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Hanseníase: Desafio para a ciência; desafio para a sociedade.

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Quem por curiosidade, ao visitar essa página, já leu as minhas credenciais na aba "Sobre o Autor", concluiu que a minha formação é na área laboratorial. Isso mesmo, e durante aproximadamente dez anos, atuei em Laboratório de Patologia Clínica (laboratório público), mais precisamente com o diagnóstico e controle laboratorial de Tuberculose e Hanseníase.Nesse tempo, acumulei experiência como técnico de "bancada" ( vocabulário próprio do laboratório) e como gestor. Isso me credencia dizer que considero a hanseníase uma das doenças mais impressionantes pela complexidade e pela riqueza de detalhes clínicos. Essa enfermidade possibilita e requer a atuação de todos os profissionais do campo da saúde, pois o paciente carece do médico, enfermeiro, fisioterapeuta, assistente social, psicólogo, laboratorista, etc. 
José Francisco de Santana
Biólogo, mestre em Ciências da Saúde.
E mesmo considerando uma equipe multiprofissional atuando de forma interdisciplinar, às vezes não é suficiente para amenizar o sofrimento de alguns pacientes que são acometidos por algumas formas da doença. A hanseníase é, realmente, um grande desafio para a ciência e para a sociedade. Acho que esse artigo que trago anexado a essa postagem reflete a complexidade, ou seja, o tamanho do desafio que estou referindo.
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Reflexões sobre o processo saúde-doença no contexto da saúde coletiva.

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Compreendo que não temos o direito de crucificar os nossos antepassados históricos pelos conceitos e definições de saúde prescritos até o século XIX. Esses conceitos não foram equivocados e sim adequados para fazer frente ao momento histórico. Atualmente, entretanto, considero inaceitável qualquer definição de saúde que tenha caráter reducionista e que preveja ação pontual e localizada enquanto essência. Essa foi a mácula dos conceitos formulados para saúde nos períodos anteriores a 1948, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) com muita sapiência formulou um conceito sabidamente intransponível, mas que serve de lastro para guiar a humanidade em busca do melhor fazer em saúde. O completo bem-estar físico, mental e social proposto no conceito da OMS é inatingível e sabemos disso, até porque não temos condições de mensurar o “completo bem-estar” físico, mental e social. E mesmo que existisse uma escala de mensuração desses atributos, os três teriam que ocorrer concomitantemente para podermos rotular um indivíduo ou uma comunidade como saudável nos limites do conceito da OMS.

Marc Lalonde (1974), por sua vez, foi brilhante na complexificação do conceito de saúde proposto pela OMS (1948) ao sinalizar aspectos da biologia humana, o meio ambiente, o estilo de vida e a organização da assistência, como fundamentais para o atingimento do inatingível “bem-estar”. E dos quatro aspectos apontados por Lalonde (1974) sou de opinião que os aspectos relacionados à biologia humana são os mais complexos e de certa forma transversalizam os demais. Isso porque a constituição de um organismo (nesse caso o organismo humano) possui uma série de variáveis que não estão sob o controle do homem (pelo menos por enquanto!) e que são determinadas, essencialmente, pela forma de reprodução (reprodução sexuada) que praticamos para fins de perpetuação da nossa espécie.

Os aspectos intrínsecos à biologia humana explicam, por exemplo, porque nenhuma enfermidade ocorre de forma súbita, não importando se é de etiologia infecciosa ou afecciosa, se é aguda ou crônica. A literatura científica oferece alguns modelos que ajudam a entender o processo de adoecimento nas populações humanas e todos eles fazer referência a uma etapa pré-clínica e, portanto, sem manifestação aparente de sinais ou sintomas, e uma etapa clinica, quando sinais e sintomas já podem ser percebidos ou detectados. No entanto mesmo considerando uma mesma doença - e até mesmo um mesmo indivíduo - é possível encontrar importantes variações de manifestação, a depender do organismo acometido.

O fato é que o processo de adoecimento enseja multifatorialidade, que é a confluência com maior ou menor grau de sincronismo de fatores - socioeconômicos, sociopolíticos, socioculturais, psicossociais, ambientais, genéticos - que em maior ou menor proporção contribuem para o estabelecimento de um processo patológico o qual, uma vez instalado, pode ter vários desfechos que incluem cura espontânea, cronificação e morte. A dengue é um exemplo bastante ilustrativo dessa confluência multifatorial sinérgica, pois a prática cultural do armazenamento de água, aliada à falta de condições econômicas para efetuar o armazenamento seguro favorecem a reprodução do vetor que ao realizar hematofagia transfere o agente etiológico (vírus) para um organismo que, a depender de suas características genéticas, poderá inclusive morrer em função do adoecimento favorecido pelos diversos fatores que atuaram sinergicamente.

Assim, ao longo da história, a epidemiologia, apoiada na matemática e na bioestatística, desenvolveu e aperfeiçoou importantes fórmulas de tratamento de informações em saúde que, com o desenvolvimento tecnológico, sobretudo da informática, possibilitou a automação de abordagens epidemiológicas a partir do uso de indicadores. Os indicadores, portanto, são o caminho mais fidedigno para a obtenção de informações que nos permita conhecer o perfil de saúde de uma população.
Reconheço que as medidas de saúde coletiva praticadas no Brasil, atualmente, são necessárias em função do padrão epidemiológico em que ainda se encontra o país, com doenças infecciosas e parasitárias incidindo de forma importante na população, porém essas medidas são conflitantes com a discussão de um padrão de saúde pautado na promoção, pois as medidas que utilizamos servem para medir doença, de acordo com Soares (2001); Kerr-Pontes e Rouquayrol (2003) e Pereira (2006) e não saúde. E nós precisamos medir saúde! Isso fica evidente quando grafamos as principais medidas de saúde que são o coeficiente de incidência, o coeficiente de prevalência, o coeficiente de letalidade, o coeficiente de mortalidade geral, o coeficiente de mortalidade infantil, o coeficiente de mortalidade materna e o coeficiente de mortalidade por doenças transmissíveis.

O coeficiente de incidência reflete a ocorrência dos casos novos de um determinado agravo em uma comunidade, sendo fundamental para definir epidemiologicamente os eventos endemia, epidemia e pandemia. Infelizmente ainda não podemos abrir mão desse indicador e um exemplo disso é a nossa lista de doenças de notificação compulsória. O coeficiente de prevalência tem a sua compreensão atrelada ao anterior, pois nos permite estimar a quantidade de indivíduos acometidos por um agravo em uma determinada população. O coeficiente de letalidade representa a proporção de óbitos entre os casos de uma enfermidade, sendo importante para dimensionar a gravidade de uma doença para uma população. O coeficiente de mortalidade geral representa o risco de óbito de uma comunidade e quase sempre reflete o risco de morte por violência além de agravos crônicos não infecciosos (derrames, infartos, neoplasias).

Considero o coeficiente de mortalidade infantil e o coeficiente de mortalidade materna os mais sensíveis para avaliar a qualidade de vida e qualidade da atenção à saúde, respectivamente, pois eles refletem o risco de morte entre crianças nascidas vivas até completar o primeiro ano de vida e o risco de óbito por causas ligadas à gestação, parto e puerpério.
Por fim, o coeficiente de mortalidade por doenças transmissíveis que estima o risco de morte em uma população por doenças infecciosas e parasitárias. E, como sabemos possuímos algumas doenças infecciosas que em determinadas regiões do país assumem comportamento epidêmico como doença de chagas, esquistossomose, febre amarela, dengue, leishmaniose, tuberculose, meningite e hanseníase.

Não bastasse, ainda precisamos nos preparar para ofertar saúde - nos moldes sugeridos pela OMS - considerando a nova realidade demográfica brasileira que se avizinha, ou seja, a nossa pirâmide demográfica se inverte rapidamente e provavelmente daqui a 20 anos teremos a predominância da população idosa sobre a população de crianças.


