English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified
Translate into your language

Incidentes de Biossegurança - Caso Nº 04.

0 comentários


Mitch estava trabalhando sozinho no sábado a fim de terminar uma análise que seria entregue na segunda-feira. Durante toda a manhã, ele havia trabalhado como um louco porque às 14 horas levaria seu filho para jogar futebol. Quando o relógio marcava 13 horas ele havia acabado de retirar uma garrafa de oxitricloreto de fósforo (POT) da câmara de fumigação e, ao recolocar todos os produtos químicos que havia tirado para pegar a garrafa de POT, esta bateu na parte lateral da câmara, caiu no chão e quebrou. A área ao redor rapidamente ficou impregnada por uma por uma fumaça nociva e ardida que o fez tossir. Imediatamente, Mitch abriu totalmente as portas e ligou todas as câmaras de fumigação do laboratório. Assim que a fumaça começou a sair, ele colocou um aviso grande, limpou o líquido derramado e os cacos de vidro e jogou tudo no lixo do seu escritório juntamente com suas luvas. Finalmente, ele desligou todo o seu equipamento e foi embora levando seu jaleco para ser lavado em casa. Na segunda-feira de manhã ele chegou um pouco mais cedo, fez os cálculos finais e apresentou, pontualmente, o resultado ao seu chefe.

Questões:
1 - Quais os riscos?
2 - Porque o incidente / acidente aconteceu?
3 - Como poderia ser evitado?

Dois problemas sérios de segurança podem ser identificados no relato. Um deles é o fato de Mitch estar trabalhando sozinho no laboratório, não sendo possível concluir se o chefe do laboratório tinha conhecimento da transgressão a esta regra de segurança. Laboratórios são ambientes de risco e pelo menos duas pessoas precisam estar presentes quando atividades estão sendo desenvolvidas. Para potencializar o risco de acidente, o técnico estava extremamente apressado e corria contra o relógio para não se atrasar em um compromisso.

Outro comportamento que aumentou consideravelmente os riscos da atividade foi o fato de o técnico não ter se preparado adequadamente para realizar os ensaios. Parece que o mesmo estava acessando os reagentes e demais materiais de maneira aleatória, quando identificava a necessidade. O fato de precisar desarrumar a câmara de fumigação para ter acesso à garrafa de Oxitricloreto de Fósfoto (POT) foi determinante para o acidente que resultou na quebra da referida garrafa e a consequente impregnação do ambiente.

Oxitricloreto de Fósfoto (POT) é um líquido incolor de densidade ≅1,7 e cheiro irritante que em contato com o ar úmido libera vapores e se decompõe pela água. Foram essas características químicas do produto que provocaram tosse e, provavelmente, irritação de mucosa ocular no técnico Mitch se o mesmo não estava adequadamente paramentado com máscara contra gases e óculos de proteção. Ele também correu risco de sofre lesão perfuro-cortante com fragmentos de vidro resultantes da quebra da garrafa.

Ter aberto as portas, acionado as câmaras de fumigação, realizado a limpeza do local com colocação de aviso de alerta foram providências adequadas. Porém, o material resultante da limpeza não deveria ser colocado no recipiente de lixo do escritório. O pessoal do serviço de limpeza não espera que o lixo do escritório contenha material perfuro-cortante e sim material de escritório que é basicamente papel. O lixo do escritório, também, não deve conter material infectante.

Por fim, há controvérsias sobre levar o jaleco para ser lavado em casa. O ideal é que o serviço forneça jaleco descartável e na gramatura correta para oferecer a proteção adequada. .

-------------------
Para mais informações, acessar http://www.cdc.gov/herpesbvirus/



Próxima Publicação.

Sangue... Ninguém precisa, até precisar.

  •