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Ebola: epidemia assusta a África e coloca o mundo em alerta.

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Cápsula de Segurança Biológica para o transporte seguro envolvendo Risco Biológico.
Em postagem anterior, datada de junho de 2014 e denominada "Cinco questões de saúde pública que preocupam o mundo " abordamos, justamente, cinco agravos de etiologia microbiana que devem preocupar as autoridades de saúde pública no contexto mundial, incluindo Ebola. Na ocasião já se falava sobre EBOLA, mas como algo distante e circunscrito a alguns países do continente africano e que, portanto, não representava risco às demais localidades mundiais. No momento em que publico essa nova postagem passaram-se pouco mais de 30 dias e o quadro epidemiológico mundial envolvendo a doença causada por esse agente viral assumiu proporções assustadoras, o que inclui contaminação e morte, inclusive de profissionais da saúde envolvidos com o cuidado aos infectados e doentes.

No momento a Organização Mundial de Saúde / OMS atribuiu ao Ebola o status de Emergência Sanitária Mundial e o número de mortes já se aproxima de 1000 indivíduos (932 mortes), dos 1.711 casos, neste que é considerado o pior surto de Ebola no mundo porém, desde 1976, de tempos em tempos o vírus do ebola ressurge em alguma parte do continente africano manifestando toda a sua virulência e capacidade letal, uma vez que aproximadamente 90% das pessoas contaminadas morrem e, via de regra, de maneira muito dolorosa. A forma de disseminação se dá basicamente pelo contato com sangue e secreções de pessoas contaminadas, o que eleva enormemente o risco para todos aqueles que de alguma forma tem que tratar diretamente dos doentes, como enfermeiros, médicos, familiares e amigos. O risco também é elevado para o pessoal responsável no pós morte, como agentes funerários e coveiros.

Símbolo universal de biossegurança
A doença não tem cura e não está disponível profilaxia vacinal, apenas tratamento dos sintomas, como febre, dores musculares, dores de cabeça, inflamação na garganta, sangramento, dentre outros. E o fato de o diagnóstico preciso depender de exames laboratoriais e da existência de uma infraestrutura mínima de saúde só piora o cenário quando consideramos as regiões do continente africano onde a doença é endêmica.
 
E como se não bastasse, há ainda o estigma da doença, não sendo incomum casos de pessoas discriminadas por terem parentesco com alguém que contraiu o ebola ou porque vivem em áreas que registraram casos da doença.

Quando um surto de ebola é identificado, as chances do vírus ter se espalhado são muito grandes, sobretudo quando a estrutura de vigilância sanitária não existe ou é precária. E esse quadro é, infelizmente, a realidade reinante nos países pobres ou em desenvolvimento.

Atualmente parece que o desafio em relação ao ebola é regional, ou seja, o vírus se espalhou para países de uma mesma região ficando, aparentemente, restrito ao continente africano. Porém, com o intenso deslocamento humano entre países e entre continentes e o precário controle sanitário, aliado ao fato de que nas doenças transmissíveis existe uma fase assintomática que impossibilita a determinação de sinais e sintomas a olho nu, é plausível admitir que em breve esse vírus chegará a outros continentes.

Contudo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera baixa, pelo menos por enquanto, a probabilidade de que o vírus saia do continente africano. Destaque-se, entretanto, que por baixa que seja, essa probabilidade existe e se o vírus atingir cidades com grandes aglomerações humanas o seu controle se tornará muito difícil.

Eletromicrografia de Vírus Ebola. Fonte: CDC
Por enquanto a epidemia do Ebola, mesmo fora de controle, está circunscrita à partes da África Ocidental, mas o perigo de sua disseminação para outras regiões do mundo é real. Não se trata, pois, de um problema exclusivamente africano, e o envolvimento das autoridades de saúde pública internacional deve levar isso em consideração antes que seja tarde demais.

A febre hemorrágica causada pelo vírus Ebola é uma das várias febres hemorrágicas de etiologia virail. Trata-se de uma febre extremamente severa que é frequentemente fatal em humanos e primatas, tais como macacos, gorilas e chimpanzés.

O quadro é resultante da infecção por um vírus da família Filoviridae, gênero Ebolavirus, cuja primeira espécie foi descoberta em 1976 no país hoje denominado República Democrática do Congo, próximo ao rio Ebola, passando-se a registrar surtos epidêmicos esporádicos, a partir de então. Atualmente 5 especies de Ebolavirus estão identificadas das quais, 4 produzem doença em humanos, cujo quadro sintomatológico pode se iniciar entre 2 e 21 dias após a exposição e têm duração de aproximadamente 8 a 10 dias, sendo os seguintes os principais sinais e sintomas:
  • Queixas inespecíficas de dor de cabeça, febre, dores articulares, dores musculares, fraqueza, diarreia, vômitos, dor de estômago, progressiva perda de apetite.
  • Também podem ser constatados rash cutâneo, vermelhidão nos olhos, soluços, tosse, inflamação da garganta, dor torácica, dispneia (dificuldade na respiração), disfagia (dificuldade na deglutição) e sangramentos interno e externo.
Sugere-se que a doença seja de transmissão vetorial e, portanto, zoonótica. Entretanto, o hospedeiro primário ainda é desconhecido, embora evidências elementares fazem suspeitar de morcegos.

Quanto ao contagio, até o momento são consideradas as formas de contágio direto mediante contato com sangue ou secreções oriundas da pessoa contaminada e contágio indireto mediante contato com objetos (copos, talheres) contaminados por secreções oriundas de pessoa contaminada.


Referências:
Ebola Hemorrhagic Fever Information Packet
http://www.cdc.gov/vhf/ebola/pdf/fact-sheet.pdf


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