Pesquisa geográfica com foco em Vigilância Epidemiológica.

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CONTRIBUIÇÃO DO GEOPROCESSAMENTO COMO FERRAMENTA DE GESTÃO PARA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA NO ESTADO DE SERGIPE, BRASIL

AutoresAlexandra P. Lima, Antonio Fernando R. Lima, José Antonio P. de Almeida, Nathaly C. Santos.
Contato: alepacheco.alexandra@gmail.com 

1. Introdução.
A crescente conscientização da importância de identificar e interpretar os padrões de distribuição espacial dos eventos relacionados com a saúde da população tem desenvolvido, nos estudos de Geografia da Saúde, metodologias de análises através da tecnologia de geoprocessamento. Assim, o presente estudo teve como objetivo verificar como decorre e ressaltar a importância da utilização dessa tecnologia nos trabalhos desenvolvidos pela Vigilância Epidemiológica no Estado de Sergipe, enfatizando a sua importância para a gestão de saúde. Com a utilização das técnicas de geoprocessamento as informações obtidas são representadas de forma espacializada com mais agilidade e precisão. Tais informações, uma vez organizadas, permitem ao gestor de saúde o monitoramento e investigação das doenças epidemiológicas e o controle das áreas endêmicas, possibilitando assim a agilidade na tomada de decisões para futuras intervenções. Nesse contexto, o geoprocessamento torna-se  um importante instrumento no planejamento de ações para o serviço de saúde.

2. Metodologia.
A pesquisa bibliográfica foi realizada junto aos órgãos públicos do Estado de Sergipe: Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde de Sergipe (SES), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Secretária de Planejamento e Gestão do Estado de Sergipe (SEPLAG) e Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) e materiais disponíveis em bibliotecas de Universidades e acervos virtuais de instituições e sites. As visitas a campo tiveram a finalidade de colher material como relatórios, fotografias e arquivos digitais de mapas que correspondessem à parte histórica da utilização do geoprocessamento na área da saúde em Sergipe. Desse modo, foi possível confeccionar mapas temáticos que representassem ações de vigilância epidemiológica com dados obtidos através do SINAN NET.

3. Resultados e Discussão.
A Secretaria de Estado da Saúde propôs a regionalização do estado de Sergipe, representada pelo mapa da Saúde (Fig. 2), respeitando as diretrizes organizacionais do SUS, na perspectiva de garantir de maneira equânime a assistência à saúde da população distribuída em todo seu território. Esse mapa tem como finalidade orientar a gestão no sentido de definir a localização dos serviços de saúde em cada região (Fig.1).
Figura 01: Mapa ilustrando a distribuição das unidades de saúde publicas no Estado de Sergipe. Fonte: GIGEC / SUPES / SEPLAG
Figura 02: Mapa territorial da regionalização da saúde no Estado de Sergipe.  Fonte: GIGEC / SUPES / SEPLAG



















As visitas realizadas aos órgãos públicos do Estado, revelaram que a área da saúde não utiliza técnicas de geoprocessamento na sua forma mais complexa. Existem demandas solicitadas da SES a GIGEC-SEPLAG, assim como pela Secretaria de Saúde municipal de Aracaju a SEPLAN-PMA. O estado e a prefeitura municipal de Aracaju fornecem  dados, que são trabalhados pelos órgãos demandados e conforme estes, são elaboradas as cartas temáticas com objetivos pontuais (Fig.1). Os mapas solicitados não levam, muitas vezes, em consideração indicadores relevantes como fatores socioeconômicos, culturais e de saúde e informações sobre aspectos fisiográficos e de investigação epidemiológica e sanitária das comunidades, que quando associados, contribuem por revelar desigualdades sociais e ambientais que refletem na situação de saúde da população. Atualmente o trabalho na vigilância epidemiológica no estado de Sergipe é baseado em materiais cartográficos (Fig. 3 e 4) arcaicos e desatualizados e não atendem às necessidades reais de controle e monitoramento das ações de vigilância e saúde.
Figura 03: Foto do mapa de contorno do município de Monte Alegre de Sergipe. Fonte: SUCAM, 1979. Acervo da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da SES-SE.
Figura 04: Foto do croqui do município de Carira-SE. Fonte FNS, 1997. Acervo da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da SES-SE.












As informações da Sífilis Congênita e Sífilis Gestante obtidas através do SINAN NET no período de 2008 e 2010, possibilitou a confecção  de mapas com representação quantitativa (Fig. 5 e 6). O mapa foi idealizado a partir da criação de um banco de dados, no software ArcGis versão 9.3, organizado com as regionais de saúde. 
Figura 05: Mapa de representação história da sífilis congênita no período 2008-2010.
Figura 06: Mapa de representação história da sífilis em gestantes no período 2008-2010.
A Geografia da Saúde é considerada um campo crescente, no entanto, a pesquisa constatou que em Sergipe as universidades em que são disponibilizados os cursos de Geografia e de Medicina não possuem em seu currículo a disciplina Geografia da Saúde. Contudo, em 2008/2009 por iniciativa de pesquisadores da área geográfica e médica foi desenvolvido um projeto de iniciação científica (PIBIC/CNPq) através da Universidade Federal de Sergipe – UFS, de caráter multidisciplinar, por meio do qual foram realizados estudos de casos associando as duas ciências com o objetivo de aplicar técnicas de geoprocessamento na análise espacial da ocorrência de esquistossomose no município de Ilha das Flores - SE. Os mapas temáticos apresentados como resultados dessa pesquisa são de fundamental importância para as ações da vigilância epidemiológica, pois após análise possibilita ao gestor de saúde, executar de forma otimizada o seu trabalho de planejamento no sentido de encetar ações mais eficientes no combate direto ao foco de endemias, tendo com isso maior possibilidade de eficácia nos resultados, facilitando o controle.

4. Considerações finais.
Os materiais e dados adquiridos através da Secretaria Estadual de Saúde, como relatórios e cartas, possibilitaram a essa pesquisa a elaboração dos mapas temáticos da Sífilis, esse exemplo demonstra que é possível a implantação de um SIG para a elaboração espacializada das informações alimentadas nos bancos de dados dos demais sistemas da saúde, viabilizando a elaboração de cartas temáticas, consultas cadastrais e outros. Entretanto para o prosseguimento desse trabalho é necessário capacitar os profissionais e/ou contratar pessoas especializadas nessa área de conhecimento.
A ausência da temática geografia da saúde nos cursos de graduação de geografia e medicina, contribui para a carência de profissionais na área da saúde com esse expertise, especialmente, no que se refere à aplicação de técnicas de geoprocessamento.
Assim, a utilização de Geoprocessamento torna-se imprescindível para colaborar na formulação de estratégias de desenvolvimento voltadas para a melhoria da qualidade de vida da população, já que contribui com diagnósticos precisos dos fatores determinantes para a proliferação de doenças endêmicas, destacando-se como uma importante ferramenta de apoio à gestão no subsídio à tomada de decisões para melhor planejamento dos serviços de saúde.

