito empregado em experiências laboratoriais) a protocolos laboratoriais experimentais. No caso de um experimento utilizando-se animais de laboratório os argumentos são que os resultados trarão benefícios para toda humanidade. No caso de seres humanos; quais os argumentos?


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