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Pesquisa geográfica com foco em Vigilância Epidemiológica.

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CONTRIBUIÇÃO DO GEOPROCESSAMENTO COMO FERRAMENTA DE GESTÃO PARA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA NO ESTADO DE SERGIPE, BRASIL

AutoresAlexandra P. Lima, Antonio Fernando R. Lima, José Antonio P. de Almeida, Nathaly C. Santos.
Contato: alepacheco.alexandra@gmail.com 

1. Introdução.
A crescente conscientização da importância de identificar e interpretar os padrões de distribuição espacial dos eventos relacionados com a saúde da população tem desenvolvido, nos estudos de Geografia da Saúde, metodologias de análises através da tecnologia de geoprocessamento. Assim, o presente estudo teve como objetivo verificar como decorre e ressaltar a importância da utilização dessa tecnologia nos trabalhos desenvolvidos pela Vigilância Epidemiológica no Estado de Sergipe, enfatizando a sua importância para a gestão de saúde. Com a utilização das técnicas de geoprocessamento as informações obtidas são representadas de forma espacializada com mais agilidade e precisão. Tais informações, uma vez organizadas, permitem ao gestor de saúde o monitoramento e investigação das doenças epidemiológicas e o controle das áreas endêmicas, possibilitando assim a agilidade na tomada de decisões para futuras intervenções. Nesse contexto, o geoprocessamento torna-se  um importante instrumento no planejamento de ações para o serviço de saúde.

2. Metodologia.
A pesquisa bibliográfica foi realizada junto aos órgãos públicos do Estado de Sergipe: Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde de Sergipe (SES), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Secretária de Planejamento e Gestão do Estado de Sergipe (SEPLAG) e Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) e materiais disponíveis em bibliotecas de Universidades e acervos virtuais de instituições e sites. As visitas a campo tiveram a finalidade de colher material como relatórios, fotografias e arquivos digitais de mapas que correspondessem à parte histórica da utilização do geoprocessamento na área da saúde em Sergipe. Desse modo, foi possível confeccionar mapas temáticos que representassem ações de vigilância epidemiológica com dados obtidos através do SINAN NET.

3. Resultados e Discussão.
A Secretaria de Estado da Saúde propôs a regionalização do estado de Sergipe, representada pelo mapa da Saúde (Fig. 2), respeitando as diretrizes organizacionais do SUS, na perspectiva de garantir de maneira equânime a assistência à saúde da população distribuída em todo seu território. Esse mapa tem como finalidade orientar a gestão no sentido de definir a localização dos serviços de saúde em cada região (Fig.1).
Figura 01: Mapa ilustrando a distribuição das unidades de saúde publicas no Estado de Sergipe. Fonte: GIGEC / SUPES / SEPLAG
Figura 02: Mapa territorial da regionalização da saúde no Estado de Sergipe.  Fonte: GIGEC / SUPES / SEPLAG



















As visitas realizadas aos órgãos públicos do Estado, revelaram que a área da saúde não utiliza técnicas de geoprocessamento na sua forma mais complexa. Existem demandas solicitadas da SES a GIGEC-SEPLAG, assim como pela Secretaria de Saúde municipal de Aracaju a SEPLAN-PMA. O estado e a prefeitura municipal de Aracaju fornecem  dados, que são trabalhados pelos órgãos demandados e conforme estes, são elaboradas as cartas temáticas com objetivos pontuais (Fig.1). Os mapas solicitados não levam, muitas vezes, em consideração indicadores relevantes como fatores socioeconômicos, culturais e de saúde e informações sobre aspectos fisiográficos e de investigação epidemiológica e sanitária das comunidades, que quando associados, contribuem por revelar desigualdades sociais e ambientais que refletem na situação de saúde da população. Atualmente o trabalho na vigilância epidemiológica no estado de Sergipe é baseado em materiais cartográficos (Fig. 3 e 4) arcaicos e desatualizados e não atendem às necessidades reais de controle e monitoramento das ações de vigilância e saúde.
Figura 03: Foto do mapa de contorno do município de Monte Alegre de Sergipe. Fonte: SUCAM, 1979. Acervo da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da SES-SE.
Figura 04: Foto do croqui do município de Carira-SE. Fonte FNS, 1997. Acervo da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da SES-SE.