Referências.
BARCELLOS C, RAMALHO W. Situação Atual do Geoprocessamento e da Análise de Dados Espaciais em Saúde no Brasil. Informática Pública v.4 (2): 221-230, 2002. Disponível em: <http://www.ip.pbh.gov.br/ANO4_N2_PDF/ip0402barcellos.pdf> Acesso em: 30/01/11.
BRASIL. Ministério da Saúde. Abordagens espaciais na saúde pública / Série Capacitação e Atualização em Geoprocessamento em Saúde, vol.1.Organizadores: Simone M. Santos, Christovam Barcellos. Brasília, 2006. 136 p.
ROJAS, L.I., BARCELLOS, C., PEITER, P. Utilização de Mapas no Campo da Epidemiologia no Brasil: Reflexões sobre Trabalhos Apresentados no IV Congresso Brasileiro de Epidemiologia. Informe Epidemiológico do SUS, 8(2):27-35, 1999.
SILVA, M. M. B. L.; SOUZA, A. M. B.; JESUS, M. A. R.; ROLLEMBERG, C. V. V.; AMORIM, F.; BARBOZA, D.; ROLLEMBERG, K. C.; ALMEIDA, J. A. P. Análise espacial da ocorrência da esquistossomose no município de Ilha das Flores – SE, utilizando técnicas de geoprocessamento. In: Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, 15. (SBSR), Curitiba, 2011. Disponível em: <http://www.dsr.inpe.br/sbsr2011/files/p1712.pdf > Acesso em: 20/06/2011.


Vacina contra a AIDS: mais um teste fracassa.

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Ainda não foi dessa vez... e a sociedade vai precisar esperar um pouco mais. Só não sabemos o quanto mais terá que esperar. O fato é que uma das pesquisas mais promissoras na busca de uma vacina contra o HIV fracassou. A pesquisa em questão estava sendo conduzida pela FHI (Family Health International), uma entidade sem fins lucrativos sediada nos Estados Unidos e o anuncio da suspensão precoce dos testes foi feito depois que estudos preliminares mostraram que não havia diferença estatística entre os grupos controle e o que recebia a substância candidata ao novo medicamento.
Segundo a fonte "Diário da Saúde" os estudos começaram em julho de 2009 e as expectativas eram promissoras, motivo pelo qual a comunidade científica ficou surpresa com a suspensão repentina dos testes. Trata-se do segundo revés importante no enfrentamento da AIDS, uma vez que em 2009 testes com uma vacina múltipla também produziu resultados modestos.
Com relação ao protocolo de pesquisa, o teste consistia em doses diárias de um medicamento chamado Truvada, que contém duas drogas de ação antirretroviral. A expectativa positiva da comunidade científica tinha justificativas pois no ano passado uma pesquisa internacional, com participação de brasileiros, havia demonstrado que o Truvada poderia funcionar como uma vacina contra o vírus da AIDS. Um teste anterior do Truvada misturado a um gel vaginal também havia dado resultados promissores, levando a crer que ele poderia prevenir a transmissão da AIDS. É o que os cientistas chamam de profilaxia de pré-exposição.
Mas não foi isso o que as estatísticas mostraram. O estudo envolvia cerca de 2.000 mulheres na África do Sul, Tanzânia e Quênia. No total, 56 mulheres foram infectadas durante esta etapa preliminar, metade das quais estava recebendo o medicamento e a outra metade estava recebendo placebo. Ainda há dúvidas se as mulheres estavam mesmo tomando o medicamento, embora, no conjunto, elas relatassem fazê-lo em 95% do tempo. Os cientistas coletaram amostras de sangue e vão pesquisar a presença da droga para comparar com os relatos.
O atestado de observadores independentes de que não havia base estatística favorável à eficácia do Truvada foi decisivo para a FHI decidir pelo encerramento prematuro dos testes com a droga. Em visita ao Brasil neste mês de Abril, David Watkins, um dos maiores especialistas do mundo em vacinas, afirmou que os cientistas estão mudando a estratégia para o desenvolvimento de uma vacina contra o HIV.

Fonte de referência : Diário da Saúde.


Neste laboratório natural chamado terra tudo está sob controle.

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É preocupação primária de qualquer pesquisador - sobretudo o pesquisador da linha experimental - o controle de qualquer variável que possa interferir nos resultados da sua pesquisa. Se o pesquisador não conhece os possíveis interferentes sobre os seus resultados e/ou não adota providências para diminuir ou anular os seus efeitos, poderá incorrer em erros de análise dos resultados e comprometer as conclusões.
A ciência, apoiada num método científico, toma várias precauções com o objetivo de evitar que apenas a nossa percepção e o nosso olho limitados decidam os rumos do experimento. Seguindo um método validado o pesquisador se mantém presente, mas isento e imparcial.
Se observarmos a natureza apenas com os nossos sentidos, ou seja, não precisa ser cientista, perceberemos que o meio ambiente está em constante transformação. E existe um elemento chave que determina as transformações na natureza. Esse elemento é o clima. O clima pode ser definido como um conjunto de condições da atmosfera que caracterizam determinada região. Assim sendo, a temperatura ambiente, a umidade do ar, o tipo e a concentração de gases na atmosfera, a pressão atmosférica são elementos que se associam na definição do clima de determinado lugar. Quando esses elementos variam o clima poder variar. Mas porque o clima interfere de forma tão decisiva na vida do planeta? A palavra chave que responde a essa pergunta de forma genérica é "Dependência". Como sabemos, foram os ajustes e a moderação dos fatores climáticos que viabilizaram, por exemplo, uma atmosfera adequada ao surgimento das primitivas formas de vida no planeta. A partir daí estabeleceu-se uma estreita ligação fisiológica dos seres vivos - desde os de composição biológica mais simples aos mais evoluídos - aos fatores climáticos. Mas é possível constatar que a sensibilidade e tolerância dos organismos  vivos às alterações climáticas é bastante variável e oscila até o nível de espécie.
A espécie humana é extremamente sensível e, portanto, dependente da suavidade do clima para a manutenção de adequado status fisiológico:
  • Temperaturas inferiores a 35°C e superiores a 39°C podem produzir danos irreparáveis ao organismo humano. Isso ocorre porque o nosso organismo se assemelha a uma grande usina bioquimica cujo funcionamento está pautado na ação de enzimas e a temperatura ideal  de ação das nossas enzimas oscila entre 36 e 37 gaus centigrados.
  • A umidade relativa do ar, que em outras palavras significa a quantidade de água na atmosfera, é determinante para a realização de uma atividade humana vital que é a respiração. Valores  de  umidade do ar inferiores a 50% (os valores normais oscilam entre 50% e 80%) danificam as vias aéreas, dificultam a captura de oxigênio e consequentemente as trocas gasosas vitais.
  • Quando falamos em gases atmosféricos nos vem de imediato oxigênio, gás carbônico e vapor de água. Existem outros elementos gasosos compondo a nossa atmosfera (nitrogênio, argônio, neônio, hélio, hidrogênio,ozônio, metano, criptônio, xenônio). O tipo e a concentração de cada gás nem sempre foi a que temos atualmente e isso foi decisivo para o surgimentos da vida primitiva. Esses gases, além de proteger os organismos da exposição deletéria à radiação ultravioleta, contém elementos necessários para a realização de processos vitais como respiração e fotossíntese, além de fornecer água que é elementar nas reações bioquímicas intracelulares.
  • A pressão atmosférica pode ser definida como o peso que o ar exerce sobre a superfície da terra e, portanto, sobre nós. Níveis adequados de pressão atmosférica contribuem decisivamente para a dinâmica respiratória na espécie humana, pois facilita a entrada do ar nos pulmões. O nosso organismo, por sua vez, precisa resistir a essa pressão externa e o faz  exercendo uma pressão contrária, devido à presença de líquidos e gases nas células.
O que nos chama a atenção é que todos os seres vivos são de alguma forma dependentes dos fatores climáticos. Esses fatores funcionam como verdadeiras variáveis, cuja alteração mínima produz efeitos fisiológicos mensuráveis.
"Fechando os olhos até consigo imaginar Deus de jaleco e com uma prancheta na mão, alterando essas variáveis das inimagináveis maneiras possíveis e fazendo os devidos registros de pesquisador".
Evolução dos vertebrados
Chega então o momento que é inevitável não falar de seleção natural, que nada mais é do que o sucumbir de um indivíduo ou até mesmo de uma espécie porque não conseguiu fazer a auto-regulação e a nova sintonia com a variação paramétrica ambiental. A seleção patrocinada pela natureza não é show de mágica  ilusionista! Ao estabelecer as bases para o surgimento da vida na terra, Deus atrelou todas as possibilidades  de variação aos mesmos parâmetros. Com isso mesmo o ser humano - único organismo vivo que tem conciência da sua condição - deixa de ter vontade própria quando analisado sob a perspectiva da seleção natural. Ele passa a ser um objeto de pesquisa como qualquer outro e é levado a responder apenas fisiologicamente às condições dadas pelo experimento.
Alguém então poderia questionar: Qual o propósito da seleção natural ? como biólogo eu diria que o  propósito é a seleção dos melhores indivíduos sob o ponto de vista biológico. Isso é tanto concreto que indivíduos portadores de doenças genéticas tendem a ser inférteis. algo como "erradicar o erro pela raiz!".
Alguém continuaria questionando: Selecionar os melhores biologicamente para que? como biólogo, eu diria os melhores para se adaptar às variações dos parâmetros ambientais, o que inclui necessariamente a produção de descendentes igualmente equivalentes.
A lista de perguntas possíveis é relativamente grande: A Deus interessa seres humanos biologicamente fortes ou fortes na fé? O mecanismo da seleção natural atua sobre o caráter dos seres humanos? Existe alguma ordem regendo a dinâmica de modificação dos parâmetros ambientais? Não seria mais prático para Deus estabelecer as condições ambientais ideias e matê-las indefinidamente? Porque...? Porque....?
Desculpem os leitores se os deixei de cabeça quente (...). Em nenhum momento falei que tinha a resposta para todas as perguntas!


