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Será que o futuro da espécie humana é o hermafroditismo?

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Considerando a possibilidade de ter as minhas postagens lidas por pessoas de gênero, formação cultural, intelectual, religiosa e status social diversos - o que aliás muito me agrada! - parece claro que preciso iniciar trazendo a definição de hermafroditismo, tema central dessa composição. A definição que vou apresentar foi construída a partir da consulta à enciclopédia Wikipédia e dicionário Michaelis, ressaltando que encontrei problemas na definição das duas fontes.

Denomina-se hermafrodita o ser vivo - animal ou vegetal - que possui as estruturas reprodutoras competentes para gerar gametas, fecundá-los e gestar (no caso de animal) um embrião que resultará em novo indivíduo igualmente hermafrodita. No caso dos vegetais, a gestação é feita quando a semente é depositada em substrato adequado e em condições adequadas. Genericamente os organismo hermafroditas são classificados em monoicos, pois apresentam as estruturas sexuais (funcionantes) de dois sexos em um mesmo indivíduo. Em oposição temos os organismos dioicos, representados pelo indivíduo do sexo masculino (macho) e sexo feminino (fêmea), separadamente. Em posição intermediária podemos encontrar indivíduos pseudo-hermafroditas, que como o termo sugere, trata-se de uma condição de falso hermafroditismo, pois o organismo em questão possui uma definição sexual genética (macho ou fêmea), embora apresente estruturas sexuais de ambos os sexos. Assim, o pseudo-hermafroditismo se configura pelo fato de apenas um dos conjuntos de estruturas sexuais funcionar - enquanto o outro conjunto é atrofiado - ou até mesmo pela esterilidade do indivíduo. Esta anormalidade está relacionada à desordens no processo embriogênico motivadas por mutações. O pseudo-hermafroditismo, portanto, só ocorre em organismos dioicos. Uma vez dirimidas as possíveis dúvidas conceituais, surge a pergunte que não quer calar: Por que a natureza (Deus, se assim quiser!) optou pela evolução de organismos hermafroditas?

Na minha opinião, a resposta está na necessidade de rápido povoamento do meio ambiente por organismos que deveriam fazer parte da base de cadeias tróficas. Acho que a minha resposta é sustentável...o problema é que entro em conflito com o título dessa postagem, uma vez que a espécie humana está no topo da cadeia alimentar. Mas vou tentar sair dessa enrascada. Senão vejamos: Para qualquer espécie perpetuar nesse ambiente em que vivemos a estratégia básica é reproduzir, reproduzir, reproduzir...Já falei em postagens anteriores que - pelo menos do ponto de vista biológico - não considero Homo sapiens a mais ou a menos importante das espécies. Organismos que estão na base da cadeia alimentar (exemplos: fitoplâncton / zooplancton) são devoradas em velocidade tão grande que a natureza entraria em colapso e em extinção se a reposição alimentar não fosse eficientemente garantida. Apenas duas formas de reprodução são capazes de garantir rápida reposição de indivíduos  A reprodução assexuada (cissiparidade) e a reprodução a partir de organismos monoicos (hermafroditas). 
O problema é que, mesmo atribuindo ao homem o status de onívoro e predador de qualquer espécie, um fato não se contesta: A taxa de natalidade humana cai a cada ano. Não somente em função de planejamento executado pelos casais heterossexuais, mas também pelo vertiginoso aumento das manifestações homossexuais a partir do final do século XX. Diferentemente do que ocorre nos seres hermafroditas verdadeiros, a espécie humana precisa se encontrar, copular, fecundar, gestar e parir para perpetuar. Assim, se a tendência da humanidade for na direção do homossexualismo poderemos evoluir para um dos seguintes caminhos: 1) indivíduos (macho e fêmea) sem gametas viáveis e, portanto, incapazes de cumprir o ciclo biológico; 2) indivíduos monoicos que garantirão a manutenção da espécie humana; 3) indivíduos fecundados e gestados em laboratórios que também garantirão a perpetuação da espécie humana.


Próxima Publicação.

Sangue... Ninguém precisa, até precisar.