As informações da Sífilis Congênita e Sífilis Gestante obtidas através do SINAN NET no período de 2008 e 2010, possibilitou a confecção  de mapas com representação quantitativa (Fig. 5 e 6). O mapa foi idealizado a partir da criação de um banco de dados, no software ArcGis versão 9.3, organizado com as regionais de saúde. 
Figura 05: Mapa de representação história da sífilis congênita no período 2008-2010.
Figura 06: Mapa de representação história da sífilis em gestantes no período 2008-2010.
A Geografia da Saúde é considerada um campo crescente, no entanto, a pesquisa constatou que em Sergipe as universidades em que são disponibilizados os cursos de Geografia e de Medicina não possuem em seu currículo a disciplina Geografia da Saúde. Contudo, em 2008/2009 por iniciativa de pesquisadores da área geográfica e médica foi desenvolvido um projeto de iniciação científica (PIBIC/CNPq) através da Universidade Federal de Sergipe – UFS, de caráter multidisciplinar, por meio do qual foram realizados estudos de casos associando as duas ciências com o objetivo de aplicar técnicas de geoprocessamento na análise espacial da ocorrência de esquistossomose no município de Ilha das Flores - SE. Os mapas temáticos apresentados como resultados dessa pesquisa são de fundamental importância para as ações da vigilância epidemiológica, pois após análise possibilita ao gestor de saúde, executar de forma otimizada o seu trabalho de planejamento no sentido de encetar ações mais eficientes no combate direto ao foco de endemias, tendo com isso maior possibilidade de eficácia nos resultados, facilitando o controle.

4. Considerações finais.
Os materiais e dados adquiridos através da Secretaria Estadual de Saúde, como relatórios e cartas, possibilitaram a essa pesquisa a elaboração dos mapas temáticos da Sífilis, esse exemplo demonstra que é possível a implantação de um SIG para a elaboração espacializada das informações alimentadas nos bancos de dados dos demais sistemas da saúde, viabilizando a elaboração de cartas temáticas, consultas cadastrais e outros. Entretanto para o prosseguimento desse trabalho é necessário capacitar os profissionais e/ou contratar pessoas especializadas nessa área de conhecimento.
A ausência da temática geografia da saúde nos cursos de graduação de geografia e medicina, contribui para a carência de profissionais na área da saúde com esse expertise, especialmente, no que se refere à aplicação de técnicas de geoprocessamento.
Assim, a utilização de Geoprocessamento torna-se imprescindível para colaborar na formulação de estratégias de desenvolvimento voltadas para a melhoria da qualidade de vida da população, já que contribui com diagnósticos precisos dos fatores determinantes para a proliferação de doenças endêmicas, destacando-se como uma importante ferramenta de apoio à gestão no subsídio à tomada de decisões para melhor planejamento dos serviços de saúde.

Referências.
BARCELLOS C, RAMALHO W. Situação Atual do Geoprocessamento e da Análise de Dados Espaciais em Saúde no Brasil. Informática Pública v.4 (2): 221-230, 2002. Disponível em: <http://www.ip.pbh.gov.br/ANO4_N2_PDF/ip0402barcellos.pdf> Acesso em: 30/01/11.
BRASIL. Ministério da Saúde. Abordagens espaciais na saúde pública / Série Capacitação e Atualização em Geoprocessamento em Saúde, vol.1.Organizadores: Simone M. Santos, Christovam Barcellos. Brasília, 2006. 136 p.
ROJAS, L.I., BARCELLOS, C., PEITER, P. Utilização de Mapas no Campo da Epidemiologia no Brasil: Reflexões sobre Trabalhos Apresentados no IV Congresso Brasileiro de Epidemiologia. Informe Epidemiológico do SUS, 8(2):27-35, 1999.
SILVA, M. M. B. L.; SOUZA, A. M. B.; JESUS, M. A. R.; ROLLEMBERG, C. V. V.; AMORIM, F.; BARBOZA, D.; ROLLEMBERG, K. C.; ALMEIDA, J. A. P. Análise espacial da ocorrência da esquistossomose no município de Ilha das Flores – SE, utilizando técnicas de geoprocessamento. In: Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, 15. (SBSR), Curitiba, 2011. Disponível em: <http://www.dsr.inpe.br/sbsr2011/files/p1712.pdf > Acesso em: 20/06/2011.


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