Tecnologia promete revolucionar o tratamento da infertilidade masculina.

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Cientistas da Yokohama City University, no Japão, conseguiram pela primeira vez cultivar em laboratório espermatozoides funcionais de ratos, a partir de estágios iniciais. Se a técnica inovadora puder ser transferida com êxito em gametas humanos, ela poderá revolucionar o tratamento da infertilidade masculina. Segundo Takuya Sato, líder da pesquisa, a técnica consistiu em extrair células germinativas dos testículos de ratos recém-nascidos, e que, portanto, ainda não tinham iniciado a produção de espermatozóides. O pesquisador semeou as células primordiais em um gel constituído de substâncias nutritivas e hormônios como o soro fetal bovino e testosterona. Os ratos recém-nascidos foram modificados para que uma proteína presente apenas nos espermatozóides funcionais assumisse a cor verde. Em pouco menos de um mês, a equipe do Dr. Takuya Sato constatou que as células colocadas no gel haviam assumido a cor esverdeadas, comprovando que os espermatozóides haviam se desenvolvido.
Túbulos seminíferos de testículos de rato
Em seguida os cientistas, fecundaram óvulos de ratazanas com esses espermatozóides e o resultado foi o desenvolvimento de embriões saudáveis. Quando esses embriões foram implantados em fêmeas, produziram uma prole saudável que foi capaz de acasalar e dar à luz filhotes saudáveis. Os pesquisadores confirmaram ainda que essas células poderiam ser congeladas para uso futuro sem qualquer dano. A pesquisa foi publicada na  revista científica Nature.
"As pessoas estão tentando fazer isso há anos, mas é preciso uma enorme quantidade de tentativas", explica Erwin Goldberg, um biólogo celular da Universidade de Northwestern, em Chicago, que não esteve envolvido no estudo. 
Bateria de cultivo celular
A chave para o sucesso da equipe de Sato, explica Goldberg, foi a paciência: eles continuaram a mistura de produtos químicos no laboratório, até que encontraram exatamente a receita certa para manter vivas as células dos testículos em laboratório e satisfazer todas as suas necessidades nutricionais. Agora, se os pesquisadores conseguirem converter células germinais de um homem infértil em espermatozóides, eles podem ser capazes de identificar exatamente o que vai mal no desenvolvimento do esperma e corrigir o problema, afirma Martin Dym, biólogo de reprodução da Universidade de Georgetown, em Washington, também nos Estados Unidos.
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Fonte : Revista Nature


Como vai o seu instinto antropofágico?

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O meu desejo é que você jamais precise pensar em comer carne humana para garantir a sua sobrevivência em uma situação extremamente adversa pois, se precisar, provavelmente, você comerá! Isso não é fragmento de uma sinopse de um filme de terror... Estou apenas querendo dizer que o ser humano dito "civilizado" quando acuado e sob pressão pode agir e reagir como o mais irracional dos animais. E isso inclui a possibilidade de saciar a forme - que o levará à morte - ingerindo a carne de seu semelhante, ou seja, praticando antropofagia. A importância que vejo em destacar o "Homem Civilizado" tem sentido, na medida em que antropofagia é prática ritual em aglomerados de humanos selvagens como tribos africanas e tribos indígenas. Mas é preciso dizer que os humanos selvagens não são irracionais! Eles raciocinam dentro dos limites definidos pela sua percepção, sobretudo percepção cultural. Aliás, a capacidade de percepção do seu entorno e os valores culturais também funcionam como lastros que delimitam a razão entre os humanos civilizados.
Uma vez que nesse texto farei referência aos termos antropofagia e canibalismo, que são semelhantes, mas guardam uma diferença importante, considero necessário diferenciá-los: Antropofagia é uma expressão de origem Grega cujo prefixo Antropo designa homem e o sufixo Fagia / Fago significa comer. Antropofagia é, então, o ato de o ser humano comer a carne de outro individuo da sua espécie. Quando o ato de ingerir carne de outro individuo de mesma espécie ocorre entre animais não humanos denomina-se canibalismo. É usual e correto se referir a antropofagia como canibalismo, porém, não é correto referir-se à canibalismo como antropofagia, já que antropofagia é restrito à espécie humana.
Feitos os esclarecimentos digo que, entre os animais destituídos de razão, também denominados animais inferiores, o canibalismo é prática relativamente contumaz e pode ter várias motivações, uma delas é a restrição ou privação de alimento. Lembro-me da época de acadêmico de Ciências Biológicas (bacharelado), lá pelos anos de 1992...  A minha turma era composta de sete alunos e durante a disciplina Etologia (ramo da biologia que estuda o comportamento animal) a turma recebeu do professor uma gaiola contendo um casal de ratos e recebemos instruções para realizar o nosso primeiro experimento biológico. As instruções foram as seguintes: 1) A gaiola deve ser colocada e mantida em local agradável no que diz respeito a temperatura, umidade e luminosidade; 2) A área da gaiola jamais deverá ser alterada; 2) Os animais deverão receber diariamente e em horário definido, durante o semestre letivo, uma quantidade fixa de ração e água que serão superiores às necessidades diárias dos dois animais; 3) A equipe deve efetuar registros de tudo o que for observado no comportamento desses animais. Para que o leitor acompanhe o raciocínio, vou fazer algumas considerações sobre a biologia dos roedores: São animais com grande capacidade de adaptação e que em situações ideais atingem rapidamente o clímax reprodutivo, resultando em ninhadas em períodos dentro do limite extremo da capacidade da espécie. Na verdade, o incremento reprodutivo é um comportamento elementar em qualquer espécie biológica, uma vez que estamos falando de estratégia de perpetuação. Isso tanto é verdade que os micróbios - em situações favoráveis - dispensam a reprodução sexuada e recorrem à reprodução assexuada (cissiparidade/bipartição) para garantir o rápido povoamento do território parasitado. E apenas em um segundo momento da colonização é dada importância à troca de gens para garantir variabilidade.
Mas, voltando para o nosso experimento com o casal de ratos, os dias passavam e tudo acontecia conforme planejado, ou seja, gaiola bastante ampla para dois indivíduos, excesso de água, excesso de ração, temperatura e umidade ideais controladas, tudo perfeito! A resposta biológica irracional não foi outra senão início e incremento no limite extremo da função reprodutiva: A ratazana era fecundada, gestava, paria, iniciava nova gestação... Os filhotes atingiam a maturidade sexual precocemente e também entravam no ciclo reprodutivo. Até que os problemas começaram a aparecer: O espaço que antes era abundante já ficou insuficiente. A ração e a água também já não suprem as necessidades da população confinada. O que era favorável passou a ser desfavorável e o nível de tensão e estresse aumentam, o que é constatado pelo aumento da agressividade e inquietação dos animais no confinamento... A partir de então, as ninhadas que vão surgindo são devoradas pelos próprios indivíduos no esforço pela sobrevivência. Nesse ambiente o canibalismo passa a ser a válvula que controla a população, ajustando-a às condições impostas pelo ambiente.
O que relatamos até então está perfeitamente enquadrado no que chamamos de comportamento instintivo. Mas o que é instinto? Esse comportamento é controlável? É comportamento restrito aos animais irracionais? O homem pode abrir mão de seu comportamento racional e agir por instinto?
Instinto é palavra de origem no Latin (instinctu) e designa estímulo ou impulso natural e involuntário pelo qual os animais, incluindo o homem, executam certos atos sem consciência e, portanto,  sem reflexão sobre as conseqüências. Pode também significar uma aptidão inata, ou seja, de nascença. Mas, geralmente, a resposta instintiva está associada à necessidade de autopreservação, ou seja, de sobrevivência. O detalhe é que as experiências, as sensações, as emoções aprimoram o instinto e esse aperfeiçoamento é transmitido dentro da espécie como herança biológica. Isso explica, por exemplo, porque um animal reconhece e identifica outro animal de outra espécie como inimigo natural e que deste deve fugir, impelido pelo instinto de sobrevivência.
Não se questiona o processo evolutivo pelo qual passou o Homo sapiens (nome científico atribuído à espécie humana) desde o seu brotamento a partir do ancestral primata comum. Nos momentos iniciais da nossa espécie a diferença de comportamento e de atitudes em comparação com os outros animais eram mínimas. No caso do Homo sapiens, o arcabouço constitutivo do sistema nervoso possibilitou que o processo evolutivo aprimorasse substancialmente esse compartimento, dotando o homem da capacidade de   raciocínio e reflexão. Ou seja, a espécie humana passou a se diferenciar das demais espécies por ter a consciência do aqui e do agora. As sua atitudes deixaram de ser mediadas apenas pelo instinto. Na verdade, o instinto passou a ser um componente secundário, integrante do sistema nervoso vegetativo. A pergunta que fica é a seguinte: Porque o processo evolutivo não suprimiu do DNA humano as sequências que determinam as atitudes instintivas? A pergunta é muito interessante, mas a resposta é obvia... há situações na interação do homem com o ambiente em que a decisão tem que ser tomada em milionésimos de segundo, sob pena de causar danos irreparáveis ao organismo, inclusive a morte. Sendo assim, associar instinto à sobrevivência é por demais apropriado.
Por isso, mesmo após milhares de anos de evolução, trazemos no nosso código genético, de forma latente, os genes que modulam o nosso impulso antropofágico: Em uma situação ideal, com todas as variáveis sob o controle da razão, não pensamos e sequer admitimos a possibilidade de ingerir a carne do nosso semelhante. Mas numa situação de estresse extremo, quando as variáveis que julgamos importantes estão desfavoráveis, o componente racional do nosso sistema nervoso é desligado, pois está em jogo a condição mais elementar de perpetuação da espécie que é a sobrevivência. Aí a antropofagia que era algo inadmissível para o nosso componente racional passa a ser considerada, admitida.
O exemplo mais emblemático de antropofagia entre humanos civilizados é retratado a partir de um acidente aéreo que ocorreu na Cordilheira dos Andes em 1972. Os relatos dão conta que com a queda de um avião de passageiros algumas pessoas sobreviveram e após vários dias sem qualquer perspectiva de socorro e uma vez tendo consumido todo o alimento disponível à bordo, os sobreviventes passaram a se alimentar de carne humana daqueles que faleceram com o acidente. Nesse caso a decisão de consumir carne humana também foi influenciada pelo fato de os corpos não terem apodrecidos, uma vez que a região onde aconteceu acidente possui temperaturas extremamente baixas que promoveu a conservação dos copos. Relata-se, inclusive, que os sobreviventes utilizaram fragmentos da fuselagem do avião como utensílio de corte. Pelo que me consta, esse acidente virou roteiro de filme, mas não assisti.


Infertilidade masculina está se tornando questão de saúde pública, alertam especialistas

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Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) sugerem que um em cada oito casais no Brasil - ou seja, aproximadamente oito milhões deles - tenham dificuldades para gerar filhos. Em cerca de 42% dos casos de infertilidade, há fatores masculinos envolvidos, e 33% das causas estão presentes exclusivamente no organismo dos homens. A preocupação é que os índices de infertilidade masculina parecem ter aumentado consideravelmente nos últimos anos, interferindo nas taxas de natalidade mundiais. A razão pode estar diretamente ligada à exposição a poluentes, pesticidas e à alimentação.

Estudos recentes da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, indicam que, em cada cinco homens saudáveis com idade entre 18 e 25 anos, apenas um produz uma quantidade de espermatozoides normal e desejável, segundo orientação da OMS. À medida que o número de homens inférteis aumenta, alguns pesquisadores começam a se questionar se essa tendência pode comprometer a espécie humana dentro de algumas gerações.
Segundo o andrologista André Guilherme Cavalcanti, do Centro de Fertilidade da Rede D'Or, os problemas de infertilidade masculina são tão graves que se tornaram, recentemente, um caso de saúde pública mundial. "O homem tem um papel fundamental no processo reprodutivo e, hoje, 15% da população masculina mundial é infértil, taxa que vem superando a feminina".
O médico explica que é preciso que eles visitem o urologista regularmente, como forma de evitar que alterações, provocadas por agentes muito comuns no ambiente e em sua rotina diária, dificultem ou impeçam uma produção satisfatória de células germinativas. "Dois terços dos problemas masculinos podem ser revertidos se forem diagnosticados e tratados. Para isso, é importante que os cuidados, que envolvem também alimentação e atividades físicas, comecem ainda na adolescência", garante o especialista.
E as gestantes também precisam ficar atentas aos fatores que podem afetar a fertilidade. A especialista em reprodução humana Maria Cecília Erthal destaca que estudos já indicam que o consumo em excesso de carnes vermelhas e soja pela mãe, bem como a exposição ao cigarro e pesticidas, pode causar uma diminuição na produção de espermatozoides do futuro bebê.
Aparelho reprodutor masculino - Esquemático.
Poluição e fatores de risco no trabalho: Outro estudo, realizado pela Unidade de Toxicologia Reprodutiva e de Andrologia do Hospital de Clínicas de São Paulo, aponta que a inalação de poluição teria como consequência o aumento da concentração de radicais livres no sangue, uma das principais causas da infertilidade masculina. O levantamento, realizado com 748 trabalhadores que absorvem com frequência o ar de grandes vias públicas, como motoristas de ônibus e táxis, apontou que 500 deles apresentavam algum tipo de alteração em seus níveis de fertilidade.
Algumas profissões são agressivas à capacidade reprodutiva masculina e costumam comprometer a qualidade seminal. "Calor excessivo, contato com metais pesados e solventes orgânicos presentes em tintas, radiação, atividade física excessiva e estresse são fatores de risco e demandam um acompanhamento da qualidade do sêmen", diz o andrologista. A solução em alguns casos seria o congelamento do esperma, para a utilização futura.
Possíveis causas: Além de certos agentes externos e da poluição, que é um dos mais preocupantes para a infertilidade masculina, a idade, a frequência e técnica do coito, a exposição a tóxicos e certos medicamentos - como alguns para depressão, para hipertensão e queda de cabelo - e a presença de algumas doenças - como varicocele, clamídia, gonorreia, azoospermia - também podem ser fatores importantes. O especialista cita, ainda, o uso de álcool, cigarro e drogas, além do uso de laptop sobre o colo - por causa do calor -, como fatores que podem afetar negativamente a qualidade do sêmen.

Fonte : UOL Ciência e Saúde



Incidentes de Biossegurança - Caso Nº 03.

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Macaco rhesus
Marguerita estava transportando um macaco rhesus - dentro de uma gaiola - para outra sala do laboratório, quando percebeu que um líquido oriundo da gaiola atingiu seu olho. Ela tratou de secar o local e relatou o ocorrido ao seu chefe, o qual  ponderou, alegando tratar-se de um incidente sem maiores consequências. Sendo assim, Marguerite deu prosseguimento ao seu turno de trabalho. Duas semanas depois Marguerite apresentou edema no olho, acompanhado de forte dor de cabeça e febre alta. A funcionária foi encaminhada ao hospital, onde ficou internada por três dias, sendo tratada com Aciclovir. Dez dias após a alta, Marguerite voltou a ser internada, agora com fraqueza dos membros inferiores, que evoluiu para paralisia parcial. Nesse período também apresentou importante dificuldade respiratória, sendo colocada em respirador artificial. O quadro evoluiu para coma, culminando com a morte da profissional. Exames revelaram infecção pelo vírus do Herpes B.

Infecção pelo vírus B - também conhecido como vírus herpes B, vírus B de macaco, herpesvírus simae e herpesvírus B - é extremamente rara em humanos porém, quando ocorre, pode resultar em lesão neurológica grave ou encefalomielite fatal se o paciente não for tratado logo após a exposição. Trata-se de vírus comumente encontrado entre os macacos, incluindo os macacos rhesus, macacos rabo de porco e os macacos cynomolgus (conhecidos como macacos comedores de caramujos ou de cauda longa), os quais podem albergar infecção latente pelo referido vírus ou manifestar sinais / sintomas leves. Coelhos, cobaias e ratos podem ser infectados experimentalmente com o vírus B.

Laboratórios que utilizam animais para infecção experimental devem sempre considerar a possibilidade desses animais serem portadores sadios das mais variadas entidades biológicas, sobretudo entidades virais. Como regra, laboratórios de zoonoses estão inseridos na classe 3 de risco e devem trabalhar com o nível de biossegurança III, o que inclui o uso de gaiolas de contenção máxima para o transporte de espécimes. Essa contenção prevê, inclusive a retenção de aerossóis produzidos por esses animais em função de espirros e da própria respiração, pois o líquido que atingiu o olho de Marguerite pode ter sido lançado a partir de um espirro do animal. Se foi assim podemos concluir que a gaiola não era adequada e que a profissional não fazia uso de protetor facial, que é obrigatório na manipulação de animais!

Como vimos, a infecção humana pelo vírus B não é comum, o que nos leva a pensar sobre a condição imunológica da funcionária em questão. Será que o laboratório onde Marguerita trabalhava tinha como protocolo o controle sorológico da equipe? Se tinha, será que havia restrições em relação a Marguerita e essas restrições não foram observadas?

Mesmo considerando as possíveis falhas de protocolo identificadas neste laboratório, parece que negligenciar o acidente sofrido por Marguerite representou o total despreparo do serviço, pois o chefe do laboratório não refletiu sobre a situação grave relatada pela funcionária. Talvez a desatenção dispensada ao acidente seja apenas o reflexo da necessidade de capacitação de toda a equipe.

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Mais informações podem ser buscadas em http://www.cdc.gov/herpesbvirus/



Ratos e Baratas…Tudo bem, vocês venceram!

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Ratos e baratas... Vocês venceram!
Que não se preocupe o leitor, pois não pretendo me aprofundar em reflexões antropológicas e sociológicas relativas ao processo de urbanização pelo qual passou e passa a sociedade humana. Mas preciso resgatar a informação de que as primeiras cidades surgiram há mais de 3.500 anos a.C., e que o processo de urbanização moderno se iniciou no século XVIII, em consequência da Revolução Industrial que teve palco na Europa. O registro se faz necessário apenas com o intuito tão somente de me conectar ao real propósito dessa postagem, qual seja o oportunismo de duas espécies animais em relação ao processo de urbanização do homem (Homo sapiens). Digo isso porque o rato (Rattus rattus) e as baratas, dentre elas a espécie Periplaneta americana, foram as espécies que mais se beneficiaram do processo de urbanização da sociedade humana. Eu diria até que esses animais, hoje considerados "Pragas Urbanas", são emblemáticos pois simbolizam com muita intensidade esse processo antropológico.
Ratazana alimentando ninhada.
Estima-se que a média mundial seja de 10 ratos para cada habitante. E a capacidade reprodutiva desse animal é assustadora: Cálculos do Departamento de Agricultura do Governo Americano estimam que um casal de ratos pode gerar, ao final do seu primeiro ano de vida, aproximadamente 20 milhões de descendentes. Como esse animal possui uma vida média de três anos, estamos falando em algo próximo a 359 milhões de descendentes. Os números são assim, gigantescos, porque a maturidade sexual desse animal é atingida aos três meses de idade. A fêmea pode ter até seis gestações por ano. A gestação dura em média 20 dias e cada ninhada produz aproximadamente doze filhotes.
As baratas não deixam por menos. São extremamente resistentes à adversidades e dotadas de alta capacidade de adaptação, pois conseguem viver em qualquer lugar que ofereça alimento e abrigo. O ciclo de vida varia de 160 a 1095 dias (depende da espécie) e uma fêmea chega a colocar em média 225 ovos.
Hoje, praticamente a metade da população humana vive nas cidades, e a tendência é de aumentar! Mas no começo tudo era bastante diferente. Totalmente refém dos ânimos da natureza e completamente vulnerável aos fatores edáficos e climáticos, a rotina do homem era ditada completamente pela oferta natural de alimento e alguma proteção.
Extremamente tolerantes, as baratas se adaptam facilmente.
Abreviando o nosso registro histórico em alguns mil anos, e chegando ao estágio de "sedentarização" do Homo sapiens, atingimos o cerne da questão: O homem agora fixa residência em território específico pois já conhece o fogo, domina técnicas de cultivo e de domestificação de animais. Mas o que tem isso a ver com ratos e baratas? Em tese, nada a ver! Mas, na prática, a mudança da condição humana de nômade para sedentário estabeleceu as condições ideais para a proliferação em larga escala desses animais, a ponto de atualmente serem considerados "Pragas Urbanas" e vetores de graves doenças infecto-contagiosas. A condição ideal estabelecida foi o acúmulo de resíduos orgânicos, sólidos e líquidos, resultantes das atividades humanas. A abundância de alimento produziu nesses animais uma mudança de comportamento e passaram a viver próximos dos aglomerados urbanos, pois percebiam que ali teriam abrigo e alimento em quantidade, sem precisar estabelecer qualquer disputa. A consequência natural da fartura de alimento entre os animais irracionais é o incremento reprodutivo, o que nesse caso é facilitado pela alta fertilidade e pelo ciclo biológico curto.
Acúmulo inadequado de resíduos orgânicos. As pragas agradecem!
O grande desafio da sociedade urbanizada atual é erradicar a população de ratos e baratas que infestam os centros urbanos. Várias são as tentativas utilizando-se raticidas e inseticidas, mas isso apenas seleciona indivíduos ainda mais resistentes, melhorando o perfil genético desses animais. Talvez a solução fosse o controle biológico, mas como fazer? Por exemplo, cobra e coruja se alimentam de ratos, mas estamos falando de ambiente urbano e não da selva. Escorpiões são devoradores naturais de baratas, mas devemos investir na população de escorpiões para eliminar as baratas?
Parece que não poderemos falar em eliminação, e sim em controle para níveis aceitáveis. Para isso será necessário investir na educação das pessoas, no sentido de que elas aprendam a lidar com os resíduos orgânicos que produzem. No mais é admitir que os ratos e as baratas são os grandes beneficiários do processo de urbanização do homem. Tudo bem, vocês venceram!


Contextualizando em Sociobiologia / Biossociologia.

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É com prazer que trago aos frequentadores desse site um texto bastante lúcido e esclarecedor do Prof. André Luiz Ribeiro Ferreira acerca da Sociobiologia / Biossociologia. Num primeiro momento, o som resultante da fusão dessas duas ciências (Ciências Sociais e Ciências Biológicas = Sociobiologia) pode até não ser agradável aos nossos ouvidos, mas devemos nos acostumar pois, embora tarde, a aproximação dos conhecimentos desses dois campos se configura inevitável, para entender e explicar muito do comportamento social humano. A seguir, o texto do Prof. André Ferreira:
Se nós olharmos os campos disciplinares como territórios, podemos dizer que os esforços interdisciplinares têm provocado transformações significativas no mapa das ciências sociais. Novos territórios têm sido construídos a partir de recombinações entre especialidades de disciplinas, principalmente com aquela que é considerada uma especialidade em franca expansão: a biologia evolutiva. Chamamos de abordagens biossociais as recombinações entre especialidades das ciências sociais e a biologia evolutiva. A história da sociologia nos mostra várias tentativas de diálogo com a biologia. Na década de 1920, sociólogos americanos darwinistas confrontavam-se com sociólogos de orientação radicalmente culturalista sobre a importância da biologia para se entender o comportamento social humano. No início da década de 1930, esse confronto havia arrefecido com o triunfo da perspectiva culturalista de Franz Boas e suas alunas Margareth Mead e Ruth Benedict. Um triunfo que foi muito mais ideológico do que científico, conforme nos mostrou Carl Degler em seu livro sobre a história do evolucionismo social. Razões ideológicas para recusar a explicação evolucionista não faltavam visto que ele se apresentava de maneira racista e sexista. Mas a explicação culturalista não se mostrou mais consistente que a perspectiva biossocial dos sociólogos darwinistas, apenas mais politicamente correta.
Nos anos 60, em função do grande avanço teórico experimentado pela biologia evolutiva, novas recombinações biossociais anunciavam a necessidade de introduzir a dimensão biológica para se entender o comportamento social humano. A repercussão dos trabalhos de primatólogos sobre o sistema social de primatas não-humanos e de etólogos sobre a evolução do comportamento social trouxe Darwin de volta para a teoria sociológica. Conforme atestamos na análise que fizemos de dois periódicos tradicionais de sociologia americana, o American Sociological Review e o American Journal of Sociology, são poucos, mas ilustrativos, os artigos e resenhas que desde os anos 60 reclamam da negligência dos sociólogos em relação a variável biológica e chamam atenção para as implicações sociológicas dos trabalhos de etólogos e primatólogos: “biólogos estão falando de sociologia”, alguns resenhistas afirmavam.
Se nos anos 1960 os sociólogos estavam tomando conhecimento dos avanços da ciência biológica, no começo dos anos 1970 as recombinações biossociais que, até então, tinham sido fundamentalmente construções a partir de especialidades da biologia em direção às ciências sociais, passam agora a ter também recombinações de especialidades das ciências sociais em direção à biologia evolutiva. Allan Mazur, Bruce Eckland, Pierre Van Den Berghe, Claude Fisher e Leon Robertson são alguns dos sociólogos envolvidos na tarefa de pensar uma abordagem biossocial, uma sociologia entre espécies, e de discutir as reflexões pioneiras, nesse sentido, dos antropólogos Lionel Tiger e Robin Fox, cujo diálogo com a etologia foi e ainda é duramente criticado.
Em meados da década de 1970, o diálogo incipiente entre a sociologia e as emergentes abordagens biossociais ganhou novos contornos pelo surgimento de uma nova e radical abordagem biossocial, a sociobiologia. O território sociobiológico pode ser demarcado pela aproximação entre os estudos etológicos, métodos da genética de populações e da teoria dos jogos e ecologia. Edward Wilson, autor da obra que representa o marco no surgimento dessa nova disciplina, Sociobiologia: a nova síntese, apresenta-a como uma explicação sistemática dos fundamentos biológicos dos comportamentos sociais. A sociobiologia enquanto abordagem biossocial pode ser vista como um esforço de síntese e de superação das barreiras entre as ciências naturais e as ciências sociais através de uma aproximação biológica dos comportamentos sociais dos animais e dos seres humanos.

Vista como uma tentativa suspeita de absorção das ciências sociais – sociologia e antropologia fundamentalmente - a sociobiologia enfrentou uma virulenta resistência nas ciências sociais. Na sociologia só fez reaparecer a biofobia dos sociólogos. Apenas três resenhas no American Journal of Sociology discutiram a proposta wilsoniana, que provocou amplas discussões na antropologia e psicologia. Mas ao longo dos anos oitenta um grupo de sociólogos começou a se interessar pela agenda de pesquisas aberta pela sociobiologia.Temáticas como a evolução da cooperação e fenômenos como incesto, crime, sexualidade adolescente e o diálogo entre as perspectivas sociológica e evolutiva das diferenças entre os sexos passaram a ter um tratamento biossocial. Ao longo dos anos oitenta e início dos anos noventa assistimos ao aparecimento de novas abordagens biossociais: a ecologia comportamental, a psiquiatria darwinista e a psicologia evolucionista, por exemplo. A agenda de pesquisas da psicologia evolucionista tem atraído alguns sociólogos. O foco dessa nova área de conhecimento é o estudo das características básicas das adaptações psicológicas humanas baseadas no conhecimento existente sobre evolução humana e modelos de pressões seletivas no curso do tempo evolutivo. As adaptações comportamentais e psicológicas que temos hoje foram selecionadas no nosso ambiente de adaptação evolutiva ancestral (AAE).
Os esforços biossociais de alguns sociólogos americanos criaram uma nova especialidade dentro do campo sociológico que vem sendo chamada de biossociologia. Alguns biossociólogos, como Allan Mazur, são declaradamente antievolucionistas enquanto Pierre Van Den Berghe, que no final dos anos setenta e início dos anos oitenta também fazia referências à biossociologia, era evolucionista e considerado um sociobiólogo por trabalhar com a agenda da sociobiologia. Esta diferença na “comunidade de biossociólogos” sugere que há mais resistências entre os sociólogos a uma perspectiva evolutiva do que a um diálogo com a biologia. Survey aplicado por Stephen Sanderson e Lee Ellis em membros da Associação Americana de Sociologia revelou que apenas 3,7% dos sociólogos americanos eram receptivos a sociobiologia e evolucionismo. Na interpretação de seus dados, os pesquisadores descobriram que os respondentes tinham uma visão fortemente antibiológica.
Embora a resistência dos sociólogos a um diálogo com a biologia persista, a criação da subseção Evolução e Sociologia na Associação Americana de Sociologia em 2004 constitui um acontecimento marcante na história da sociologia, pois tem como objetivo fundamental permitir que sociólogos possam legitimamente incorporar evolução e biologia em suas teorias e pesquisas. Talvez possamos dizer que o fato dessa seção ter hoje mais de 300 membros indica que uma nova etapa está sendo inaugurada no diálogo da sociologia com a ciência biológica. Parece que Darwin voltou para ficar.

André Luís Ribeiro Ferreira é graduado e doutor em sociologia pela Universidade de Brasília e professor de sociologia na Universidade Federal de Mato Grosso, campus de Cuiabá.



Incidentes de Biossegurança - Caso Nº 02.

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Uma tarde, trabalhando em uma bancada no laboratório, Jack notou que havia cometido um erro ao acrescentar 10 ml de ácido sulfúrico concentrado a uma mistura de 260 ml de anídrido acético e 130 ml de ácido acético. Ao se virar para jogar a mistura na pia, ele tropeçou em uma cadeira e derramou todo o conteúdo de uma vez. Imediatamente o ácido reagiu com a água que estava na pia e espirrou em seu corpo, queimando seus braços e o rosto.

Analisando esse caso é possível identificar diversos problemas na execução dessa tarefa pelo técnico Jack. A princípio, essa tarefa não deveria ser executada em uma bancada, e sim em uma Capela de Fumigação. Sendo assim, a ocorrência desse acidente nos possibilita indagar se o laboratório em questão possui protocolos técnicos. Um laboratório precisa possuir todos os procedimentos escritos e devidamente detalhados através de protocolos designados "POP" (Procedimento Operacional Padrão). O POP traz o passo-a-passo da execução do procedimento, de modo que a sua utilização, somada a atenção e concentração, reduz a possibilidade de erro e acidentes.Outra dúvida que temos é se os recipientes com as substâncias químicas estavam devidamente identificados. Nenhum recipiente contendo qualquer volume deve permanecer dentro do laboratório se não estiver com etiqueta de identificação, que pode ser a original ou preparada pelo próprio laboratório.

A disposição do mobiliário dentro do laboratório também deve ser feita atentando para a possibilidade de tropeços e esbarrões, pois é comum o trânsito de pessoas dentro do laboratório portanto algum material ou utensílio que pode conter algum produto perigoso se derramado ou liberado. Além disso, tropeçar em cadeiras, gavetas abertas, fios de telefone podem resultar em traumas físicos de gravidade variável.

Vale ressaltar que as substâncias manipuladas por Jack, à exceção do ácido acético, são extremamente perigosas pois são inflamáveis, corrosivas e podem causar danos às mucosas e queimaduras graves em qualquer parte do corpo. A inalação de vapores dessas substância produz irritação severa ao trato respiratório.


Homeostase - Quanto custa essa sintonia?

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Se me pedissem para escolher apenas uma palavra que sintetizasse a relação de interdependência entre os seres vivos e a natureza, eu diria "homeostase". Quando se conhece o princípio desse fenômeno bioquímico e biofísico chega-se à conclusão que, realmente, está tudo interligado em redes, compondo a complexa teia que sustenta a vida nesse planeta. Não importa se estamos falando em organismo unicelular ou pluricelular, muito menos qual a importância desse ente na cadeia trófica. O fato é que a interação com o ambiente é obrigatória, seja ela harmônica ou desarmônica, e o equilíbrio possível sempre será buscado. Portanto, a qualidade dessa interação determinará a forma como funcionarão os sistemas internos, resultando em mais ou menos saúde. Vamos tomar como exemplo o nosso sistema imunológico que tem a atribuição de defender o nosso organismo da invasão de organismo microscópicos e substâncias estranhas, dentre outras atribuições. Mas, se lhes parece que as bactérias virulentas, as gripes malignas, enfim, as enfermidades produzidas por micróbios são as mais perniciosas, você se surpreenderá quando souber que as pesquisas científicas caminham para a conclusão que os micróbios não são os inimigos mais temidos pelo organismo: Os pensamentos e as palavras de cada dia tem influencia direta sobre o desempenho do sistema imunológico e podem perturbar esse sistema, desencadeando efeito devastador sobre o organismo.
A explicação para isso está no sistema nervoso que, através dos seus componentes, a exemplo de um computador, dirige e regula todos os processo que ocorrem no corpo, produzindo o melhor equilíbrio (homeostase) possível. Através de informações captadas dos diversos sistemas de monitoramento - dentre os quais o sistema imunológico - o cérebro constantemente cria, automatiza, regula, equilibra e mantém o organismo no melhor nível possível de funcionamento a cada momento do dia.
Vista do crânio e face humano em corte sagital
Alguém poderia argumentar; o que tem a ver os pensamentos e as palavras com o desempenho de um sistema biológico? Digo que, internamente, os pensamentos são convertidos em substâncias químicas correspondentes, as quais funcionam como chaves que abrem compartimentos para atuação dos sentimentos. Quando o pensamento é concluído, o compartimento se fecha. Por exemplo, quando alguém vê a pessoa amada, essa sensação de satisfação que percorre o corpo não é outra coisa senão uma substância química. Ao ser excitado, sexualmente, o corpo produz e libera outro tipo de substância química. Quando nos sentimos ameaçados diante da iminência de um assalto e somos dominados pela vontade reagir, essa sensação também é mediada por substâncias químicas cuja elaboração teve a interferência de algum componente do sistema nervoso. As substâncias químicas (proteínas) que são elaboradas pelo organismo, tendo como motivação o  pensamento recebem a designação genérica de neuropeptídeos.
Linfócito
A biologia levou anos pesquisando este campo, e continua pesquisando, de modo que já sabemos que quando se tem um pensamento, o cérebro produz substâncias com ação no próprio organismo. E o que a pessoa sente é produzido em função da assimilação desses neuropeptídeos. Na verdade, já é de conhecimento da ciência - há muito tempo! -  que as células do sistema imunológico, assim como as dos demais sistemas, possuem regiões em suas membranas destinadas a interagir e permitir a passagem de substâncias entre os meios intracelular e extracelular. A novidade é que na membrana plasmática dos linfócitos - células que atuam na defesa do corpo contra o ataque de bactérias, fungos, vírus e demais parasitas - existe uma região específica de passagem para neuropeptídeos. Sendo assim, o que pensamos importa muito ao nosso sistema de defesa (sistema imunológico), de modo que o organismo inicia uma busca desesperada do equlíbrio capaz de satisfazer os nossos pensamentos.
Com isso, quero dizer que o cérebro só cria a doença que conhece e quem fornece ao cérebro as informações são os nossos pensamentos. O nosso temor em ter uma doença é o precursor da criação dela. Ou seja, a doença imaginada é materializada pela ação homeostática do próprio organismo. Afinal, somos os responsáveis pelos nossos sentimentos mais interiores e os nossos sentimentos soam como voz de comando para o sistema nervoso. As palavras podem desencadear efeito deletério sobre o organismo, podendo matá-lo em função da depressão produzida no sistema imunológico.
Na prática é mais ou menos assim: O sistema nervoso fica durante algum tempo escutando os nossos monólogos internos de raiva, mágoas, sobre as ofensas que escutamos, sobre o amor que negamos, etc. Essas mensagens são convertidas em sinais químicos (neuropeptídeos) que são lançados na corrente sanguínea e capturados pelo sistema imunológico. Considerando que a função do sistema imunológico é proteger o organismo de toda a sorte de agressão, em algum momento tem início a elaboração de uma resposta orgânica, que pode atingir qualquer órgão ou sistema orgânico, deixando-o fragilizado e mais vulnerável. A perturbação da ordem interna motivada pelos sentimentos que desencadeiam a produção de neuropeptídeos pode ser tão intensa, a ponto de produzir modificações celulares drásticas (neoplasias) no órgão alvo. No entanto, até mesmo a capacidade de resposta a uma agressão banal de um micróbio vulgar passa a ser uma tarefa extremamente difícil para o sistema imunológico que está ocupado em traduzir e produzir respostas que "julga" adequadas para atender aos comandos emanados dos pensamentos morbidos.
Em resumo, não há mais dúvidas; o sistema imunológico é fortemente influenciado e condicionada ao pensamento. E, na prática, a resposta é a busca do equilíbrio (homeostase), que tem um preço.


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